O despertador vai tocar em alguns minutos e estou bem mais que apenas apreensiva.Meu primeiro ano na faculdade. Como será que vai ser ? Vou conhecer gente legal ? Vou fazer amigos de verdade ? Vou dar orgulho aos meus pais daqui quatro anos quando eu tiver meu diploma em mãos ? Vou dar orgulho a mim mesma ? Hoje é um dia muito importante para meus dezoito e quero estar pronta para segunda feira, sem estresse, sem crise, apenas eu e minha calma.
"Emy ?", ouço minha mãe chamar fora do quarto e me sento na cama.
"Pode entrar, mãe", digo e a porta se abre, a bela mulher aparece com um sorriso contagiante que chega a me dar coragem de levantar da cama.
"Pronta, universitária ?", ela senta na cama comigo e passa a mão em minha cabeça.
"Estou, acho que sim", sorrio.
"O café está na mesa, se arruma, seu pai tá para vir aqui te arrancar da cama", dou risada enquanto ela se levanta e caminha para fora do quarto.
"Mãe ?", chamo e ela me olha "eu te amo", dou um sorriso , o que faz ela sorrir de novo.
"Eu te amo", responde e me deixa novamente sozinha no meu quarto. Nossa, como vou sentir falta daqui.
Levanto e vou me arrumar, uma calça jeans e uma blusa folgada...não, preciso de uma roupa que pareça que não estou indo para o primeiro ano do ensino médio. Um short e uma blusa meio soltinha. Calço as sapatilhas e vou para frente do espelho. Meu pai vive dizendo que não preciso de maquiagem nem nada disso, mas acho que fico com cara de mais responsável. Vou até o banheiro e escovar os dentes e quando volto para o quarto, vejo meu pai olhando as fotografias coladas acima da cabeceira da cama.
"Bom dia", eu digo e ele vira para me olhar, parece triste, mas ao mesmo tempo feliz.
"Bom dia", ele diz e sorri, caminho até ele, que me envolve em seus braços tatuados "Você sabe que se não quiser fazer isso não precisa, não é mesmo ?", ele pergunta com a boca junto aos meus cabelos.
"Sei, pai. Mas eu quero, é importante", sorrio.
"Não é tão importante assim, sua mãe fez faculdade e acabou escolhendo virar arrumadeira de casamento"
"Estou ouvindo", minha mãe grita da sala, o que nos faz rir.
"Certo, vamos logo que ainda temos que passar na casa do Christian", ele fala e me beija antes de me soltar e pegar minhas malas no chão. Pego meu diário e e o celular e dou a última olhada no quarto antes de sair fechando a porta.
Assim que chego na sala, vejo Auden levantando-se do sofá e vindo me abraçar.
"Pronta para o inferno ?", ele ri e eu o acompanho.
"Não enche sua irmã, Auden." minha mãe repreende o pentelho e sorri "Não é tão ruim assim", ela garante e me abraça, saímos de casa e vamos para o elevador. Meu pai já está lá dentro esperando por nós. Entramos e ele sai do estacionamento.
Fui uma hora e meia ouvindo meu pai dizer que não me quer envolvida com nenhum drogado, bêbado ou ele me manda para a WCU, -a universidade em que se formou- e minha mãe falou que nenhum dos filhos dela estudaria naquele lugar. Assim que chegamos no campus eu espero um pouco até descer, minha mãe já está entrando enquanto meu pai pega minhas malas.
Como vou me sentir aqui ? É isso mesmo que eu quero ? Será que vou me sair tão bem quanto meus pais ? Perguntas se formulam em minha cabeça sem parar desde que fui aceita na NYU.
"Emery ?', meu pai chama me tirando do transe momentâneo "Vamos ?", pergunta e faço que sim com a cabeça, saindo do carro e acompanhando ele.
"Faz tanto tempo que não venho aqui", minha mãe diz quando alcançamos ela.
"Faz mesmo, vamos logo ? Christian quer falar não sei o que comigo e o Smith também", meu pai fala e dou risada.
Depois de ouvir o que o reitor tinha pra dizer sobre a faculdade, ele entregou a chave do dormitório e fomos para a ala dos quartos, no segundo andar do terceiro prédio. Maravilha, que lugar enorme.
Quarto 23. Chegamos em frente a porta e coloquei a chave na fechadura, abri e entramos. Tem duas cama, uma na janela e outra na parede da direita. Duas cômodas, dois closets, isso é quase do tamanho do meu quarto, a cama da parede tem duas malas, o que indica que minha acompanhante de quarto já está aqui.
"Pelo menos não tem banheiro público", meu pai brinca e minha mãe dá língua pra ele feito dois adolescentes. A porta do banheiro se abre e uma garota morena sai de lá com uma roupa super curta. Seus cabelos são negros e seus olhos verdes.
"Oi", ela diz e abre um sorriso "Me chamo Sabrina"
"Sou Emery, prazer", digo e abro um sorriso fraco.
"Prazer", ela se joga na cama e olha. "Você é bonita"
"Obrigada, você também"
"Tá afim de ir a uma festa hoje ? Vai ser legal"
"Ela não vai a festa nenhuma", meu pai diz, ganhando minha atenção e a de Sabrina.
"Não, obrigada Sabrina, tenho que conversar com minha prima e ver como ela tá", digo fazendo cara feia para meu pai.
"Tudo bem, meus pais já devem...", ela olha para além de mim e viro pra ver. Um casal que suponho ser os pais dela.
"Steph", meu pai diz e a mulher olha para minha mãe, para Auden, meu pai e logo para mim.
"Tessa, Hardin... Quem diria que íamos nos ver de novo. Como vai, Tessa ?", ela olha minha mãe de cima abaixo e olha para seu rosto de novo.
"Ótima, e você ?", minha mãe parece estar com raiva, muita raiva e meu pai enlaça a mão dela com a sua. Steph... A garota que fez mal à minha mãe antes dela partir para Seattle.
"Ótima", responde e entra no quarto com o marido "é filha de vocês ?", ela para na minha frente e coloca uma mecha de cabelo atrás da minha orelha "é linda", ela sorri e vai se sentar na cama com Sabrina.
Nem imagino a raiva que meu pai tá sentindo dela nesse momento depois de tudo que ela fez com minha mãe, e só de olhar para ela, estou com raiva também.
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Addition Of My Dreams
RomancePRÓLOGO Sempre achei a faculdade fascinante, porém, estou com um pouco de medo de que meu primeiro ano seja como o da minha mãe. Meus pais sempre disseram que estaria tudo bem se eu não quisesse fazer faculdade, mas sempre achei importante e por i...
