Espero que ele volte.

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A infância nem sempre é fácil, e eu sou a prova disso.

Chamo-me Emily, nasci numa família normal. A minha mãe teve um tumor, que avançou enquanto eu crescia dentro dela, e como a felicidade é efémera, a minha mãe só teve direito a 20 anos de vida e 3 anos de felicidade, refiro-me logicamente ao lindo casamento que ela manteve com o meu pai.

O meu pai, desde o dia da morte da minha mãe somente culpa-me pelo sucedido. Percebo o sofrimento dele.

Agora tenho 17 anos. Desisti da escola, não gostava de estudar e o meu pai disse que tenho de trabalhar para poder sair de casa e viver independentemente.

Gostava que ele me apoiasse e acarinhasse, mas nunca o fez nem nunca o irá fazer.

A minha vida é uma regularidade tremenda.

Porém, encontrei alguém que concentrava em si um milhão de mistérios. Conheci-o no meu trabalho, sou empregada de balcão no The Brew. Ele estava sentado ao balcão, pediu-me um Flaming Shot e parecia-me perturbado. Meti conversa com ele, sempre fui fanática por morenos.

-Olá, nunca te vi por aqui, está tudo bem?- perguntei.

-Sim.- respondeu de forma rude.

-Hum. Estudas no liceu?

-Sim! Miúda, tipo eu vou pagar a m*rda do shot, está descansada, agora deixa-me em paz.

Nunca achei que ele pensaria que meti conversa com ele porque estava desconfiada de que não teria dinheiro para pagar a bebida. Afinal de contas só o achei o mais gato da zona.

Quando dei por mim ele já tinha saído do estabelecimento, deixou 20€ em cima do balcão e um papel escrito.

"Fica com o troco, não preciso dele."

Fiquei incrédula, quem era aquela pessoa que me deixou 17€ de gorjeta? De onde vem? Qual é o seu nome? Espero que ele volte...

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