Estamos agora a chegar à escola. Eu vim a pé pois é super perto de minha casa..
Cheguei ao portão e assim que pus o pé dentro da escola, estava mesmo decidido: era ali que eu pertencia. As aulas decorreram e tudo correra super bem. Eu adorei. Mesmo.
Fomos almoçar. Já tinha feito alguns amigos mas nada assim de especial. Apesar de até nem gostar muito deles, sentia falta dos colegas da minha outra escola.. a adaptação não é tão fácil assim.. e custa-me até porque 4 anos numa escola, não é qualquer brincadeira e eu apesar de negar adorava bastante a minha outra escola.
Abri a mochila onde tinha a caixa com a minha comida mas sinceramente, não sabia o que a minha mãe me tinha mandado para comer: batatas e carne assada.. ele odiava batatas.. já não falamos.. a amizade foi-se e eu tenho pena. Mas tenho a certeza que se desapareceu é mesmo porque não era suposto ter havido qualquer troca de palavras entre nós.. umas " quaisquer " troca de palavras tornou-se em muitas coisas e hoje, dói-me mais do que qualquer outro amor que eu tivera tenha doído... este apesar de ter sido em vão e em brincadeira, mexeu comigo e não foi tão fácil deixar ir... estou a deixar ir ainda...
Acordei destes meus pensamentos todos com alguém a gargalhar.. era uma gargalhada pior que a minha e acreditem, isso é mesmo quase impossível e o riso do Daniel era mesmo muito cómico.
- Daniel ri-te como deve de ser, fogo - eu estava mesmo a passar-me com ele - que CHATO!
- EII fogo que má onda.. que se passa? - ele perguntou-me com um sorriso brincalhão com aquelas covinhas perfeitas e maravilhosas que ele tem..
- Mas olha lá, estás todo acabado, é preciso passar-se alguma cena para eu te pedir para te rires como gente?
- Sim, é, atendendo a que com toda a minha certeza se tivesses alguma cena na mão me darias com ela.. fiquei sériamente com medo! - tapou a cara com as mãos.
- Vai apanhar peixe Daniel, a sério, é o melhor que fazes na tua vida. - olhámos um para o outro e começámos a rir.
- Já que estás com TANTO MAU HUMOR - deu ênfase ao " tanto mau humor " - que tal irmos sair depois das aulas? - convidou-me.
- O quê, às 18h00 da tarde? - ironizei.
- Não, olha vamos faltar ao primeiro dia de aulas até porque neste curso convém bué nós faltarmos! Não, achas, ir depois das 18h00? Nunca na vida!
- Okay, percebi a mensagem já te podes calar. Okay, I'll go!
- Fixe, fica então combinado. Não comes? - perguntou preocupado.
- Ah, não, não tenho lá muita fome...
- Okay, tu é que sabes...
Sabem o quanto odeio esta frase? O outro estava sempre a dizer-me isto, sempre! Cada cena que eu lhe perguntava a resposta dele era esta " tu é que sabes " ou " faz o que quiseres "
Como se tudo o que eu lhe dissesse não lhe fizesse qualquer diferença. Que raiva meu.
- Daniel a sério se queres que esta merda de amizade dure, não me voltes a dizer isso a sério. - eu disse isto com as duas mãos na cabeça e os meus cotovelos apoiados na mesa do bar.
- Okay, desculpa não foi por mal...
- Na boa, não podias adivinhar...
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Stupid Life
RomanceEmily, 15 anos, relembra toda a sua história desde que era pequena e conta-a a um amigo de 16 anos, que acabou de conhecer na nova escola de teatro onde entrou com boas médias. Depois de várias tentativas da parte dele, ela finalmente decide contar...
