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O fim da tarde começava a cair sobre a região. O céu já estava mudando de cor, deixando aquele tom alaranjado que aparecia entre os prédios e as casas. As ruas continuavam movimentadas. Moradores conversavam nas calçadas, algumas crianças brincavam correndo de um lado para o outro, enquanto motos passavam pelas ruas e o som vindo das casas se misturava às conversas e às risadas. No Complexo da Penha, a rotina seguia como sempre. Colombiano estava sentado em uma calçada com alguns amigos, mexendo no celular enquanto acompanhava uma conversa que, aparentemente, não tinha nada de interessante. - Mano, olha isso aqui. - Um dos amigos virou o celular para ele. Colombiano olhou para a tela e começou a rir. - KKKKKKK. Não é possível que tu fez isso. - Fiz, pô. Qual foi? - Tu é muito sem noção, menor. Os outros começaram a rir também. Colombiano guardou o celular por alguns segundos e olhou para a rua. Estava tranquilo, sem nenhuma preocupação naquele momento. Para ele, aquele seria apenas mais um fim de tarde normal. Ele ainda não sabia que, naquele mesmo dia, conheceria alguém que, pouco a pouco, se tornaria uma das pessoas mais importantes da sua vida.
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Enquanto isso, em uma cidade próxima dali, Zafira terminava de se arrumar. Ela estava em frente ao espelho, ajeitando o cabelo e conferindo pela última vez se estava tudo certo. Pegou o celular que estava em cima da cama e desbloqueou a tela. Havia várias mensagens da amiga.
"Tu já saiu?"
"Zafira???"
"Mana, tô te esperando."
Ela arregalou os olhos. - Ah, não, mano... Digitou rapidamente: "Calma, já tô indo KKKKK." A resposta veio quase imediatamente: "Tu falou isso faz meia hora." Zafira soltou uma risada. - Essa garota vai me fazer correr ainda. Pegou suas coisas, colocou o celular no bolso e saiu de casa. Durante o caminho, ficou mexendo no celular enquanto caminhava. Ela estava distraída, pensando no que faria depois de encontrar a amiga. Era um dia comum. Pelo menos era isso que ela imaginava.
No Complexo, Colombiano continuava sentado com os amigos quando o celular vibrou. Ele olhou a mensagem. Era de um conhecido.
"Tem uma amiga chegando aí. Vê se dá uma força pra ela achar o lugar."