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Alisha.

Acordar cedo é horrível, mas é tão bom quando você acorda cedo recebendo beijos.

- Eu já acordei.

- Quer dizer que não quer meus beijos?

- Eu não disse nada – falei na defensiva – só falei que já acordei.

Ele se deitou por cima de mim.

- Não sou colchão.

Eu resmungo, ele dá um tapa na minha bunda.

- Você é bem mais gostosa que um colchão – ele afirma – então, não podemos fazer essa comparação.

- Só fala besteira – comentei sorrindo.

- Vai dizer que você não gosta?

Eu fiquei em silêncio, e coloquei um travesseiro em cima da minha cabeça.

- Vamos, amor acorda.

- Não.

Minha voz saiu abafada, e ele deu risada.

- Eu vou fazer o que eu quiser com você.

O que ele queria dizer com isso?

- E também tenho uma surpresa para você.

Surpresa? Opa.

- Que tipo de surpresa?

Ele deu uma risada.

- Interesseira.

Ele deu outra tapa na minha bunda.

- Isso arde – resmunguei – que tal você sair de cima de mim.

- Só se eu ganhar um beijo.

Eu bufei, e assenti.

Ele saiu de cima de mim, e eu selei nossos lábios bem devagar. E corri para o banheiro.

- Isso não é um beijo.

Frederico.

Essa surpresa, sempre tinha que ser adiada. Não me perguntem o porquê. Sempre acontecia alguma coisa e meus planos iam por água a baixo. Mas, tudo bem. Hoje daria certo.

Não sei o que a Alisha pode pensar ou até mesmo reagir. Mas, eu acho que é necessário. Não digo que vai ser um próximo passo, mas vamos mudar algumas coisas. E eu espero que ela entenda isso.

Eu levo Alisha para um lugar que tanto eu quando ela amamos. Praia. E pelo caminho ela faz as mesmas perguntas que ela sempre faz o que me faz sorrir.

- Senta aí.

Ela ficou me encarando.

- Vou pega uma água de coco e já volto.

Ela assente, e se senta enquanto eu vou para o quiosque pegar as águas. Na volta, obsevo Alisha inquieta olhando para frente. Deve estar distraída na imensidão do mar.

- Voltei.

Digo, e me sento ao seu lado.

- Oi.

Ela disse, mas não me olhou.

- Sabe, eu estava aqui pensando – ela me olhou – que essa minha surpresa tá difícil de sair.

Ela sorriu.

- É que sempre acontece alguma coisa, e a surpresa fica para depois.

- Mas, ela não pode ficar para depois.

Eu digo, e ela me analisa.

- E o que isso quer dizer?

Ela pergunta. Seu olhar é curioso, mas eu sei que tem mais coisa ali.

- É que assim, um dia eu fui a uma festa e conheci uma garota, e cara ela era tímida, muito tímida. Daquelas que ficam com as bochechas vermelhas, só de você comentar alguma coisa com ela. E ao mesmo tinha um olhar travesso, e curioso com se estivesse tentando mostrar algo, ou falar ou mostrar algo muito bem escondido. E teve um problema serio. Eu me apaixonei por essas bochechas rosadinhas, e esse olhar na primeira vez que eu vi. E falei, para mim mesmo: Ela tem que ser minha, nem que seja só para uma amizade – ela abre um sorriso tímido – E eu pensei que talvez fosse mais difícil, mas não vou dizer que foi fácil. Eu posso dizer que eu consegui – eu a olho, e pego sua mão – você está aqui do meu lado e isso é tão – eu fico sem palavras – é tão importante para mim, que eu não sei explicar. Você confia em mim, do mesmo jeito que eu confio em você. Você confiou em mim para fazer, e contar algumas coisas que você não contou para ninguém e isso faz com que eu te ame muito – eu sou um sorriso – e não é só por isso...

Ela abre um sorriso lindo, e algumas lágrimas que eu espero que sejam de felicidade caem de seus olhos.

- É por cada vez que suas bochechas ficaram vermelhinhas, por cada gesto seu, que me faz acreditar que eu estou fazendo o certo, por cada olhar, pelo seu jeito único e principalmente por ter deixado você entrar na sua vida.

Ela suspira.

- Alisha, eu já disse uma vez e vou dizer quantas vezes for necessárias - eu pego sua mão – Eu te amo, eu aprendi a amar você.

Ela se aproxima de mim, e cola nossos testa.

- Sei que pode parecer apressado, e eu estou morrendo de medo de você achar que eu estou sendo precipitado ou querendo adiantar as coisas.

Seu olhar está vidrado no meu, e ela tinha um sorriso bobo nos lábios.

- Eu quero saber se bom – eu engasgo, ela sorri – se bom, você quer namorar comigo.

Ela fica em silêncio, e eu analiso seu rosto.

- Ou agente pode ser melhores amigos – eu coloco a mão dentro da calça e tiro uma caixinha, e a abro – não importa que eu comprasse um anel...

Ela morde seu lábio, e um sorriso desafiador surge em seus lábios. E eu sabia a resposta. E era um sim. Ela é oficialmente minha.

Eu selo nossos lábios devagar, e eu sei que ela gosta disso. Eu levo uma mão a sua nunca e enrolo meus dedos em seu cabelo. E a puxo para mais perto de mim. Ela morde meu lábio inferior, e separa nossos lábios.

- Eu preciso te dar uma resposta – ela diz ofegante – Eu quero seu sua namorada, e melhor amiga.

Ela abre um sorriso, e me puxa para mais perto.

- Me beija.

Ela sela nossos lábios novamente, e ela os separa.

- Eu te amo.

Ela era a minha Alisha. A minha menina tímida, que tinha as bochechas vermelhinhas. E que me faziam arder de desejo. É a minha ciumenta.

Ela é só minha.

Minha.

- O que você acha de ficarmos aqui – ela sugere.

- Você não quer entrar no mar?

Ela abre um sorriso tímido.

- É que eu quero namorar.

Eu abro um sorriso, e passo a mão em suas bochechas.

- Mas, nós não somos amigos?

Passo o dedo pela aliança, que eu comprei em seus dedos. E coloco as mãos por cima das minhas.

- Somos – ela dá uma pausa – mas, agora eu quero que você seja meu namorado.

- Mandona.

Ela abre um sorriso.

- Só um pouquinho.

Ela faz um pouquinho com os dedos, e pisca para mim.


Primeiro e único.Where stories live. Discover now