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Tomei um banho relaxante e, me preparava para deitar, quando ouvi som de pedrinhas em atrito com o vidro da janela do meu quarto.
Pensei que fossem as crianças do meu bairro, que por algum motivo não tinham o que fazer, a não ser me perturbar. Abri a janela pronta para xingar aquelas pestes, mas infelizmente, não eram elas. Meu pesadelo estava lá, Fernando.
-Desce aqui -sussurrou.
-Você é louco!
-Você me deixa assim. -revirei os olhos.
-Vá te catar e, me esquece.
-Eu vou subir!
-Jogo água, quer apostar?
-Duvido.
Saí da janela, rumo à cozinha, atrás de um balde ou coisa parecida. Enchi um balde, e voltei à janela, joguei a água com tanto orgulho de mim mesma, mas ao conferir o estrago, percebi que ele já não estava mais lá.
-Graças à Deus.
Virei e, bati contra uma parede de músculos
-Ah...-colocou a mão na minha boca para que ninguém ouvisse. Bati freneticamente em seu peitoral.
-Shiu!...Quero conversar, apenas isso. -mordi sua mão. -Ai!
-Cai fora, Fernando.
-Para de ser bruta, vim em missão de paz. -levantou os braços, como se quisesse se render.
-Eu não sou a ONU, então cai fora! -tentei manter o tom de voz normal e baixo, para que ninguém o pegasse ali.
-Queria te ver. -levou a mão até a minha nuca e puxou meu cabelo, o que me fez soltar a respiração pesadamente, levando-o a sorrir.
-Já nos vimos hoje! -o afastei com a mão.
-Você tá com aquele almofadinha, mesmo?
-Que te importa? -virou de costas.
-Você me importa! -disse algum tempo depois, e logo se aproximou de mim, fazendo-me cair sentada na cama.
-Sai. -disse entre dentes, quando seu corpo estava próximo demais do meu.
-O seu corpo me chama, Alice. -sussurrou em meu ouvido, fazendo-me arrepiar. -Viu?
-Sai daqui...-sussurrei tentando, com o resto de forças que tinha, fazê-lo ir embora.
-Você não quer que eu vá, não negue.
-Você está bêbado, Fernando.
-Nunca estive tão sóbrio. -aos poucos seu corpo foi caindo sobre o meu, e quando dei por mim, estávamos em meio à um beijo fodidamente quente.
Eu tentava me afastar, mas meu corpo traidor estava entregue de bandeja à ele.
Arranquei sua camisa e a joguei em algum canto do quarto.
Desta vez, não houve preliminares, a raiva que um estava do outro, acabou se transformando em tesão,foi como se estivesse chegando ao céu a cada estocada.
-Eu te marquei Alice, nenhum outro cara te fará sentir o que sente comigo. -empurrou outra vez, fortemente.
-Hmm.. -arranhei suas costas, levando-o a grunhir.
Nosso ritmo era completamente sincronizado, nossos corpos se entendiam com facilidade e, nossas almas pareciam se encontrar sempre que transávamos.
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Idas e Vindas do amor
RomanceEla, uma garota que tem medo de relacionamentos, justamente, por ter sido enganada uma vez. Ele, um cara malandro que não tem medo de se aventurar em novas paixões. Será que mesmo diferentes eles conseguirão ficar juntos? Apenas o destino, com toda...
