Lua

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O som das folhas batendo uma nas outras me trazia lembranças que já nem sabia mais se eram minhas. Está solidão me consumia incansavelmente todos os dias.

Desde o dia em que perdi minha mãe, Ballerina Capuccina, todos os outros parecem ser os mesmos, sem propósito e cada vez mais degradantes. Definir extamente o que é isso me parece muito complicado.

Meu melhor amigo, Trallalero Tralala, me abandonou tem 5 anos, me deixando sozinho em uma grande cidade que nunca estive antes. Estar em São Paulo, em um priemiro momento foi extremamente assustador, mas com o tempo me juntei a armagura presente no ar e passei a fazer parte desse cenário vazio e sem alma.

Andando por essas ruas insalubres, me lembro de todos os momento que passei com Trallalero Tralala. Todas as nossas noites sentados nas calçadas, onde nos perguntávamos o que estava por vir e como  iríamos lidar com isso.

Perdido nos meus sentimentos, esbarro em um homem tão largo que podia ser comparado a uma montanha. Seus ombros tampavam a pouca luz que chegava ao solo terrestre. 

— Me desculpe. — Disse o homem olhando profundamente para meus olhos — Você está bem? 

— Não se preocupe, estou bem. — Baixo a cabeça envergonhado e acabo deixando meus pensamentos escaparem. — Eu consigo aguentar o peso da vida, seus ombros não nada...

— Caramba. — ele me encara sem saber o que dizer, até que vejo seus lábios se movimentando.— Sinto muito que esteja passando por isso, não sou o melhor com as palavras, mas minha irmã é, pega aqui. 

O homem colocou a mão em seu bolso e retirou um cartão, estendeu sua mão e colocou sobre a palma da minha.

— Liga pra ela, marca uma consulta e vê se consegue colocar o que sente para fora. — Ele coloca sua grande palma em meu ombro. — Me chamo Platão, é um prazer conhecer você.

Sinto minhas bochechas rosarem. 

— Obrigado, vou tentar. — Abro um sorriso esperançoso. — Me chamo Tung Tung Tung Sahur, mas se quiser me chamar de Triple T também aceito.

(...) 

Meu apartamento deve estar no livro de recordes como o menor do mundo. Me sinto um lixo por não conseguir organizar minhas coisas e deixar o lugar onde eu deveria me sentir seguro parecendo uma toca de rato. Me jogo em cima de roupas espalhadas por minha cama e vejo o porta retrato com a foto de minha mão na cabeçeira. 

— Hoje vi uma bondade que não via desde que olhei em seus olhos pela última vez, mamãe. 

Digo em voz alta e começo a escutar um ruído, mas escolho ignorar. Pego meu celular e disco o número presente no cartão que Platão me entregou. Leio o nome "Liz Macedo" gravado ao lado do número. 

— Alô?— Uma voz bem feminina atende o celular. — Tem alguém aí?

— O-oi, desculpa pelo horário, mas seu irmão me entregou o cartão hoje e disse para te procurar. Você tem um minuto? 

— Claro que tenho! Meu irmão não me avisou de nada, por isso não fui tão receptiva. — Sua voz era extremamente doce. 

— Me chamo Triple T, a gente pode marcar de se encontrar? — Pergunto, apreensivo. 

— Claro! Eu tenho certeza que vc irá gostar de ser um dos meus amorecos!

— OK, tchau.

Desligo o celular sem saber quais podem ser as mudanças prestes a acontecer, mas estou determinado a tentar! 

(...) 

oi seguimores voltei agora com a história do triple t, espero que estejam preparados para os maiores plots que lerão na vida!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


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⏰ Last updated: Jul 26 ⏰

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