Prólogo

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16 anos antes

Filha! - Meu chama meu pai - Você pode ir ao escritório da sua mãe levar esse envelope que ela esqueceu?

Olho para o meu amado paizinho como quem diz:"Não. Por favor não ". Eu e minha mãe não nos damos bem e meu pai sabe disso. Ela nunca me tratou bem e faz questão que minha vida seja um desastre.

Porém, meu pai está gripado e por ele faço tudo. Sem ele eu não sei o que seria de mim. Então, mesmo sem querer vê-la pego o envelope e vou para seu escritório a pé, são apenas três quadras.

Quando chego estranho seu secretário não estar no seu lugar habitual. Vou escritório adentro. Escuto barulhos estranhos, parecem gemidos misturados com estalos. Quando abro a porta de sua sala, o que vejo me enoja e me deixa mortificada. Como minha mãe pôde ser capaz de fazer isso? Porque?

-O que você está fazendo?- Grito para me fazer presente ali.

-Chegou na hora certa. Filhinha que odeio tanto -  diz minha mãe com fervor nos olhos. Vi ali ali o quão verdadeira sua afirmação era.

Então ela me agarrou pelo braço, gritou uma enormidade de atrocidades para mim. Então eu chorei. Chorei porque vi que sofreria. Chorei porque era a minha própria mãe.

- Nãããããoooo!!!! Por favor mãe, não faz isso - eu disse numa vã tentativa de me livrar do que estava por vir.

Mesmo nesse momento sabendo que algo ruim iria acontecer, tudo de ruim que imaginei ainda foi pouco para o que realmente aconteceu. Nada me preparou para isso. 

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