Friday, 13? Thursday, 12!

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NARRADOR

Sexta-feira, 13? O combinado era esse, entretanto, a festa foi antecipada pra quinta-feira. Era um dia alegre para alguns alunos da High School Nudes (quero dizer, Nunes) ambos estavam convidados para a festa que prometia render bons momentos.

JULIET

Merda! -Exclamei ao me deparar no chão. -Não sei onde eu aprendi a cair tanto assim. -Olhei para um lado e para o outro assim ficando feliz ao não ver ninguém por perto, comecei a rir. -Isso, Juliet! Ainda vão te chamar de louca por falar sozinha.

Enquanto andava pelo corredor do colégio, resolvi ver se havia alguma notícia sobre a festa de hoje. Afinal, é a festa mais esperada desde a última de LV. Peguei o celular no bolso de trás da calça, li e re-li as mensagens do grupo. "É hoje!", será? Já vou acompanhada, mas, não seria ruim conhecer alguém interessante por lá. Guardei o celular quando de repente percebi que alguém corria em minha direção. Era ele...
JOHNNN! -Gritei não tão alto, ele tinha o costume de me abraçar forte. -Vai à festa hoje? -Retribui ao abraço que o mesmo me dava.

Não sei... -Ele me olhou e logo após soltou uma risada. -É claro que eu vou! -Disse ao perceber minha reação. -Te encontro na tua casa as três da tarde. -Nos despedimos e resolvi me misturar com a galera que estava sentada no banco próximo a minha sala. Que mal faria eu matar apenas uma aula? Mal nenhum, suponho. Já que prefiro estudar em casa.

LUCY
(Morena, olhos castanhos, beleza da mulher brasileira, cor do pecado, dançarina, um bote ali e outro aqui)

Estávamos todos animados pra tal festa, quando ao ver Juliet se aproximar coloco o reggae "Zion Town" pra tocar, gostávamos de dança-lo, era sua música favorita. Eu a puxei e então começamos a dançar enquanto todos continuavam a conversar entre si.

-Mana? -Eu perguntei enquanto dançava. -E se eu ficar porre? Vais cuidar de mim? -Eu sorri levemente. -Quer saber? Vamos ficar porres nesta porra! -Ela disse e eu soltei uma risada, logo tocou a campa anunciando o fim da última aula.

JULIET

Estava bem mais cansada do que hoje mais cedo, já não estava tão afim de ir pra essa festa. Ok, meus pais deixaram o que é um milagre. -Mas... Será que devo? -Perguntei a mim mesma.

Já havia tomado banho, estava apenas de toalha atualizando minha timeline do Facebook, deitada na cama até que a campainha toca, já sabia que era John. Imediatamente começo a me arrumar. Um short jeans, blusa quadriculada, cabelo solto, uma bolsa preta pra guardar minha identificação, vans ou um outro sapato qualquer? A preguiça reinava, foi um sapato qualquer mesmo.
Eu e John enrolamos meus pais e conseguimos sair rapidamente de casa, encontramos um pessoal do colégio bem na esquina e então fomos todos juntos.

-John? -Perguntei. -Oi? -Logo ele respondeu. -Liga logo pra tua mãe e diz onde vai ser a festa pra ela não se preocupar.

JOHN
(Rapaz moreno, rockeiro, meio retardado, carinhoso, toca alguns instrumentos que não me recordo agora, filho de uma professora de história e escrivã em uma delegacia próximo à festa)

-Mãe? -Eu falei ao celular. -A festa vai rolar no S&D. -Coloquei no viva voz. -Hã? Onde fica isso, John? -Ela pergunta, parecia que me interrogava. -Próximo à delegacia que a senhora trabalha. -Engoli em seco e pude ouvir ela perguntando ao delegado onde ficava tal local. -Ok. -Ela disse e desligou, quando olho pra trás e vejo os olhos arregalados de Juliet.

JULIET

Que merda foi aquela? O que John tava pensando? O local já é marcado pelos policiais por sempre rolar festas juvenis lá, com bebidas e drogas... E se a polícia for lá? E se me levarem e pedirem o número dos meus responsáveis? Merda, merda, merda! Que diabos o John fez?

Que babaca você, cara! -Apenas disse percebendo que ele já sabia o que tinha feito.

...Where stories live. Discover now