PONTO DE RUPTURA

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Capítulo 1

O poder e o controle são estruturas sólidas até que a própria gravidade da vida real comece a agir sobre elas
Durante meses, a nossa rotina no décimo andar funcionou como um relógio de alta precisão.

Eu, no comando da Secretaria de Segurança do Estado, reescrevendo as regras do jogo político e esmagando o crime organizado com a frieza de sempre, Lorena, ao meu lado, dividindo o teto, os segredos e as madrugadas.

Mas a mente humana é um terreno complexo. O amor profundo e protetor que nasceu entre nós começou a pesar nos ombros dela. A intensidade do que vivíamos e a pressão de ser a mulher do homem mais poderoso da segurança pública começaram a sufocá-la.

Ela precisava respirar. Precisava descobrir quem era a Lorena longe da minha sombra e do meu controle.
Sentados no mesmo sofá de couro preto onde tantas vezes nos entregamos, ela pediu um tempo. Um ano, afastada de tudo, inclusive da cidade.

Como mestre do autocontrole, eu não implorei e não barganhei. Respeitei a fragilidade que ela ainda carregava. Concordei. Se o destino dela fosse voltar para os meus braços, o relógio correria ao nosso favor. Lorena arrumou as malas e partiu, deixando o apartamento minimalista mergulhado no silêncio absoluto mais uma vez.

(Pensamentos)

Os meses se passaram de forma puramente mecânica. Foquei cada segundo do meu dia na gestão da segurança, assinando relatórios, comandando operações e blindando a cidade contra qualquer ameaça

Eu estava no topo do mundo, intocável, movendo as peças do Estado como bem entendia. O ano de prazo estava quase no fim. Até que em manhã, entra pela porta da minha alguém que mudaria muitas coisas em toda essa história, ela veio com longo cabelo negro, olhos pequenos,sorriso discreto, um corpo Belo, um perfume que despertar uns dos meu desejos mais pervertidos.

Secretária

- Bom dia senhor Secretário.

Dante

- Bom dia, como estão os relatórios que te pedi para me analisar está manhã

Pensamento

Eu não estava nem ai para nenhum relatório, queria saber quem era aquela ao lado da minha secretária, mas também poderia me mostrar, e nem demonstrar um interesse assim tão estampado.

Secretária

- Estão aqui senhor. Senhor essa daqui será sua nova assistente pessoal assim como o senhor pediu.

Pensamento

Ha, minha nova assistente pessoal...

Dante

- Ha, minha assistente.

Secretária

- sim senhor

A secretária colocou as pastas sobre a mesa de jacarandá, deu um passo para trás e nos deixou a sós, fechando a porta de madeira maciça com um clique suave.

O silêncio que se instalou na sala foi cortado apenas pelo som sutil do ar-condicionado e pela presença marcante daquela mulher.

Ela permaneceu parada no mesmo lugar, mantendo a postura ereta. Seu olhar fixo nos meus não vacilou. Havia uma segurança silenciosa nela que contrastava com a sua delicadeza física.

- DANTE

Pode se sentar. E me diga o seu nome. A minha secretária acabou esquecendo as apresentações formais.

- ASSISTENTE

Obrigada, senhor Secretário. Meu nome é Melissa.

Ela caminhou até a cadeira de couro em frente à minha mesa, acomodando-se com movimentos fluidos e elegantes.

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