Capítulo 12 Parte 2

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(BOA LEITURA!)


(POV ELLA)

"Mas será que cada vez que nos encontramos tens de vir contra mim?" Ripostei para o ar e bufei. Ajeitei o meu vestido e ele vira-se para mim. Porque raio ia dar dinheiro a uma pessoa que abalroou?

"Oh Deus! Ella, estás bem!"

O Harry abraçou-me antes que pudesse cair, noto que está bêbedo não só pela sua atitude nem pelo cheiro do álcool misturado com a menta do seu perfume mas sim pelos cinco copos de uma substância meio castanha que o vi ingerir.

"Eu acho que devíamos ir para casa, agora" Sugiro.

"Eu pensava que te tinha acontecido alguma coisa" E aconteceu, fiquei sem papel e tive esperar toda a gente sair da casa de banho para ir à outra cabine buscar papel, mas tu não precisas de saber disso.

"Estou bem Harry" acabei por usar apenas estas palavras, as melhores.

"Agora vamos encontrar a tua irmã para a avisar-mos que vamos embora" conclui e só espero que aceite e não arme aqui uma figura de bêbedo para as pessoas ficarem a olhar para nós.

"Não quero que te afastes novamente de mim, dá-me a mão" o seu pedido pareceu mais uma ordem.

"Eu não tenho cinco anos Harry" suspirei. Idiota bêbedo.

Preparei-me para continuar o meu caminho para que possa ir para casa e deixá-lo sozinho, certamente irá desenrascar-se, mas o meu pulso é agarrado, o meu corpo puxado e a boca dele é colada na minha. A sua língua passa pelos meus lábios e enrola-se no meu sabor a morango fazendo uma função do seu do whisky com menta. O meu corpo arrepia-se ao seu toque mas a reacção do meu coração é começar a arder enquanto o meu estômago vira-se e revira-se. Desculpa corpo mas só o Harry faz-me isto. A minha mão agarrou os seus cabelos e as minhas pernas entrelaçaram-se na sua cintura quando ele pediu para subir para o seu colo, empurrou a porta da casa de banho feminina com a mão desocupada e colocou-me em cima do lavatório, gemi com o contacto da pedra frio nas minhas nádegas descobertas pelo Harry. Ele continua a explorar o meu pescoço com os lábios enquanto eu gemo em agradado, faz um trilho pelo meu maxilar e volta a unir os nossos lábios ao mesmo tempo que tenta acabar com a máxima distância entre nós.

Passaram-se minutos, que pareceram segundos, quando os seus lábios largam os meus, choro interiormente por desgosto com a falta de contacto. Os nossos corpos continuam a ocupar as covas um do outro assim como os espaços entre os dedos de ambos, completam-se. A minha cabeça caiu no seu pescoço e a dele no lado oposto do meu, ficámos assim, por agora, ficámos, assim, eu quero ficar desta maneira, com ele, mas assim. Mas mesmo que quisesse ficar para todo o sempre, o meu corpo pede por mais, muito mais, algo mais. Que só ele pode dar-me. No fundo acho que ele sabe disso. 

O Harry levou a mão à minha cara e pousou-a gentilmente esfregando a minha bochecha com o dedo polegar. Fico admirada ao ponto que cheguei de ficar tão conectada com ele que só o simples facto de estar a acariciar a minha bochecha acalma-me, assim como também aquece e acorda cada parte do meu corpo que nem sabia que algum dia podia bater tão rápido e alegremente, o coração. Fecho os olhos com a pequena esperança de isto nunca mais acabar e permanecermos desta forma para sempre, porém, depois de uns minutos ele parou e juntou, apenas juntou, os nossos lábios.

"Então vamos embora?"

Abro os olhos e encontro um Harry com o ar divertido mas ao mesmo tempo envergonhado. Este é o meu lado favorito dele. O lado em que demonstra o quanto querido, atencioso e ferido, ele é. O lado verdadeiro. Algo puro mas ao mesmo tempo um autêntico veneno para quem não souber os limites. Eu não sei os limites.

Open The Door || H.SWhere stories live. Discover now