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O aroma de café recém-passado preenchia o ambiente enquanto Yuji Itadori terminava seu segundo copo. Sentada à sua frente, Nobara girava a colher dentro da xícara sem realmente beber.

— Sabe o que é incrível? — ela perguntou.

— O quê?

— Nós sobrevivemos. — Yuji soltou uma risada.

— Nossa, que jeito animado de começar uma conversa.

— Estou falando sério. — Ela apoiou o queixo na mão. — Quando éramos adolescentes, eu tinha certeza de que um de nós faria alguma idiotice e morreria.

— Ei!

— Você principalmente.

— Isso é injusto.

— Mas é verdade.

Os dois acabaram rindo.

Por alguns segundos, o silêncio foi confortável. Nobara observou as pessoas passando pela vitrine da cafeteria.

— Sinto falta deles às vezes. — Yuji não precisou perguntar de quem ela falava, tinha anos que não se viam era inevitável não tocar no assunto.

— Eu também.

— Megumi ficava com aquela cara de quem queria estar em qualquer lugar menos perto da gente.

— E mesmo assim sempre aparecia.

— Porque alguém precisava impedir você e o Gojo de incendiarem metade da cidade. — Yuji levou a mão ao peito.

— Eu me sinto ofendido.

— O Gojo se sentiria orgulhoso.

Os dois sorriram. Era estranho lembrar daqueles dias. As missões, discussões, os treinos, as reclamações da Nobara, as provocações do Gojo e Megumi tentando desesperadamente manter o mínimo de sanidade no grupo.

— Éramos felizes — ela disse baixinho.

— Éramos.

Antes que a conversa pudesse continuar, três garotas usando uniforme escolar se aproximaram da mesa. Nobara arqueou uma sobrancelha e Yuji percebeu imediatamente o problema. As meninas trocaram olhares nervosos e começaram a rir.

— D-Desculpa incomodar...

— A gente te achou muito bonito!

Nobara já estava se divertindo, o sorriso irônico no rosto se fazendo presente. Por outro lado, Yuji começava a suar.

— Ah... obrigado?

— Será que você poderia passar seu número?

— Ou seu Instagram?

— Ou qualquer coisa!

As três começaram a rir novamente.

Nobara cruzou os braços.

— Nossa, você continua popular. — Yuji sorriu de forma estranhamente nervosa, muito nervosa. — Por que você está parecendo alguém prestes a ser executado?

— Porque...

Uma presença assustadora surgiu atrás das garotas.

— Porque o quê, amor?

As três congelaram.

Nobara piscou.

Uma mulher de longos cabelos ruivos estava parada atrás delas, ela tinha um sorriso lindo e olhos perigosos. A combinação perfeita para causar medo.

Até Que Pudéssemos Dizer AdeusHistórias para pegar e não largar. Descubra agora