"Não existem príncipes encantados, pensou ela.
Não existem finais felizes."
Eleanor & Park
POV Aimee
{Tempo indeterminado}
Quando eu era pequena, meu avô costumava me contar histórias, não eram histórias comuns de princesas, eram histórias divertidas e reais aos meus olhos de criança.
Ele tinha um dom, ele colocava realidade nos meus sonhos mais irreais, eu acreditava nele.
/Flashback on/
O avô chegava, logo se montava um alvoroço na casa, era abraço, beijo, conversa e história.
As crianças se aproximam do velhinho e logo ele anunciava: "Vamos contar lorotas".
O avô contava as histórias engraçadas para as crianças que rolavam de rir e ficavam impressionadas com as aventuras do senhor, todas sentadas no chão ouvindo com atenção. Quando chegava a hora de dormir todas se amontoavam em colchões e ouviam mais "lorotas".
O avô era a paixão das crianças, ele era avô, pai, amigo e um velho contador de histórias. Era inesquecível e eterno.
/Flashback off/
Quando eu tinha uns 7 ou 8 anos, o meu avô adoeceu, por causa de cigarros, bebidas e da velha velhice, era um homem bom, ah, como era bom, a noticia veio de repente, como uma bomba, ou mesmo como uma doença... Eu chorei dias sem parar, em todos os lugares, quando me perguntavam eu dizia "Ele... ele.. ele vai morrer..." e ai eu chorava mais ainda.
Meu avô ficou com hemiplegia (um lado do corpo com paralisia), ele não morreu, ele ficou fraco, gritava de noite, acabava de comer e começava a chorar dizendo que não tinha comido, não veio mais para a minha casa, não andou mais, não contou mais lorota... A gente se afastou muito, eu não dava mais tanta atenção pra ele, ele não contou mais histórias pra mim...
A última vez que escutei ele contando uma história foi pra uma visita, pouco tempo atrás e ele dizia "AH meu filho, foi lá onde eu nasci, matei um tigre, ele veio pra cima de mim e eu PAH nele", eu escutei do corredor, lembrei da época em que ele me contava suas "lorotas", bateu uma saudade...
Tinha um amigo meu que ia em casa, Noah, a gente brincava muito, mas quando meu avô chegava, não tinha brincadeira que o segurasse, ele corria, abraçava e pedia história. Também me afastei de Noah, eu me mudei para Melbourne e ele continuou em Canberra.
Meus parentes (Avós, tios, primos...) sempre moraram em Melbourne, minha família decidiu sair de Canberra para se aproximar dos meus parentes e cuidar de meu avô.
Meus pais se separaram em Melbourne, pouco tempo depois da mudança, eu e meu pai nos afastamos muito depois disso.
Atualmente moro em Melbourne com minha mãe, Elise, meus irmãos, Casey e Luke (gêmeos) e minha irmã, Coleen, vivemos em um apartamento no centro da cidade próximos aos meus avós maternos.
Estudo numa escola a duas quadras de casa e tenho um grupo de amigos muito próximos, Malone, Michael, Violet, Calum e eu.
Sinceramente, adoro a vida que levo aqui em Melbourne, mas sinto falta de Canberra, a vida era mais tranquila, sinto falta de amigos de infância, sinto falta dos lugares, dos passeios, sinto falta da vida que levava lá, também sinto falta de meu pai, que apesar de não querer manter contato comigo, continua sendo meu pai. Ele voltou para Canberra após a separação.
A pouco tempo meu avô voltou ao hospital, está internado, minha mãe não me informa muito sobre o estado dele, sei que é para o meu bem, eu costumo ficar muito mal após essas notícias, não fui visitar ele, apesar de ele estar no hospital a duas semanas, não tive coragem de aparecer, de ver ele lá. Todos estão dizendo que dessa vez ele não irá conseguir, eu sei que ele vai, ele precisa conseguir...
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Hello guys ❤️
Como vocês estão?
Gostaram do capítulo?
Primeiro eu gostaria de agradecer por estarem lendo, é sinceramente muito importante!
Pra quem não sabe alguns fragmentos da história serão verdade como por exemplo o fato de meu avô ter sido internado e eu não ter conseguido visita-lo, foi realmente difícil pra mim...
Então é isso, espero que tenham gostado, um beijooo e até o próximo capítulo ❤️
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Wherever you are. - Luke Hemmings
Fanfiction" As coisas não tinham mais o mesmo signifcado entre mim e o resto do mundo. O mundo era literal, simples e direto. Para mim tudo era mais do que demonstrava ser. Não me entendem. Não me conhecem realmente. Tenho me sentido desconhecida, perdida, f...
