A manhã já amanheceu bem quente. Milk acordou revigorada, mas permaneceu em silêncio. Love não estava mais no bangalô. Estava conversando animadamente com uma garota local. Milk, intrigada, se colocou na cadeira, lavou o rosto numa água na bacia e desceu a rampa improvisada com a ajuda de um jovem que já a aguardava.
Mark era um americano que mora em Phuket e trabalha no hostel para conseguir turistar na Tailândia. Muito simpático e já falante do tailândes, Mark a levou até Love.
Assim foram todas as manhãs! Mark levava Milk até Love e a terapia ocupacional e motora começava de forma muito natural. A convivência longe da mãe de Milk aquecia as conversas com Love que, finalmente, eram mais agradáveis que as de quando se conheceram.
Os exercícios motores dos dedos dos pés e das mãos eram mais fortes. Os demais eram de fortalecimento dos músculos dos braços e das pernas, pois Milk conseguia ficar em pé segurando nas barras, mas não conseguia movimentar para andar.
Um mês depois, Milk que já tinha melhorado muito e já conseguia andar pela esteira segurando nas barras de ferro, estava conseguindo levantar sozinha finalmente. Para que a polícia não aparecesse e nenhum escândalo acontecesse com o sumiço de Milk, Mark já tinha entrado em contato com os pais de Vosbein e Love tinha a autorização para o tratamento. A única exigência dos pais é que não passasse de seis meses fora de casa.
Aquela manhã, Love acordou às cinco da manhã. O sol nem tinha aparecido ainda. A diferença é que o clima de Phuket era menos pior que o de Bangkok. Amanhece bem frio, o sol aparece e já vai rachando o couro cabeludo durante o dia e no fim de tarde, novamente, um frio insano. Isso ocasionou um início de manhã congelante com vários espirros alérgicos para todos os lados.
- Fiz um chá com torradas para você. - Love disse deixando a bandeja.
- Por que acordamos tão cedo? Vamos sair? Que monte de mochila e cooler é esse?
A campainha tocou em seguida.
- Você está esperando alguém? - Milk disse surpresa.
- Sim, meu amigo Jean. Ele é um guia turístico aqui da ilha. Você esteve presa em casa fazendo os exercícios. Hoje, nós vamos nos divertir. Vamos navegar!
Love abriu a porta, Jean, um jovem branco de pele queimada do sol, cabelos compridos presos em coque, com uma camiseta amarela, short branco e havaianas nos pés, sorriu e acenou com as mãos dizendo:
- Olá! Eu sou Jean. - O sotaque logo denunciou sua origem. Era brasileiro.
- Eu sou Milk. Você é brasileiro?
- Sim, eu sou de Cabo Frio, uma cidade do interior do Rio de Janeiro, mas meus pais são daqui. Sempre venho passar minhas férias e aproveito para ajudar com os passeios aos turistas aqui em Phuket. Preparada para conhecer as belezas da ilha?
- Acho que sim! - Milk sorriu sem graça.
- Ele vai precisar tocar em você em alguns momentos para transporte, ok? - Love disse.
Milk acenou a cabeça com um "Tudo bem!" subentendido.
Empurrando a cadeira de rodas, Jean levou Milk até o Jipe amarelo que as aguardava na frente da casa. Tinha o corpo bem delineado de uma boa academia. Não foi difícil pegar Milk e colocá-la no banco do Jipe.
Assim que prendeu o cinto, Jean foi guardar a cadeira em casa.
- Eu vou precisar da cadeira! - Milk falou.
- Não, não vai! - Love disse sorrindo.
Jean deixou a cadeira de rodas no bangalô e levou Milk até o Jipe.
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Varrendo a Infelicidade - MilkLove
FanfictionMilk Vosbein é uma jogadora de basquete, que no auge de sua carreira sofreu um acidente. Love Patranitte é uma estudante de fisioterapia, que trabalha na limpeza urbana de Bangkok. As duas são obrigadas a conviver e desenvolvem um jogo, que poderá...
