No reino místico de Âmbar, humanos e seres mitológicos vivem unidos, até que Magnus um jovem príncipe é coroado rei junto de sua princesa Eleanor que governam sabiamente tentando estabelecer a paz e igualdade entre mundos tão diferentes, mas, tudo...
Oops! This image does not follow our content guidelines. To continue publishing, please remove it or upload a different image.
Em um lugar muito distante, isolado do mundo que conhecemos, há um reino escondido chamado Âmbar, onde humanos e criaturas místicas viviam juntos, mas não em harmonia.
Em Âmbar, viviam humanos, feiticeiros, bruxas, hipogrifos, harpias, híbridos, monstros marinhos, mas o mais temido entre todos, eram as nagas, criaturas meio humanas e meio cobras, suas peles frias cobertas de escamas carregavam histórias e lendas assustadoras que se espalhavam como fogo entre as pessoas, a desconfiança e medo tomavam os vilarejos, até que um dia, tudo mudou.
Magnus era o filho pródigo, único e exemplar, seus pais, o rei Cosmos e a rainha Maya tinham tanto orgulho por sua criação do que poderiam mostrar, mas algo os preocupava, os seres da floresta estavam se espalhando rapidamente por seu território colonizado, ameaçando e assustando as pessoas com sua natureza monstruosa e misteriosa, o povo exigia uma solução, expulsão, exílio, qualquer coisa que afaste as bestas de suas casas e famílias.
Sabiamente, o rei deixou que seu filho decidisse como primeiro passo para herdar o trono, Magnus, achava as criaturas fascinantes, passou anos as estudando em livros em segredo das obrigações reais, mas algo o fazia hesitar com a ideia de bani-las para longe, ele precisava pensar rápido e com sabedoria para agradar ambos os lados.
Em seu quarto, Magnus caminhava para um lado e para o outro, deixando uma trilha circular no tapete de veludo carmim, na mesa havia livros, cartas, ideias e rabiscos de como lidar com a situação, resmungando baixinho consigo mesmo ideias e planos lógicos, quando é interrompido pela chegada de seu pai, que bate na porta com suavidade antes de entrar:
- Filho? Está atrasado para o jantar, sabe que sua mãe não gosta quando se atrasa...-diz Cosmos com preocupação paternal, sua voz era firme, fazia qualquer um tremer, mas era carregada de simpatia inegável.
- Não consigo comer, só pensar...-Magnus continua suas voltas pelo quarto, ansioso
Cosmos ri da preocupação do filho, se vendo nele em sua época jovem:
- Nervoso com o tratado? É uma grande responsabilidade, não?
Finalmente, Magnus suspira exausto e se senta na grande cama atrás de si, os lençóis de seda o afundam como uma nuvem macia e aconchegante:
- Não conseguiria descansar nem se quisesse, é só... tudo é tão... Sufocante.
Suas mãos cobrem seus olhos indecisos, seus cabelos ondulados claros caem por eles. Cosmos se aproxima e se senta ao lado do príncipe com uma postura relaxada, incomum para a realeza.
- Tem razão, é sufocante, mas como futuro rei... Sei que tomará a decisão certa- Cosmos tenta o confortar, mas o príncipe não aceita e se levanta bruscamente, se expressando dramaticamente com os braços:
- Não! Eu não sei, não quero expulsá-los, pai, esta terra pertencia a eles antes de nós, por que deveríamos mandá-los embora? Por histórias e rumores sem pé nem cabeça? Não seria... justo.