A linha vermelha do destino

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"Se diz que ao nascer os deuses amarram uma linha vermelha entre duas pessoas. Esta representa que as duas pessoas estão destinadas a se encontrar, independente de tempo, lugar ou circunstância, a pessoa a qual você estiver ligado é aquela com a qual é destinado viver e amar. Esta linha pode ser emaranhada ou esticada, mas nunca se romperá."

Eu não sabia, mas essas palavras mudaram a minha vida para sempre. Sou Harry e contarei tudo à vocês a partir de agora.

Era segunda-feira, o despertador tocou por cerca de 10 minutos, eu não queria levantar, meu último ano no colégio estava começando e eu mal podia esperar para rever meus amigos (que amigos?). Após 20 minutos pensando se deveria acordar ou não minha tia gritou:

- Harry, trate de levantar ou vai chegar tarde no seu primeiro dia de aula.

- Claro titia, estou levantando.

Levantei, peguei minha toalha azul, e fui ao banheiro, me olhei no espelho. E lá estava eu, um garoto de 17 anos, 1.8m de altura, cabelos pretos e uma leve cicatriz no peito de quando eu tinha 7 anos. Sofri um acidente de carro com meus pais e minha irmã mais nova, Jess (Jessica) era um bebê de 6 meses, estávamos no carro quando algo aconteceu... eu não lembro o que... Mas meu pai tentou desviar de algo e o carro capotou, não sei quanto tempo fiquei desacordado, mas quando acordei não havia vestígios da minha mãe ou do meu pai, e minha irmã estava um pouco machucada e chorava muito. Retirei o meu cinto, tirei minha irmã da cadeira e sai do carro que não havia mais a porta do lado que eu estava, havia um pedaço de escombro do carro no caminho, para não machucar minha irmã eu tive que passar por ele, isso cortou o meu peito um corte de 10cm, mas mesmo depois de 10 anos ainda estava ali bem vivo, me lembrando todos os dias daquele dia terrível.

Fiquei pensando ali por um tempo, depois tomei banho, e fui me arrumar. Vesti minha calça jeans e blusa preta, coloquei meu tênis e desci as escadas.

- Bom dia Harry, sente-se conosco para o café da manhã. - disse tia Melissa

- Tia, já estou atrasado.

- Irmãozinho dorminhoco hahaha

- Bom dia pra você também Jess bananinha. - sorri e dei um beijo na testa da minha irmãzinha

- Já disse pra não me chamar assim mamão, não sou mais criança.

- Você ainda tem 10 anos Maninha, continua sendo a Jess bananinha.

- Harry, pare de implicar com sua irmã. Vá logo pra aula, ou não conseguirá chegar a tempo para assistir o primeiro módulo.

- Ta bom titia, bjus. Tchau Jess, até mais tarde.

Minha tia Melissa cuidou de mim e da Jess desde o acidente, ela é nossa segunda mãe, abriu mão da sua vida para se dedicar aos filhos do irmão. Me sinto culpado por isso, mas sempre que toco no assunto ela diz que somos os anjos da vida dela. E talvez não sei o que seríamos sem ela.

Minha escola era perto de casa, cerca de 1km, uma boa caminhada, o clima da cidade onde eu morava, Atlanta, estava ótimo, não havia sol, apenas uma leve neblina. Após algum tempo avistei a minha escola... Mais um ano de fingimento e de amigos falsos estava começando, só não sabia que minha vida a partir daquele dia estaria mudada para sempre.

A Linha VermelhaWhere stories live. Discover now