capitulo 1

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✭✩⸻✭✩ELOWEN✩✭⸻✭✩

Começo o dia com um feixe de luz solar passando pela minha janela entreaberta. Levanto-me para fechá-la, mas ela está longe da cama. Estico-me para alcançá-la e acabo caindo.

- Ai! Merda! - reclamo de dor assim que encosto no chão. Tento me levantar, apoiando-me na mesinha ao lado da cama, mas bato o topo da cabeça na prateleira, que já estava meio bamba.

Me afasto da prateleira, segurando a cabeça, e sinto o tapete escorregar um pouco. Logo me afasto também, ficando de costas para a parede, e ando devagar até o guarda-roupa.

Pego um vestido e o visto rápido. Afinal, já estava tarde e eu precisava ir colher flores para a floricultura. Corro para a cozinha, pulando em um só pé enquanto calço os sapatos.

Abro os armários procurando os ingredientes para o café e acho apenas pão e geleia. Coloco a geleia no pão e como enquanto amarro o vestido. Pego a cesta e corro para a porta. Ao passar por um espelho, vejo meu cabelo mais bagunçado que um ninho de pássaros.

Arrumo meu cabelo em um penteado trançado e um pouco solto e coloco o capuz. Saio de casa e caminho pela estrada de terra, ouvindo o canto dos pássaros e o som do vento batendo nas folhas, em plena primavera.

Chego até um muro de pedra alto e sigo até o fim dele, até chegar a um campo de flores ao lado do rio. Colho algumas flores com um pequeno punhal e as coloco na cesta, escolhendo apenas as mais bonitas.

Avisto uma linda rosa branca à beira do rio e me estico para pegá-la. Então, escuto um galho quebrar ao longe.

Olho para trás e vejo uma silhueta à distância.

Pego minha cesta e corro, deixando meu punhal para trás.

Avisto a mesma estrada de terra e paro, já sem fôlego. Tiro o capuz para aliviar o calor depois da fuga, ainda tentando entender o que quer que estivesse me observando.

- Tinha alguém lá... Mas nunca tem ninguém por aquelas terras. Aquilo é um terreno abandonado pelo palácio - digo, ofegante, enquanto caminho em direção aos portões da capital.

Ao chegar aos portões da capital, o guarda me para.

- Identidade, agora, moça - pede o guarda, colocando o braço à frente da entrada.

- Ah, senhor, você me vê todos os dias passando pelos portões - digo, tirando a identidade de dentro da cesta.

- É o protocolo, senhorita.

O guarda pega a identidade e a leva até seu parceiro, para que ele possa verificar se o selo imperial está correto.

O guarda volta e me entrega a identidade.

- Agora pode passar.

Passo pelos guardas e sigo o caminho até a floricultura. Entro com a chave que carrego presa ao cinto, para nunca esquecê-la ou perdê-la. Abro as portas e vejo o pó acumulado no chão, depois de a loja passar o inverno inteiro fechada.

Pego a vassoura e começo a varrer, enquanto espirro a cada nuvem de poeira que me atinge.

Após limpar todo o chão, vou limpar os vidros da vitrine com um pano úmido. Agora, finalmente parecendo uma loja habitada, começo a colocar as flores nos vasos e arrumo os embrulhos de buquê.

Viro a placa de "Fechado" para "Aberto" e me sento atrás do balcão. Nessa época, muitas pessoas procuram flores para presentear alguém especial, já que é o começo da primavera.

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⏰ Última atualização: 6 days ago ⏰

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