Dario
O homem em questão chamava-se Dario e era líder se uma comunidade da cidade vizinha e que de vez em quando apareciam no vilarejo, para se divertir. Segundo informou o garçom do bar.
Diana o analisou bem. Alto, forte fisicamente, músculos bem delineados, cabelos encaracolados. Vestia uma camiseta sem mangas xadrez em verde-escuro, branco e preto, aberta no peito. Calça jeans com cinto de couro. As pernas da calça terminavam dobadas em botas de montaria. Suas mãos fortes davam a sensação de poder. A tez morena, sobrancelhas grossas, olhos penetrantes, e boca carnuda.
Dario também notou o grupo no bar, mas sua atenção maior foi sobre aquela loira. Aqueles olhos castanhos claros, sua delicadeza de feições. Diana trajava uma blusa de mangas curtas, com botões na frente, gola de aba, um bolso na frente e sobre o coração. Calça jeans clara, bem colada ao corpo e bota de montaria também. Os dois usavam chapéus, tipo de rodeio.
O segundo grupo entrou, encontraram uma mesa e sentaram-se.
Durante o tempo em que estiveram sentados no bar, Dario e Diana trocaram diversos olhares.
Embora Diana achasse interiormente uma pena, mas chegou a hora deles se retirarem e voltarem ao acampamento. Pagaram a conta e saíram. Dario observou o grupo sair e notou que Diana ainda lhe lançou um último olhar.
_Represa?! Que represa é esta? Dario ainda não tivera notícias da construção da mesma.
_Tem uma empresa internacional que pretende construir uma represa no monte da Aroeira. Este pessoal veio para iniciar a obras.
_E o que aquela moça loira faz na empresa?
_Ela é geóloga. Destas que examinam o solo, para saber quanto tempo eles têm.
_Ei,ei, ei! Qual é tá interessado na tal? Falou Kioko furiosa.
_E se estiver? Não tenho compromisso com ninguém e nem com você,Kioko. Vamos embora, quero saber que negócio é este de represa por aqui!
E todos saíram e foram se reunir na comunidade.
A sede da comunidade era em um barracão na periferia da cidade.
O veículo que trazia o grupo parou à frente do edifício, todos desceram e foram para dentro se reunir. Dentro o espaço era uado por salas divididas entre si por divisórias de um metro e sessenta cm,de altura, mais ou menos. Havia sete salas, sendo uma delas o escritório central de Dario. No fundo haviam dois banheiros. Reunido com Kioko e mais dois componentes da comunidade, Dario pergunta sobre a notícia da represa.
_Alguém sabe o que é esta história de represa lá no monte?
_Eu ouvi dizer, mas não achei que houvesse qualquer realidade nisto.
_Caramba!Esta multidão nova para lá e para cá e ninguém notou?
_Acho muito estranho que eles escolham um lugar para represar o rio e justamente onde alagará toda a cidade e região! Porque não escolheram outro lugar? E a fauna e flora do lugar? Como retirarão os animais? Como não vieram tirar informações sobre o lugar? Saber se havia outro ponto onde a represa pudesse ser construída.
Dario estava ansioso para saber as condições em que a construtora ia trabalhar com os problemas da transladação do povo e como pretendiam retirar os animais, e a flora rica da região como ficaria? Ele sabia da importância de certas árvores, existentes somente ali naquela parte da mata amazonense. Tudo estava muito estranho. Como uma empresa multinacional, pretendia fazer uma obra desta categoria e ninguém das autoridades se manifestasse sobre a vida da população em volta da obra? Muitas perguntas e nenhuma resposta.
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Represa de Desilusões
RomanceCapítulo 1 Diana A jovem loira, alta com mais ou menos 1,75 de altura, magra mas com um corpo de contornos perfeitos. Cabelos à altura dos ombros soltos, meio cacheados. Olhos verdes, nariz pequeno e arrebitado e lábios vermelhos, davam -lhe um ar...
