E lá estava Eloá, em um dia aparentemente comum e tranquilo. Era o primeiro dia de aula, após as férias MAIS CHATAS dos últimos séculos.
E a nossa indiazinha, sim, Eloá tem características indígenas. Cabelos longos e lisos, olhos negros como seus cabelos, pele morena clara, lábios superiores grossos que sobrepõem perfeitamente os finos lábios inferiores. REATANDO... Ela estava "curtindo" uma aula incrivelmente chata de Educação Física, e justamente por ser pouco ágil e flexível, levou uma bolada (PROPOSITAL) de Helena.
Todos nós, em algum lugar que frequentamos, temos alguém que nos desperta aquele sorrisinho falso, de quem não está naaaaada a fim de demonstrar simpatia até porque aquele ser não parece totalmente desprezível aos nossos olhos. Parece até que já conhecemos essas pessoas há um tempão, e desde então as odiamos. Assim era Helena para Eloá.
Com o atentado de morte sofrido(kkk) Eloá desmaiou e ao acordar, se deparou na enfermaria da escola. Estava sendo cuidada por Paula, uma enfermeira aposentada que prestava serviços pra escola Lions há mais de 3 décadas. Paula e Eloá eram amigas confidentes e deixavam o papo sempre em dia, graças à lerdeza de Eloá, que conseguia se machucar com frequência nas aulas de Educação Física do professor Pedro.
Seria mais um dia normal, com fofocas e conselhos na sala de enfermaria, até que entra na pequena salinha de socorros emergenciais, um menino que primeiramente se apresentava como Bernardo, enquanto a cabeça de Eloá, só gritava "MEU DEUS DO CÉU, QUE COISA MARAVILHOSA"...
Bernardo era o neto da senhora Paula que estava ali para ajudar sua vó, pois sua saúde não estava tão potente como antes. Tinha acabado de completar seus dezoito anos e havia ingressado na faculdade de enfermagem.
Bernardo tentou cumprimentar Eloá que estava completamente fora de si, estática, sem reação e hipnotizada pelos olhos verdes e grandes de Bernardo, conseguiu finalmente dizer um...
- o-oi
- Oi, Eloá. A minha vó fala muito de você...
Respondendo apenas com um sorriso, Eloá foi interrompida pela voz grossa e penetrante do professor Pedro que estava a esperando para dar continuidade ao jogo, sem desfalcar o time.
Após uma árdua disputa dupla, contra o time de Helena, Eloá perde mais uma vez... No chuveiro da quadra, durante o banho, Eloá pela primeira vez em 3 anos, não pensa na derrota. Ela só pensa no neto da Senhora Paula. Mas uma voz mais alta em seu coração, a faz parar de pensar e leva seu pensamento até o jogo perdido para sua concorrente mais detestável, HELENA.
Mais tarde...
Já em casa, na hora do jantar, Eloá conta do seu primeiro dia de aula para seu pai Carlos, um cirurgião dentista, viúvo, que sofria todos os dias pela perda de sua esposa Elen, que era sua maior alegria e seu maior motivo de vida. Elen morreu por complicações no parto de sua primeira filha, sendo Eloá nascida da morte. Carlos ama sua filha e não a culpa pela morte de sua mãe, muito pelo contrário ele ama e deposita todo o amor que sentia por sua esposa e algo a mais, em sua filha.
Eloá conta do seu dia ao seu pai, sem comentar da parte da enfermaria, para não o preocupar, muito menos sobre Bernardo.
Ao terminar o jantar, Eloá foi lembrada mais uma vez de escovar seus dentes(já que sempre esquecia)
Deitada em sua cama, ela abre a janela e se depara com sua velha, mas já esquecida amiga que esperava para ser admirada lá do céu, a lua cheia...
Sem pensar duas vezes, Eloá começa a conversar com a lua, falando sobre seu dia, até que se sente íntima o bastante para lhe fazer um pedido...
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O mistério da Lua
FantasyJá pensou se tudo o que pensamos antes de dormir se tornasse real? Melhor ainda se ao olhássemos pra lua, e ao fechar os olhos aquele momento tão esperado, tão sonhado e acreditado, estivesse ali, em nossa frente, sendo vivido por nós... Foi exatame...
