Akai to

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Oiii minhas milaninhas lindas e cheirosas, e também minhas paulenas lindas e cheirosinhas, isso não significa que vou abandonar always okay? É só uma nova ideia que eu tive e queria muito que vocês tivessem a oportunidade de ler e me dizer o que acham!
Apoiam essa pobre escritora, tá?

Para aqueles que acreditam que alguns encontros nunca são por acaso.
Dedico a lu e azi.
O meu ponto de fio vermelho que me trouxe até aqui.

Akai to - fio vermelho

Point of view Milena Moreira Lages

Existe uma antiga crença japonesa sobre duas pessoas que estão destinadas a se encontrar.
Dizem que, antes mesmo de seus caminhos se cruzarem, um fio vermelho e invisível já as conecta.

Ninguém consegue vê-lo.

Ele não aparece quando procuramos.

Não pode ser cortado, desfeito ou escolhido.
Apenas existe.

E, não importa quantos quilômetros existam entre duas pessoas, quantos anos passem ou quantas vezes a vida tente colocá-las em direções opostas, o fio sempre encontra uma maneira de aproximá-las.

Quando ouvi essa história pela primeira vez, achei bonita.

Bonita demais para ser verdade.

Hoje, porém, quando penso em tudo o que aconteceu, fico me perguntando se talvez eu tenha passado a vida inteira caminhando em direção a alguém sem sequer saber.

Porque existem encontros que parecem coincidência.

Uma pessoa que aparece no lugar certo, na hora certa.
Um olhar que dura alguns segundos a mais do que deveria.

Uma conversa que deveria ser apenas uma conversa, mas deixa alguma coisa dentro da gente.

E existem aqueles encontros que, depois de tudo, parecem ter sido inevitáveis.

Ana Paula foi assim.

Eu só não sabia disso naquela noite.

Não sabia que aquela mulher que entrou no meu restaurante acompanhada de Ronan seria capaz de atravessar todas as minhas certezas.

Não sabia que o sorriso dela ficaria guardado em algum lugar da minha memória.
Não sabia que, depois daquele primeiro oi, existiriam tantos outros.

Nem imaginava que um dia eu estaria sentada em um hospital, olhando para um relógio que insistia em continuar funcionando enquanto tudo dentro de mim desmoronava, tentando entender em que momento a minha vida tinha se tornado tão dependente de alguém.

Talvez esse seja o problema de acreditar no destino.

A gente começa a procurar um significado para tudo.
Para cada coincidência.

Para cada reencontro.

Para cada vez que duas pessoas se afastam e, ainda assim, acabam encontrando o caminho de volta uma para a outra.

E eu procurei.

Meu Deus, como eu procurei.

Procurei respostas em cada lembrança, em cada palavra que Ana me disse, em cada momento que vivemos juntas.

Até chegar à conclusão que mais doía:

talvez algumas pessoas sejam destinadas a entrar na nossa vida, mas não necessariamente a permanecer nela.

Talvez o fio não prometa um final feliz.
Talvez ele só prometa um encontro.
E, se for assim...
Então eu consigo lembrar exatamente quando o meu começou a se enrolar no dela.
Foi naquela noite.
No meu restaurante.

Aza - Milana Historias para obsesionarse. Descúbrelo ahora