Certa vez na varanda
Desejei que chovesse.
Como o tempo anda
Ah, se eu entendesse...
Certo dia na sacada
Pensei - e se chover?
Esconderia minha amada
Para nunca mais doer.
Certo dia no meu quintal
Levei-me pela ventania,
Lembrei que foi natural
O fim de minha utopia.
Não tive tal conforto
Do céu que precisava.
Meu peito já era morto
Pela pessoa que amava.
