Mais um adeus

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Como se não bastasse a morte da minha tia, a dois meses atrás, estávamos nos mudando para São Paulo, a cidade onde não se vê estrelas no céu a noite.
Era o meu último dia na minha querida cidade, onde vivi toda a minha vida. Estava na casa de Ana, me despedi de todos e uma pequena lágrima quase desceu, mas ela era tímida demais para isso.
-Eu vou sentir a sua falta miga - Ana já estava chorando.
-Eu também, não sei como vou ficar sem você - agora eu também chorava.
-Tchau anãnzinha.
-Tchau Guaxinim.
É por isso que eu odeio despedidas, sempre fica um vazio em quem vai e quem fica.

Minhas amigas me acompanharam até o aeroporto, e ao ouvir a última chamada do avião, houve mais choros e mais despedidas, e então eu fui. Entrei naquele maldito pássaro de metal que ia me separar do meu lar.

Chegamos por volta de umas 15 horas. Fomos logo para o hotel, onde íamos ficar temporariamente, até que meus pais achassem um lugar fixo para a gente morar. O prédio era bonito e com muitos andares, muitos mesmo, mas o pior de tudo era o fato de que não tinha elevador, só escadas, infinitas escadarias. E o nosso era o 9° andar. Que maravilha!

Após a nossa maratona, minhas pernas estavam totalmente acabadas, mal conseguia sustentá -las. Entrei no apartamento e fui direto pro meu quarto, arrumar as roupas e as minhas coisas nos devidos lugares. Meus pôsteres da Ariana Grande e das minhas divas, Ellie e Beyoncé. Também coloquei meus livros na estante e os quadros na parede. Consegui arrumar tudo naquele fim de tarde. O dia todo foi assim, arrumando e desfazendo malas, passou tão rápido, que sem eu perceber já estava dormindo, me preparando para meu primeiro dia de aula na minha nova escola...

O amor não sorriu para mimStories to obsess over. Discover now