An unexpected ending

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Ayrton Senna x Alain Prost

Em mais uma de suas corridas, no auge de sua carreira; um acidente.

Na 42° volta ele está lado a lado com Alain Prost, a pista é apertada e os carros estão praticamente roçando os pneus.

Alain perde o controle e acaba indo para cima de Ayrton o empurrando-o para fora da pista, colidindo os dois carros.

Eles saem do carro furiosos, prontos para matar.

-Você ficou louco?!

-Eu?!? Você faz de propósito!

Mas antes que qualquer tipo de agressão pudesse ocorrer eles são segurados e levados para longe um do outro.

Os carros são tirados da grama e levados para os boxes, enquanto eles estão tirando as roupas de proteção e dando entrevistas, sempre se farpando quando há uma chance.

Ambos tiveram a mesma ideia de sair para andar e esfriar a cabeça dos acontecimentos, só não esperavam se encontrar nessa trajetória.

Tudo parecia a favor da briga deles; um lugar longe e isolado, ninguém lá além dos dois pilotos, ou seja, ninguém para segurá-los e impedir a luta que queriam desde a primeira vez que se viram.

Sem falar nenhuma palavra Prost caminhou até o outro e desferiu um soco no canto da boca dele.

Isso despertou a raiva em Ayrton novamente, que sem pensar duas vezes pulou para cima do outro, e ambos rolavam no chão enquanto se agrediam, depositando todo stress acumulado.

-Seu idiota

-Você é louco me tirando da pista daquela forma!

Eles se levantaram novamente e foram se bater novamente. Mas eles haviam acabado de sair de uma corrida. A mesma corrida na qual tinham batido os seus carros a mais de 280 km/h.

Alain segurava a gola da blusa de Senna, que acabou caindo para trás pelo cansaço e puxou-o junto.

Agora estavam quase como amantes no chão, uma situação extremamente constrangedora. Era óbvio que queriam sair daquilo e se afastarem, mas mal conseguiam respirar.

O corpo os traia. Nenhum músculo funcionava.

-Droga...

-Isso é... muito... estranho.

-É, eu sei, saia de cima de mim logo.

-E porque você não sai de baixo?

-Talvez porque eu não consiga me mover??

-Que ótimo. Eu também não

-Eu não sinto meu corpo.

Depois de 5 minutos daquela maneira, Alain conseguiu levantar a cabeça ficando cara a cara com seu maior rival, que estava com os olhos fechados e uma expressão serene no rosto.

A boca de Ayrton estava machucada pelo soco que ele levara mais cedo. Decidido a irritá-lo de qualquer maneira, começou a passar a língua por aquele ferimento.

Foi surpreendido quando as mãos alheias rodearam sua cintura o apertando, e uma língua encontrou a sua, iniciando um beijo desajeitado.

-Porque fez isso? - Pronunciou-se Prost incrédulo após o ato.

-Foi você quem começou! pensei que estivesse interessado.

-Eu não sou gay diferente de você!

-É mas você correspondeu.

-Tire as mãos de mim. Pensei que não estava sentindo seu corpo

-É, não estava, mas agora estou. - disse enquanto deitava Alain no chão para que pudesse se mover. Levantou-se pronto para ir.

-Aonde vai?

-De volta para onde eu deveria estar, meu motorhome.

-Não pode me deixar aqui, ainda não consigo me levantar!

-O que eu posso fazer? Acho que eu sou muito "gay" para te ajudar. Estava com uma expressão de quem estava ressentido pelas palavras que ouvira antes.

-Olha... me desculpa... eu não deveria ter dito aquelas coisas.

-Claro que não deveria...- disse com a mão na testa, suspirando.

Ayrton pegou o outro no estilo noiva, que sem muito o que fazer decidiu ficar quieto, afinal no momento tudo era melhor do que ficar no chão por horas, sozinho.

Para a sorte dos garotos não havia uma alma viva na área dos trailers.

-Ei! Porque estamos indo para o seu?

-Eu não sei onde é o seu, e mesmo se soubesse não adiantaria te deixar sozinho.

Deixou Alain deitado em seu sofá e foi pegar a sua caixa de primeiros socorros.

-Onde você está machucado?

-Não preciso que você faça isso! não sou uma criancinha!

-Mas age como uma e está tão incapacitado quanto.

Alain baixou sua moral, afinal Ayrton estava certo.

-Acho que torci o pé e um corte no abdômen.

-Eu vou precisar tirar sua blusa

-Tudo bem

Ele ajuda Prost a remover a peça e observou a dimensão do ferimento.

-Vai precisar lavar, vamos tomar um banho.

-Por que se importa tanto? Pensei que

me odiasse

-Porque a responsabilidade é minha e não, eu não te odeio.

Como não conseguia andar Senna serviu de apoio para ele, entrando de baixo do chuveiro junto, os dois apenas de calça. Passou a mão no sabonete e depois em cima do corte para garantir que não contaminasse.

Aquele toque deixou Prost excitado. Não era nada fácil esconder, pois estavam molhados e a ereção ficava bem evidente.

-Pensei que você não fosse gay

-Mas eu não sou só estou pensando em algumas mulheres. firme. disse tentando parecer

-Assim do nada? Claro que está.

Ayrton o prende na parede, fazendo com que as partes duras se pressionem. Gemido discreto escapando da boca de Alain.

-Posso te beijar?

-Você não perguntou da primeira vez, por que tá perguntando agora?

quer? -Porque eu quero ouvir você dizer que

Alain não podia mais fugir, ele realmente queria sentir aqueles lábios outra vez.

-Sim, sim Ayrton eu quero te beijar

Mas as coisas passaram muito além só de beijos. Depois que eles se secaram e Senna enfaixou o tornozelo, e cobriu o corte exposto de Prost. Logo eles já estavam na cama, agarrando-se desesperadamente. Havia mais adrenalina ali do que nas corridas perigosas que faziam, mas por baixo de todos esses sentimentos superficiais de prazer, carência, necessidade, havia algo se revelando.

Amor.

Algo que nunca imaginariam que pudesse existir entre eles. Que nem mesmo um dia chegaram perto de imaginar, muito menos ansiar por aquilo.

Tudo era novo para eles. Gemiam o nome um do outro. Chegaram ao ápice e ficaram deitados na cama um agarrado ao outro, tentando regular as respirações.

-E você? Me odeia Alain?

-Seria estranho se eu estivesse gostando de você?

-Acho que não, considerando que estou na mesma situação.

Eles riram juntos. Finalmente leves. Finalmente um momento só deles, sem brigas, sem pressão e discussões sobre dinheiro e vitorias.

As consequências? Os chefes de suas equipes bravos? Broncas que levariam?

Nada disso existia ali. Só haviam os dois, numa bolha criada por eles mesmos










Confortável. Era como eles se sentiam ali.

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