Parecia mais um dia normal na escola Mario Quintana, os preços da cantina continuavam altos, Certos Professores continuavam com seu neoliberalismo
opressor e os alunos continuavam
a fazer sexo nos banheiros.
Entretanto, Y sentia-se estranho, um pouco melancólico, de um jeito que nunca havia sentido antes, isso desde quando seu amigo há - nem se lembrava a quanto tempo - tinha, no inicio da semana, finalmente assumido seu namoro com Helena pelo Facebook. Ele queria sentir-se feliz sobre isso, principalmente pela menina ser extremamente bonita e deixar G tão alegre, mas o próprio Y nunca havia sentido isso por uma garota.
A amizade dos dois sempre havia sido única, se entendiam com o olhar. Porem, com o amadurecimento de ambos, a flor da puberdade, engrossando a voz, Y começou a notar que os toques que trocavam tornaram-se mais íntimos, e que ele se sentia especialmente afetado por eles.
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-Y, por que você esta tão calado hoje? - Perguntou G com uma cara preocupada.
Y acordou de seus devaneios e olhou para o amigo, que no momento sentava ao seu lado e copiava seu dever de casa.
-To bem, só estou um pouco cansado. - responde Y.
-Ta "cansado" faz um tempo, né? - fala ironicamente o garoto mais baixo, mordendo um lápis.
- Não é nada,é só...posso passar o recreio com você?
Y assistiu enquanto a cara do amigo se fechava e ele respondia:
- Não da, hoje eu vou ficar com a Helena.
Aquele sentimento que Y não conseguia descrever voltou a atingi-lo com tudo. Ao mesmo tempo que sentia raiva de si pelo que achava que estava sentido, suas bochechas ficavam vermelhas.
-En-então tá. -balbuciou, Rapidamente virando o rosto contra a direção de G. - Eu vou sentar lá atrás com os meninos.
Sentiu o peso de algo sobre a mão que apoiava na mesa para se levantar e ,virando-se, viu a mão de G sobre a sua.
-Não, Y! -ele gritou, fez um biquinho na boca e continuou.- Fica aqui comigo.
-N-n-não da. -Y rapidamente recuou o braço. - E-eu já tinha com-combinado com eles.
Antes que o outro pudesse pensar em alguma coisa Y já havia pegado sua mochila e sentado-se na cadeira mais ao fundo da sala.
Era mais uma aula de filosofia voltada mais para as aventuras do professor na Gringolandia do que para a verdadeira Filosofia, da mesma forma, Y não conseguia prestar atenção.
Sempre conseguira esconder sua verdadeira reação quando o amigo encostava nele tão intimamente - as borboletas que sentia no estômago, a vermelhidão de suas bochechas e o excesso de felicidade que sentia pelo resto do dia - mas dessa vez havia sido diferente.
Será que G havia ficado com raiva dele pelo jeito que havia agido? Será que ele havia percebido o verdadeiro sentimento de Y e se sentia enojado? Pronto para contar a todos os meninos para que rissem dele? Denuncia-lo a algum professor?
A cada minuto que passava Y ficava mais nervoso, não conseguia parar de pensar no quão horrível seria perder a amizade de G. A presença dele já havia se tornado constante na vida de Y, desde quando se conheceram ele conseguia arrancar um sorriso de Y, o jeito como o amigo facilmente se estressava e Y fazia de tudo para ajudar a perturba-lo ,quantas vezes ele já tinha tido que o tirar-lo de uma briga...
E pensando nesses momentos que Y viu borboletas voltarem a voar em seu estômago. Não conseguia mais negar aquele sentimento, a paixão que sentia pelo amigo já havia ultrapassado as barreiras que ele tentava em vão manter em sua mente. Mesmo conhecendo a mente fechada de G não poderia continuar a esconder isso do amigo, deveria fazer isso por todos os anos de amizade que tiveram, mesmo que isso fosse lhe custar o respeito de G e de toda a sala.
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Continua ☆彡
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Pero yo iré, aunque un sol de alacranes me coma la sien (Yumigumy Fanfiction)
Fanfiction"Sempre conseguira esconder sua verdadeira reação quando o amigo encostava nele tão intimamente - as borboletas que sentia no estômago, a vermelhidão de suas bochechas e o excesso de felicidade que sentia pelo resto do dia - mas dessa vez havia sido...
