Estava um dia lindo lá fora, ventava tanto e as folhas caiam como pluma. Estava meio agitada, com uma agonia no peito e aquilo estava me atormentando.
Ao olhar para o lado vi algo que mexeu comigo e fez aquele sentimento ir embora com a correnteza do rio de meus pensamentos, você estava sentado com o seu moletom vermelho e os fones de ouvido. Eu, meio boba, sem saber o que fazer fiquei só olhando aquilo que alegras-te meu dia, até que vi o seu sorriso, ele veio como uma bomba em minha alma.Não sabia do que ria, se era da musica que escutava ou de algo que via no telefone, a única certeza que tinha era de que o tempo poderia congelar naquele momento.
Quando a noite chegou fui consultar meu psicólogo, ou melhor... Meu travesseiro. Não sabia o que pensar se era no seu sorriso, em você, em que musica ouvia ou o quanto fui idiota de não ter ido falar com você. Sim, eu estava tomada de emoções, disposta a enfrentar minha vergonha, meus princípios retrógrados. Você estava ali, sozinho, sorrindo, e bem que eu queria ser motivo dele... E poderia ter sido.
Não sabia seu nome, sua idade, seu bairro, nada. A única coisa que sabia era que você me fez sorrir ao sorrir, trouxe para o meu sábado uma alegria que supera até o de uma criança ao ganhar um pirulito, me roubou um suspiro, um olhar, um sorriso, uma pulsação, roubou-me até meus pensamentos que sempre achei que eram só meus.
Enfim, aquele Robin Hood, com a flecha de um cupido e um moletom vermelho, transformou meu dia nublado em um casamento de sol e chuva.
YOU ARE READING
Crônicas de uma vida sem fim
PoetryHistoria vividas e sonhadas. Um jeitinho diferente de ver o mundo. Onde a vida real se mistura com o lúdico e torna tudo mais belo e singelo.
