Querido Diário,
Amanhã será bom, eu espero, depois da tia Gina me falar das responsabilidades de ser uma aluna do ensino médio, confesso que esperava menos dela, porque o que ela menos era na época de escola é responsável. Hoje, meu último dia de férias, foi só ficar aqui com minha amiga Anabeth e a tia Gina, vendo séries e comendo até explodir. Tenho um bom pressentimento sobre o primeiro dia de aula.
Eu acordei no outro dia, e depois de alguns minutos minha tia gritou da cozinha:
— Katherine levanta daí! Vá se arrumar!
Mal sabia ela que eu já estava acordada.
O pressentimento bom ainda reinava, isso é estranho pois a escola não é um dos meus lugares preferidos.
Estava tudo perfeito naquele dia, tomei café da manhã sem muito papo com minha tia eu fui pra escola.
Chegando na escola, adivinha quem encontrei gritando loucamente? A Katlyn, uma menina estranha e misteriosa que estudava lá na escola.
— MEU DEUS, VOCÊ VEIO!!!! — Ela gritou.
— Sim! Olha que coisa neh? — Eu respondi meio envergonhada.
Eu olhei pro portão... vi um garoto descendo as escadas, ele era alto, extremamente pálido, seus cabelos eram pretos, finos, porém cheios e bagunçados. Ele estava de jaqueta preta e calça marrom jeans. Eu achei ele familiar, parecia que nós já nos conhecemos a muito tempo.
Katlyn o viu também e sussurrou:
— Olha que gato!
Eu a ignorei.
Pecebi que o menino vinha em minha direção, na medida que ele foi se aproximando vi que seus olhos eram azuis claros quase prateados e sua boca bem desenhada e vermelha. Ele chegou onde eu e Katlyn estávamos e disse com a expressão de surpresa:
— Katherine! Como vai?
Eu olhei meio torto pra ele e perguntei:
— Eu te conheço? Como sabe meu nome?
Katlyn me cortou dizendo:
— Katherine!? Fala direito com o menino.
O garoto respondeu:
— Qual é? Sou eu, Alec! Lembra?
Imediatamente, quando ele disse seu nome, eu me lembrei de tudo. Alec é meu amigo de infância, minha mãe, Miranda, era amiga da mãe dele, Beatriz, praticamente nascemos juntos, mas depois que minha mãe morreu Beatriz não aguentou e saiu da cidade quando eu tinha 8 anos, era diferente porque eu e o Alec agora somos outras pessoas, mudamos muito, pelo menos eu mudei. Então eu respondi sem graça abraçando ele:
— Alec? Por que está aqui? Nossa! Faz muito tempo.
Ele deu uma risadinha parecendo com vergonha.
— Quer que eu te mostre a escola? — Perguntei por gentileza.
— Claro! — Ele respondeu aliviado.
Depois nós três fomos ver em que sala estávamos, Ketlyn saiu no 2° C e eu e Alec no 2° A. Fiquei feliz de sair na sala dele ainda não sei o porquê.
Os professores eram os mesmos do ano passado. Minha professora preferida é a Aline de Artes ela gosta de AC DC como eu e sabe ensinar muito bem. Alec passou a aula inteira quieto me olhando, ele sentou um pouco atrás do meu lugar, achei estranho ele ficar tão surpreso comigo, ele sabia que me encontraria se votasse, aquilo tudo não era pra ser surpresa pra ele. Pensei que algo além de mim estivesse o incomodando.
Ele veio pra minha casa, como esperado, para almoçar no fim da aula, no caminho ele não falou nada não quis conversar ele parecia preocupado com algo, o mesmo jeito que ficou a aula toda.
Depois do almoço fui para o meu quarto, chateada, pois achei que ele seria mais legal.
Depois de vinte minutos alguém bate na porta, eu estava focada no meu notebook então disse automaticamente:
— Pode entrar!
Alec entrou, percebi que ele estava chorando e disse:
— Alec? O que ouve?
Ele sentou na minha cama na minha frente e disse soluçando:
— Meus país... E-eles estão... mortos!
Quase não deu para entender suas palavras.
Eu estava chocada, eu não soube o que fazer e então disse:
— O que?! Calma, vai passar, mas o que aconteceu?
Ele se recuou e disse:
— Eles estavam acampando e um animal atacou eles, acabei de receber uma ligação dos policiais que acharam eles. Eu não me despedi direito quando vim morar com meu vô aqui.
Não sabendo muito o que dizer eu fui até o banheiro pegar uns lenços para ele... foi quando me lembrei dos meus pais... quando eles morreram.
E então disse para ele entregando os lenços:
— Eu sei o que está sentindo, já passei por isso, mas por favor não fica assim, com o tempo vai ficando mais fácil de lidar com a dor.
E ele continua chorando, eu odiava ver ele daquele jeito então disse tentando acalma-lo:
— O quê eu posso fazer para ajudar?
Ele deitou em meu travesseiro e disse:
— Me deixa aqui sozinho.
— Tá legal. Se precisar de alguma coisa, estou aqui.
Umas duas horas se passaram, eu fui até o quarto para, de repente, falar um pouco... mas ele estava dormindo.
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Foi Um Anjo (Livro I)
RomanceA vida de Katherine Collins virou de ponta cabeça quando ela e seu amigo de infância Alec Carson cruzaram a floresta por motivos intrigantes, e encontraram o que não deviam. A partir daí a curiosidade e inconformismo levou ela e seus amigos a entrar...
