+18. O verão deveria ser apenas uma pausa antes de um novo começo. Mas, para Emily, ele se tornou o capítulo mais inesperado da sua vida. Entre recomeços, encontros improváveis e um sentimento impossível de ignorar, ela descobrirá que nem todos os p...
Depois de meses de provas, trabalhos e noites mal dormidas, finalmente minhas tão esperadas férias de verão tinham chegado.
O momento que qualquer estudante esperava.
Mas, pela primeira vez em muito tempo, eu não conseguia sentir apenas felicidade.
Deitada na minha cama, olhando para o teto, meus pensamentos pareciam mais barulhentos do que nunca.
Eu sempre achei engraçado como as pessoas tinham uma ideia de quem eu era antes mesmo de me conhecerem.
Talvez fosse pela minha aparência.
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(Emily) Meu cabelo longo e escuro, que passava da cintura, sempre foi uma das primeiras coisas que as pessoas notavam. Eu tinha traços que lembravam minha descendência indígena, pele morena, lábios marcantes e olhos que muitas vezes diziam serem uma das minhas características mais bonitas.
Eu era baixa, tinha um corpo com curvas naturais e traços delicados. Nunca fui a garota que tentava chamar atenção, eu apenas gostava de ser quem eu era.
Eu era Emily.
Dezoito anos.
Estudante de Medicina Veterinária.
E alguém que estava prestes a descobrir que a vida raramente segue os planos que fazemos para ela.
Nos últimos meses, alguma coisa tinha mudado dentro da minha casa.
Meus pais ainda sorriam um para o outro, mas não como antes. As conversas ficaram menores. Os abraços ficaram mais raros. Existiam silêncios entre eles que antes não existiam.
Eles achavam que eu não percebia.
Mas eu percebia.
Eu não sabia exatamente quando começou, mas eu sentia.
Minha casa parecia a mesma por fora, mas por dentro alguma coisa estava diferente.
Respirei fundo e me levantei da cama.
Talvez eu estivesse apenas imaginando coisas.
Desci as escadas em direção à cozinha.
Antes mesmo de entrar, ouvi as vozes dos meus pais.
Baixas demais.
Sérias demais.
Mas no instante em que apareci na porta, tudo parou.
Minha mãe foi a primeira a sorrir.
Meu pai também.
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