Eu sou uma garota de 19 anos que leva uma vida comum, não sou rica, e nem daqueles pobres que vivem mendigando por ai, minha mãe trabalha e meu pai também, já o meu irmão, não faz nada da vida a não ser namorar e jogar bola. Eu estudo numa escola pública, que vive pichada, por mais que os diretores proíbam.
Minha casa é uma casa bem fudidinha, que mau tem reboco nas paredes de fora mais por dentro não é tão feia assim. Não é nada chique e glamouroso não, é só mais uma casa comum, com móveis não tão ruins assim. Até porque nunca sobrava dinheiro para reformas. Minha familia era adotiva, pois, quando eu tinha quatro anos de idade minha verdadeira família morreu. Minha mãe, enquanto não estava no trabalho, estava na sala, vendo o canal de compras, ou na internet, comprando mais besteiras e acompanhando suas compras, uma garrafa gigante de vodka. Aniquilando totalmente as nossas chances de um dia poder mudar de vida.
Meu pai sempre era avesso a tudo que acontecia na casa pois, enquanto minha mãe se matava de beber, meu irmão se lambusava de saliva de piriguetes e de surras frutos de jogos que ele ganhava ou perdia, o meu pai simplesmente se divertia com prostitutas, e traía minha mãe descaradamente. E eu, eu era a pessoa invisível da casa, não que eu não os amasse, mais eu era sempre excluída, talvez por causa das minhas roupas, ou meu cabelo, mais eu nunca era a primeira opção em nada, (Naquela época, eu ainda era considerada parte da família. Mesmo sendo esquisita.) Mas agora nem importa mais, e nem faz diferença, pois, nem lembro qual foi a última vez que viajamos em família. E nós vivemos separados e longe uns dos outros, na realidade, minha família acabou a muito tempo atrás.
Mesmo sendo adotiva, sou a única da família que é normal, é claro que eu tenho saudade da minha verdadeira família, mas, não importa pois estou só. A verdade é que meus pais e meu irmão morram a dez anos atrás.
Tenho um amigo somente, e ele se chama Rafael. O Rafa é meu único amigo, afinal, só ele me atura, e me aceita, e não me crítica. Ele tá em todas as minhas merdas, e me acompanha nas bagunças. Somos amigos desde sempre, e quando eu digo sempre, é sempre mesmo. É coisa de 16 anos de convivência. É claro que algumas vezes nós nos pegamos, coisa de adolescente (14 aninhos), foi meio doido, mas, não nos separou.
Só nos juntou mais.
Mas, ele não está mais entre nós.
Minhas notas são irrelevantes, ninguém se importa, pois, nem lembro qual foi a última vez que minha mãe foi até a escola. E meu pai tem tantos filhos perdidos por aí que não tem tempo para os encontrados.
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Era Uma Vez
RandomLetícia, desde pequena sofreu muitas dificuldades, e ao longo da vida, e quando finalmente achou que havia conseguido se tornar inabalável, ela após se tornar milionária, foi sequestrada, se apaixonou pelo seu próprio sequestrador e teve novamente u...
