— Quem é você? nesta estrada triste e sombria
pela qual caminhei sozinho por anos...
— Quem é você? nesta estrada assombrada que me dá calafrios
Eu já me acostumei...
— Quem é você? nesta escuridão na qual estive sozinho durante anos?
Mais uma vez eu já me acostumei...
— Quem é você? em meio ao silêncio e ao vazio desta estrada
na qual estive sozinho...
Quem sou eu?
Eu sou a Morte e vim te buscar, depois dos seus longos anos caminhando nesta estrada um fim deplorável, mas esse era o seu destino e legado.
— Qual?...
Vagar pela estrada do vazio até o seu ultimo dia.
Sem esperança, sem amor, somente você e seus pensamentos.
Enfim, agora você finalmente será útil... Servirá de energia e nutrientes para outros seres vivos.
Aqui ficarão seu corpo, mente e história, até que restem somente os ossos, pelos quais ninguém será capaz de reconhecer ou saber quem Alexandre Persi foi um dia.
