Capítulo 26

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***

Tomei um banho relaxante e, me preparava para deitar, quando ouvi som de pedrinhas em atrito com o vidro da janela do meu quarto.

Pensei que fossem as crianças do meu bairro, que por algum motivo não tinham o que fazer, a não ser me perturbar. Abri a janela pronta para xingar aquelas pestes, mas infelizmente, não eram elas. Meu pesadelo estava lá, Fernando.

-Desce aqui -sussurrou.

-Você é louco!

-Você me deixa assim. -revirei os olhos.

-Vá te catar e, me esquece.

-Eu vou subir!

-Jogo água, quer apostar?

-Duvido.

Saí da janela, rumo à cozinha, atrás de um balde ou coisa parecida. Enchi um balde, e voltei à janela, joguei a água com tanto orgulho de mim mesma, mas ao conferir o estrago, percebi que ele já não estava mais lá.

-Graças à Deus.


Virei e, bati contra uma parede de músculos

-Ah...-colocou a mão na minha boca para que ninguém ouvisse. Bati freneticamente em seu peitoral.

-Shiu!...Quero conversar, apenas isso. -mordi sua mão. -Ai!

-Cai fora, Fernando.

-Para de ser bruta, vim em missão de paz. -levantou os braços, como se quisesse se render.

-Eu não sou a ONU, então cai fora! -tentei manter o tom de voz normal e baixo, para que ninguém o pegasse ali.

-Queria te ver. -levou a mão até a minha nuca e puxou meu cabelo, o que me fez soltar a respiração pesadamente, levando-o a sorrir.

-Já nos vimos hoje! -o afastei com a mão.

-Você tá com aquele almofadinha, mesmo?

-Que te importa? -virou de costas.

-Você me importa! -disse algum tempo depois, e logo se aproximou de mim, fazendo-me cair sentada na cama.

-Sai. -disse entre dentes, quando seu corpo estava próximo demais do meu.

-O seu corpo me chama, Alice. -sussurrou em meu ouvido, fazendo-me arrepiar. -Viu?

-Sai daqui...-sussurrei tentando, com o resto de forças que tinha, fazê-lo ir embora.

-Você não quer que eu vá, não negue.

-Você está bêbado, Fernando.

-Nunca estive tão sóbrio. -aos poucos seu corpo foi caindo sobre o meu, e quando dei por mim, estávamos em meio à um beijo fodidamente quente.

Eu tentava me afastar, mas meu corpo traidor estava entregue de bandeja à ele.

Arranquei sua camisa e a joguei em algum canto do quarto.

Desta vez, não houve preliminares, a raiva que um estava do outro, acabou se transformando em tesão,foi como se estivesse chegando ao céu a cada estocada.

-Eu te marquei Alice, nenhum outro cara te fará sentir o que sente comigo. -empurrou outra vez, fortemente.

-Hmm.. -arranhei suas costas, levando-o a grunhir.

Nosso ritmo era completamente sincronizado, nossos corpos se entendiam com facilidade e, nossas almas pareciam se encontrar sempre que transávamos.

Idas e Vindas do amorWhere stories live. Discover now