Tento me mexer, sentindo uma dor aguda na minha costa. Abro os olhos sentindo uma ardência com a luz forte do sol.
- caramba... Eu odeio ficar no claro... Aí minha vista...- gemo de agonia
Olho em volta, sentindo um nervosismo tomar conta de mim. Era uma floresta densa, cheia de árvores enormes de espécies desconhecidas, plantas de cores variadas, alguns pequenos animais distintos e diferentes.
- fruta que partiu...- eu murmuro ao ver uma borboleta rosa com tons dourados nas pontas.
Estendo a mão, tentando toca-la, me sentindo estranhamente atraída por sua cor. Ela pousa na ponta do meu dedo, ficando parada.
"Ela é linda... Nunca tinha visto uma assim..."
De repente, a borboleta me arranhou com as patinhas. Sinto uma dor latejante, balançando meu braço com força. Não vi mais a borboleta, mas meu dedo está sangrando um pouco.
"Espera... Eu estou no corpo de uma criança!?"
Eu me levanto, vendo que sou mais pequena, meu pezinhos levemente tortinhos, minhas mãos pequenas e gorduchinhas. Toco meu cabelo, vendo as longa mechas loiras e macias que iam até minhas coxas, o que me deixou surpresa.
Coloco o dedo na boca, sentindo o gosto de sangue, ferro. Começo a andar, tentando entender se tinha alguém por aqui, mas paro de andar, me sentindo tensa.
"O que eu faço? Tipo... Eu sou só uma criança, a mesma chance de eu ser acolhida, eu tenho de ser sequestrada ou abusada... Puta que pariu!"
Solto um suspiro, tentando afastar os pensamentos negativos. Volto a andar, tirando o dedo da boca ao sentir o sangue parar de sair. Fico andando até me senti meio entediada. Mas logo chego a um riacho. Era cristalino, raso, mas lindo.
Entro bem devagar, testando a força da correnteza. Era leve, suave e tinha até peixinhos!
Visão terceira pessoa
A pequena garota de cabelos loiros andou um pouco, parecendo admirada com o quão cristalina era a água.
Ela começou a pula de um lado para o outro, rindo enquanto assustava alguns peixes, e as vezes se assustando quando alguns tocavam seus pés.
A floresta parecia observar, apreciar e até adorar o som da risada, dos pequenos gritinhos de alegria, do jeitinho bobo que ela parecia feliz.
Animais pequenos olhavam de longe, curiosos, pássaros, coelhos, raposas, filhotes, peixes e tudo que tinha pra ser visto. Até animais normalmente predadores olhavam para ela, curiosos, mas também cuidadosos.
Era como se a floresta estivesse naturalmente cuidando dela, achando admirável a criança.
Katarina acabou escorregando, caindo na água, o que fez ela rir e reclamar do frio.
Mas logo ficou em silêncio, surpresa ao ver tantos animais olhando para si. Não sabia explicar, era uma sensação de proteção e estranheza. Por que?
A menina saiu da água, deitando na grama macia. Alguns animais pequenos se aproximaram, bambis, coelhos e até gatinhos selvagens. Alguns esfregando o focinho nela, ou apenas farejando de leve.
Katarina ria levemente, achando estranho, mas também reconfortante.
Foi quando eles começaram a sair, alguns mais rápidos, outros cautelosos. Uma raposa mordeu levemente a roupa dela, tentando puxa-la. Katarina não era burra, percebeu o medo e a tensão, então seguiu o animal.
Entrou mais para dentro da floresta, sendo guiada por alguns animais. Foi empurrada levemente para dentro de uma espécie de caverna pequena, conseguindo entrar por causa do tamanho baixo.
Ficou quieta ao lado de alguns animais. Coelhos, gatos e alguns filhotes. Foi quando viu uma pata enorme, cheia de pêlos pretos e um cheiro leve de sangue.
Um lobo
Ela imediatamente prendeu a respiração, arregalando os olhos. Era enorme, maior do que ela já tinha visto na vida.
A garota mordeu os lábios, nervosa. Foi quando o grande predador saiu, passos lentos e um leve rosnado de frustração, como se esperasse por uma presa fácil.
BẠN ĐANG ĐỌC
Katarina
Kỳ ảoessa escritura contará uma história tão diferente que é quase difícil de acreditar, um sonho tão longo mas também tão curto que confundi, uma mente tão pensativa mas tão infantil. o mundo nunca foi algo que se era capaz de entender. lendas, fábulas...
