Se você gosta de histórias de amor perfeitas, com casais que se olham no primeiro capítulo, trocam olhares apaixonados sob a chuva e vivem um romance sem atritos... bom, deixa eu ser bem sincero: você abriu o livro errado.
Aqui, a coisa funciona de um jeito um pouco mais caótico.
Pense nos dois protagonistas dessa história como dois carros em alta velocidade vindo em direções opostas na mesma pista.
De um lado, temos Isadora. Ela tem o cabelo sempre alinhado, as melhores notas da escola, um sobrenome de peso e o controle absoluto do Colégio Vanguard. Ela planeja os próximos dez anos da vida dela em uma planilha colorida e tem uma alergia mortal a pessoas que não cumprem prazos ou que ousam contestar a autoridade dela.
Do outro lado, temos o Théo. O garoto novo. O bolsista que carrega um par de óculos de armação preta, um sorriso debochado no rosto e zero paciência para o ego da elite. Quando ele não está tirando dez nas provas de Exatas sem nem parecer fazer esforço, ele está atrás do balcão do Pit Stop — a cafeteria da família dele —, servindo café e distribuindo patadas de graça para quem pede com muita arrogância.
Eles tinham tudo para se ignorar. Quer dizer, eles deveriam se ignorar.
Mas o destino — ou um professor de História muito cruel com mania de passar trabalhos em dupla obrigatoriedade — resolveu cruzar o caminho desses dois. E quando a garota mais mimada da escola é forçada a passar as tardes no "território" do garoto mais insuportável do balcão, o resultado é uma mistura explosiva de farpas trocadas, cafés errados de propósito e uma química ridícula que nenhum dos dois quer admitir que existe.
Aperte os cintos, ajeite o fone de ouvido e prepare-se para ver duas pessoas orgulhosas tentando não se apaixonar enquanto juram de pé junto que se odeiam.
Acomode-se na sua mesa do Pit Stop. O show vai começar!
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O Bolsista Que Eu Odeio
RomanceEles se odeiam desde o primeiro segundo. Para Isadora, Théo é um garoto petulante que ameaça sua reputação. Para Théo, Dora é apenas uma patricinha mimada que precisa ouvir um "não". O conflito perfeito... até que um trabalho decisivo em dupla força...
