We've updated our Content Guidelines.
Review the latest guidelines to keep sharing stories safely.

1° Ato - Eu sei o que você faz na escuridão.

84 4 3
                                        


Shane Hollander não era um Stalkear propriamente dito.

Mas também não era um homem comum.

Ele sabia que era errado.

Ele sabia que não deveria sentir tanto prazer com aquilo.

Mas se a janela de vidros amplos estavam sempre abertas era quase um convite para que ele e o vício que ele vinha adquirido desde que seu vizinho do prédio da frente havia se mudado.

Hollander não sabia nada sobre ele.

Apenas que ele tinha um sex appeal indiscutível.

Loiro, alto, musculoso, cabelos encaracolados.

A rotina era sempre a mesma.

Levar sua vida miserável como jornalista do jornal local de Ottawa.

Cobria matérias idiotas, como o morador da Cidade que havia ganho o prêmio de melhor jardim do bairro.

Ele não era famoso, sim ele tinha um charme, a natureza foi gentil com ele.

Mas seu vizinho estava em outro patamar.

Todos os dias, ele trazia alguém para seu apartamento e passava a madrugada inteira entre um homem ou uma mulher.

Ou ambos.

Shane dá primeira vez, fechou a cortina do seu quarto e ignorou.

Da segunda vez, ele olhou somente uns minutos, enquanto o loiro tirava suas roupas.

O abdômen era tão descaradamente definido, que Shane achou que deveria procurar uma academia com urgência.

Lá pela milésima vez, ele se sentou na beirada da sua poltrona virada para janela, intencionalmente ou não e assistiu o ato.

Desde das conversas regadas a vodca, até a parte que o loiro, fodia com a sua cabeça.

Ele não batia uma, embora seu pau ficasse ereto sem muito esforço.

O loiro parecia reger uma orquestra.

Sua performance na cama, no tapete, no chão frio, como Shane gostava de pensar eram impressionantes.

Já fazia 2 meses, os sonhos com o outro o deixavam excitado.

Trocava suas roupas de dormir, ao acordar diariamente.

Deixou de se preocupar em fechar suas próprias cortinas, já que se achava desinteressante demais, para que alguém o notasse.

Troy seu colega de trabalho falava sempre do seu namorado perfeito Harris e de como o amigo deveria encontrar alguém só para aliviar a tensão sexual.

Hollander estava cobrindo o festival da Cidade. Fotos de pessoas comuns, fazendo coisas comuns.

E algumas daquelas fotos estamparia a capa do jornal.

Seu nome apareceria em letras miúdas quem ninguém notaria.

O dia de sua morte, seria igual. Nada que alguém notasse.

Provavelmente seu corpo seria encontrado dias depois pelo porteiro.

Era um final sem graça até para ele.

Mas era um final.

Quando o festival já não tinha nada a oferecer.

Troy se despediu dele e foi encontrar com seu namorado.

O último brinquedo que ainda funcionava e não tinha fila, era a roda gigante, pois um show com a banda local estava entretendo a todos os presentes.

Era patético.

Obsceno.Stories to obsess over. Discover now