1. Entre Sonhos e Alarmes

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O dia estava lindo na praia. A brisa do mar bate no meu rosto e bagunça meus cabelos pretos e ondulados. Uso um short curto e uma blusa branca folgada, que cai perfeitamente no meu corpo magro, de 1,60 m. O azul do mar combina com o azul do céu, formando a paisagem mais calma que já vi.

Fecho os olhos por um instante e respiro fundo.

De repente, sinto duas mãos segurando minha cintura. Abro os olhos assustada. Um perfume familiar preenche o ar, seguido por uma voz suave e rouca que sussurra bem perto do meu ouvido:

— Você é a garota mais linda que eu conheço...

Sorrio instintivamente, coloco minhas mãos sobre as dele e me viro para ver quem é o dono daquela voz que faz meu coração bater mais rápido.

— Raffa?... — sussurro, surpresa.

Mas antes que eu possa entender o que está acontecendo, ouço o sinal do colégio.

Espera aí... eu não estava na praia? Com o dono daquele sorriso encantador?

O sinal toca de novo, agora mais alto e vibrante.

Abro os olhos assustada. Estou no meu quarto.

Era só um sonho.

Meu despertador berra ao lado da cama. Com um impulso, jogo ele no chão. O barulho para. Cubro o rosto com o travesseiro para me proteger da luz que entra pela janela e fico ali, enrolando mais uns cinco... ou dez minutos. Quase durmo de novo.

Tateio o colchão até achar o celular debaixo do travesseiro. São 6h15 da manhã. Terça-feira, 14 de junho. O calor está insuportável, como sempre. Moro com a minha mãe e meu irmão mais velho, Deniel, numa cidade onde o sol parece nunca tirar folga.

Levanto com sono, vou direto para o banheiro. Tomo um banho rápido e escovo os dentes. Depois, visto uma calça jeans, uma blusa folgada e meu all star preferido. Faço um coque solto no cabelo, pego minha mochila e desço as escadas apressada, na esperança de ver minha mãe antes que ela saia.

Ela trabalha como cozinheira em um restaurante, a cerca de 20 minutos daqui. Costuma sair às 6h20 para chegar às 6h50, com o trânsito lento das manhãs.

Passo pela sala e vejo o Deni esparramado no sofá, jogando no celular. Nem está com a roupa da escola ainda. Ele tem olhos azuis como os meus, cabelos lisos e pretos como os da mamãe. É um pouco mais alto do que eu.

— Qual é? Não vai pra escola hoje? — pergunto, me olhando num espelho pequeno enquanto ajeito a maquiagem.

— Claro que não. Hoje não vai ter aula — responde, sem tirar os olhos do celular.

— Como assim? — tiro a mochila das costas e jogo no outro sofá.

— Não sei.

— E por que você não me avisou antes? Eu podia ter dormido mais! — resmungo, irritada.

— Só fiquei sabendo hoje cedo. E também... não tenho obrigação de te avisar nada. Você devia saber — responde com aquele tom sério que ele usa quando quer encerrar a conversa.

Reviro os olhos e o ignoro. Sigo até a cozinha e encontro minha mãe com a geladeira aberta, tirando alguma coisa de lá. Ela ainda não percebe minha presença.

— Bom dia, mãe — digo, sentando numa das cadeiras da mesa.

— Bom dia, Lauren! Acordou cedo por quê? O Deni me falou que não teria aula hoje — responde, colocando a margarina sobre a mesa.

— Pois é... eu não sabia — falo, enquanto ela termina de preparar o café com pressa.

— Pode deixar que eu termino de pôr a mesa, mãe. Achei que você já tinha saído.

— Acordei um pouquinho atrasada hoje — comenta, colocando as xícaras na mesa.

Pego o celular para ligar para o Raffa, mas vejo que tem mensagem dele, de dez minutos atrás.

Raffa S2
"Não vai ter aula hoje."

Eu
"Eu já sei. Você sabe o porquê?"

Minha mãe pega a bolsa na mesa e chama o Deni:

— Daniel, o café tá pronto! Vem antes que esfrie.

Ele aparece sem tirar os olhos do celular.

— Tô indo, mãe.

— Tchau, meus amores, tô atrasada! — ela diz, indo em direção à porta.

— Tchau! — respondemos juntos.

Assim que a porta se fecha, olho para o Deni.

— Você é doente, sabia? — digo, irritada.

Ele continua mexendo no celular. Ignora completamente. E ele é ótimo nisso.

Chega outra mensagem do Raffa:

Raffa S2
"Não sei. Ninguém sabe o motivo."

Eu
"OK."

Bloqueio o celular e deixo sobre a mesa. O Deni já está tomando café enquanto segue hipnotizado pelo celular.

Pego meu prato com torradas e meu celular e vou para o sofá. Sento e ligo para o Raffa.

Ligação on

— Oi, Lau!

— Oi, Raffa. O que você tá fazendo?

— Jogando videogame. E você?

— Acabando de tomar café. Posso ir aí hoje à tarde?

— Deve.

— Beleza. Até mais, então.

— Até.

Ligação off

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Próximo capítulo▶Lauren começa a achar Raffa
(seu melhor amigo) diferente, como ela nunca tinha notado antes.

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"Oii gente, estou voltando com o livro. Dessa vez irei terminá-lo . Ok?

Espero que gostem. Não deixem de votar e comentar, para eu saber se estão gostando. A opinião de vcs é importante.
Bjosss!!!"

Meu Novo Melhor Amigo?Stories to obsess over. Discover now