Eram 8:30 da manhã, tinha acordado desesperado com o som do despertador, sim! Estava atrasado pela 123.456.813.094 vez. Tomei uma ducha rapidamente, vesti um terno (pois o meu trabalho exigia que eu me vesti-se de maneira formal) e desci as escadas que davam a sala de jantar, para a minha alimentação matinal.
Me chamo Leonardo Hernandez, tenho 23 anos, quase 24 (faltam dois meses para eu completar essa idade), acabei de concluir a faculdade de administração de empresas no Estados Unidos, para ser mais preciso em Nova Iorque. Atualmente, administro por total a herança que era do meu falecido avô Hênio Hernandez, somos uma empresa multinacional que fornecemos equipamentos e produtos para diversas construtoras renomadas. Sou órfão tanto de pai como de mãe, meus pais sofreram um acidente marítimo grave quando eu tinha seis anos, vivo com minha avó paterna, Celina Hernandez, vovó era a única família que eu tenho perto de mim, meu pai era filho único portanto não tinha tios nem primos, minha família materna virou as costas para mim e para meus avós depois do acidente e nunca mais tive notícia deles e eu acho bem melhor assim. Apresentações praticamente feitas, vamos dar continuidade ao meu dia.
Como havia falado, desci as escadas rapidamente mas me lembrei que o tempo não permitia que eu me senta-se para mim alimentar, vozinha já estava sentada perante a mesa tomando seu café da manhã e eu me dirigia a porta em silencio quando escuto:
- Hey mocinho! Aonde você pensa que vai?
- Trabalhar hora bolas,estou atrasado e tenho muitos compromissos. - Eu disse me virando lentamente.
- Eu sei aonde você vai e que está atrasado. Meu bem, você não vai a lugar algum sem antes tomar café da manhã.
- Mas... - Tentando me explicar.
- Basta! Sente-se a essa mesa com sua velha vó e trate de me dar um beijo. - Disse ela me interrompendo.
Vovó não é tão velha assim, apesar de ter sessenta e oito anos, sua aparência é bem rejuvelhecida, não tem tugas nem muitas linhas de expressão, seus cabelos são pretos e pintados claro. Ela é uma velha muito maravilhosa, além da beleza, ela é super gentil.
Vozinha continua o nosso diálogo depois que eu já havia sentado e dado um beijo na face dela, dizendo:
- Você chegou ontem tarde novamente, Regina (nossa governanta que era como uma terceira mãe para mim) me falou.
- Nossa! Nada passa despercebido nas paredes dessa casa ein? - Falei eu uma um carinha de nojo.
- Leo, você é jovem eu sei, mas saiba que você tem responsabilidades, você não pode ficar chegando tarde na empresa, que exemplo dará aos seus funcionários? - Fala vovó com um semblante rígida, nada grossa ou coisa do tipo.
- Eu sei vovó, eu sei. - Falo abaixando minha cabeça.
- Sabe do que você precisa? - Fala vovó alisando minha cabeça.
- Do que?
- Você precisa de uma companheira.
- Nem vem dona Celina, já conversamos sobre isso centenas de vezes.
- Senhor Leonardo, eu estou velha, não vou durar muito tempo nessa Terra.
- Que assunto desagradável a essa hora da matina.
- Meu amor, entenda que...
Antes que minha avó continua-se disse:
- Olha vozinha, estou atrasado, deu por hoje. - Dou um beijo no rosto dela, pego minha pasta e uns papeis que estavam sobre a mesa e saio pela porta e deixo ela conversando com o tempo.
YOU ARE READING
Unceasingly (Incessantemente)
RomanceVivendo no 'auge' de sua vida, Leonardo Hernandez que até então não acreditava no amor, vivia com sua avó Celina Hernandez tranquilamente quando Penélope Montes entra na sua vida e reacende todo o sentimentalismo do garoto, perdidos pela dor e pela...
