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O Santiago Bernabéu estava lotado. O céu mostrava um início de tarde, com o Sol cobrindo todo o estádio.

As arquibancadas não tinham fim. De um lado, o branco do Real Madrid dominava. Do outro, as cores azul e vermelho do Barcelona se destacava, em contraste com a cor calma do rival.

Era dia de El Clásico. E, como sempre, ninguém ali queria perder.

Noah estava sentado perto de sua família, usando uma camisa do Real Madrid com o nome de Endrick nas costas junto do número 9. Ele acompanhava cada movimento do jogo com atenção, comemorando sempre que o irmão tocava na bola.

Do outro lado do estádio, algumas fileiras mais abaixo, estava Keyne.

O pequeno usava uma camisa do Barcelona com o nome de Lamine nas costas com o número 10 se destacando.

Keyne era uma criança com muita energias, não parava quieto em momento nenhuma.

Ora apontava para o campo, ora perguntava alguma coisa para quem estava perto dele, ora simplesmente batia palmas quando reconhecia Lamine correndo pelo gramado.

Noah, por outro lado, parecia completamente concentrado.

- Vai, Endrick! - gritou, levantando os braços.

O jogo estava intenso.

Endrick e Lamine tinham se encontrado várias vezes durante a partida. Cada disputa entre os dois ganhava uma atenção desnecessária.

Uma dividida, uma provocação, uma entrada forte demais ou um olhar atravessado.

Nada muito diferente do que se esperava de dois jogadores que foram feitos para serem rivais.

Noah acompanhava tudo de sua cadeira.

- O Lamine fica no pé do Drick, não desgruda hora nenhuma - reclamou baixinho.

Do outro lado, Keyne também acompanhava o irmão.

Quando Lamine recuperou a bola, o menino abriu um sorriso enorme.

- Lamine!

Ele apontou para o campo, animado.

O problema foi que, alguns minutos depois, Keyne se distraiu.

Uma pessoa passou pela frente, depois outra e mais outra.

O menino olhou de um lado para o outro.

E, quando percebeu, não reconhecia mais ninguém ao redor.

Ele se levantou devagar e olhou para as cadeiras.

Tentou procurar a mãe que viera com ele ver o jogo do irmão

Nada.

O barulho do estádio, que antes parecia divertido, ficou assustador. Ele se virou e entrou no interior do estádio.

Keyne começou a andar pelo corredor.

- Mamãe?

Ninguém respondeu.

Ele continuou andando, os olhos começaram a ficar cheios de lágrimas.

Enquanto isso, o jogo chegava ao fim, o apito final soou.

A torcida do Barcelona comemorou, enquanto parte dos torcedores do Real Madrid reclamava do resultado.

Noah se levantou com sua família, mas acabou se afastando por alguns instantes no meio da movimentação.

Foi quando ouviu um choro vindo do corredor, ele criou seu olhar em direção ao som.

Um menino pequeno estava parado sozinho.

Para Sempre um TalvezHistorias para obsesionarse. Descúbrelo ahora