⚓︎°‧ Jaehyun só quer uma desculpa para segurar a mão de Leehan. O que deveria ser apenas uma visita calma ao aquário se transforma em uma troca constante de carinhos discretos, provocações bobas e certezas sussurradas.
.
.
₊ ᵎᵎEu precisei escrever s...
Hoppla! Dieses Bild entspricht nicht unseren inhaltlichen Richtlinien. Um mit dem Veröffentlichen fortfahren zu können, entferne es bitte oder lade ein anderes Bild hoch.
°‧ 𓆝 𓆟 𓆞 ·。
——
O ar condicionado da entrada ainda mantinha Jaehyun um pouco confuso. Ele não sabia exatamente em que momento da folga da semana tinha concordado com aquilo, mas a culpa era 100% de Donghyun.
O aquário parecia flutuar em um universo paralelo à rotina barulhenta do dormitório. O som das conversas dos poucos visitantes se perdia nos corredores amplos, abafado pelo zumbido constante dos filtros de água. A luz azul profunda que saía dos tanques gigantescos pintava as paredes e refletia no chão e nos rostos dos dois.
Donghyun caminhava um passo à frente, com os ombros encolhidos e as mãos afundadas nos bolsos do casaco largo. Para o moreno, aquela visão era tão linda quanto dos seres diferentes a sua volta.
— Você tá entediado, hyung? – O tom de Donghyun veio baixo, quase um sopro.
Jaehyun deu dois passos rápidos para encostar a testa no ombro do mais novo, do jeito mais manhoso possível, pesando o corpo de leve contra ele. Sentiu o mais alto estremecer com a proximidade repentina, mas o mesmo não ousou se mexer.
— Não tô. – Resmungou, sem se afastar.
— Não precisa mentir.
— Eu não tô mentindo, poxa! – O mais velho levantou a cabeça devagar, o queixo apoiado no ombro de Donghyun, encarando o perfil do mais novo de perto.
O Kim nem piscou. Mantinha os olhos fixos em um peixe minúsculo que nadava no meio da vegetação aquática – algo que só ele prestaria atenção. A serenidade dele contrastava totalmente com o coração levemente disparado de Jaehyun contra suas costas, ambos conseguiam sentir o pulso acelerado do moreno.
— Você gosta tanto assim de aquários?
Jaehyun finalmente deu um passo para o lado, mas fez questão de cruzar o braço no de Donghyun, entrelaçando a mão na dele por dentro do bolso grande do casaco, longe dos olhares alheios. Como se guardassem aquele segredo do mundo inteiro, o que realmente faziam.
— Eu gosto... – O moreno deu de ombros, sentindo o calor dos dedos do mais alto se entrelaçando aos dele, lentamente.
— Desde quando?
— Desde sempre. Mas gosto mil vezes mais agora, só porque você me trouxe.
O sorriso que nasceu no canto dos lábios de Donghyun foi contido, pleno demais pra alguém que já estava com as bochechas rubras. O sorriso era aquele exato das transmissões ao vivo quando algum fã perguntava sobre a vida marinha, e o mesmo olhar calmo de quando ele conseguia espaço para falar por cinco minutos sem ser interrompido pelos outros membros.
E ver aquele sobressalto de felicidade no rosto do mais novo deles dava a Jaehyun um calor estranho no peito, do tipo que o fazia querer abraçá-lo ali mesmo, no meio da multidão leve que passava atrás deles. Com a possibilidade de más interpretações...