Pra tudo tem uma primeira vez

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#Spanktember2026

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Timão POV

Arregalo os olhos diante da afirmação da diretora.

- Como assim você humilhou uma menina por conta do cabelo dela, minha filha?! - A encaro surpreso. Nunca imaginei que isso um dia pudesse acontecer, apesar de tudo. - Você não sabe o quanto isso é errado?!

Minha filha simplesmente BUFA pra mim. Aparentando estar cansada daquela conversa.

- Me responda, menina! - Elevo um pouco o tom de voz. Ela revira os olhos e suspira pesado.

- Papai, o cabelo dela era azul desbotado. Hum. Estava horrível. Alguém tinha que dar um toque. - Ela fala dando uma risadinha em tom de deboche. Respiro fundo buscando paciência do fundo do meu ser.

- Não é a senhorita que tem o direito de opinar sobre o cabelo dela. Você nem a conhecia. - Falo franzindo a testa, tentando mostrar que estava chateado. Mas ela nem me olha. Mexe nas unhas recém pintadas, totalmente distraída.

- Enfim, senhor. Esse tipo comportamento não será tolerado na nossa instituição. Lívia receberá uma advertência e alguns dias de detenção após as aulas, além de ter de dar um pedido de desculpas bem elaborado para a colega. Estamos de acordo? - A diretora me encara com a face neutra. Como se já estivesse acostumada com aquele tipo de situação. Concordo plenamente. - Bem, o senhor pode assinar a confirmação para levá-la para casa.

Assinto rapidamente e assino o papel. Olho de relance para minha filha e ela continua admirando as próprias unhas, totalmente desinteressada no está acontecendo.

Me levanto e a puxo pelo braço.

- Não se preocupe, diretora Margareth, eu garanto que isso não vai se repetir. - Falo e puxo a menina pelo braço.

- Ei pai..! Eu sei ir sozinha... - Ela reclama de mim a puxando para fora da sala. Não a solto até chegarmos no carro.

- Vamos. Entra. - Abro a porta para ela e ela entra na parte de trás.

- Vamos paizinho, antes do almoço eu ainda quero retocar meu esmalte. - Ela volta a encarar as próprias unhas. Reviro os olhos e entro no carro.

No caminho de volta resolvi não dizer nada. Estava guardando toda a frustração para o momento certo. Lívia estava bem tranquila, cantarolando no banco de trás.

Chegamos em casa e eu abro a porta para ela sair.

- Valeu, papai. - Fala com uma tranquilidade absurda.

Não parece nem um pouco arrependida do que fez. E isso é um problema.

Abro a porta de casa e deixo ela entrar.

- Antes de você dizer, eu já sei, não foi legal e você está decepcionado com minhas ações. Eu sinto muito, paizinho. - Ela se vira pra mim e faz um bico depois de falar. - Vou tentar segurar minha língua. Apesar de umas pessoas merecerem ouvir. - Quase esqueço do que tinha planejado fazer. Ela realmente está precisando.

- Filha... Hoje nós vamos conversar mais de perto. Eu quero que você vá pro seu quarto e me espere lá. - Digo num suspiro cansado. Não estou preparado pra isso.

- Hum... ok. - Ela dá de ombros. Não percebeu o que eu acabei de dizer. Não me surpreende, já que quase nunca presta atenção no que eu falo.

Ela sobe e eu fico ali, pensativo. Não queria ter que fazer o que vou fazer. Pra falar a verdade nunca fiz. Nem mesmo antes da mãe dela falecer. Melissa não deixava. Dizia que ia fazer nossa filha nos odiar.

Famílias - Spanking One ShotsStories to obsess over. Discover now