2 parte

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Nada era tudo e o tudo, era tão pouco, nada nem ninguém lhe podia devolver a felicidade que outrora teve, nem mesmo que tentassem que se esforçassem, haveria sempre um senão, não havia mar nem oceano que não coubessem no seu pobre e tonto coração. Palavras não são fiáveis, palavras leva-as o vento, numa chama minha e tua, á noite a única coisa que calorosa nos dá alento.
E a esperança é tanta, junto com a saudade que é tão cruel, não há maior dor, de que um amor infiel. No mar dos teus anseios, eu sei-te de cor, cada palavra e que cada jeito teu, neste mar de incertezas que já foram certezas, nesta calma e quente areia em que me deito, neste pobre e lamentável estado em que me encontro, as tuas palavras não são mais do que meros rodeios.
E os pássaros voam no céu, sempre com tanta graciosidade, levam o amor que nos foi tirado, levam as noites em que este sentimento em mim despertei, leves como uma pena nesse céu azul, voam, para me lembrar que não tenho asas para voar, e o quanto difícil é nos mantermos no ar, com o duro e frio chão para cair, o qual se isso acontecer, no chão não estarás lá para me agarrar.
Com muita pena minha, dou a minha alma ao luar, vendo a minha alma ao diabo, apenas para saber as suas intenções, espírito livre e selagem fácil de quebrar como um espelho, sinto-te vindo nas ondas, esta noite estou me afogando, no teu mar, nesse mar que com tanta pena minha, com tanto rancor, eu o amo, e sem limites eu vou-me libertando.

Poemas do mar, de uma rosa e dum cigarro.Where stories live. Discover now