Como trocar seu lustre por um casamento.

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Mais um dia...
O cheiro do campo, os pássaros sobrevoando aquele belo lugar verde e bem cuidado... Os sons das carroças arrastadas pelos camponeses podiam ser ouvidas de longe. A conversa das belas moças com suas orelhas compridas que lavavam roupas à beira do corrego se misturavam com as risadas altas dos poderosos homens de pescoço felpudo que comemoravam a colheita farta que, se bem tratada, duraria todo o verão... Estava tudo perfeito, tudo nos conformes, a vila se recuperava devagar do último ataque... foi difícil sobreviver... Em um lugar habitado somente por coelhos de raças diversas são poucos os corajosos que se oferecem a proteger seu lugar contra lobos famintos e orgulhosos...
A não ser que esse coelho corajoso seja: Shanks! O Ruivo! Uma lebre que apesar de pequena e cheia de cicatrizes sempre se colocava a frente do grande exército de coelhos treinados por Garp, o felpunho. Shanks era corajoso, mas agora tinha um braço a menos, querem saber o que houve com o braço? Eu conto. No último ataque tentaram arrastar as coelhas que tiravam as roupas do varal... Shanks sozinho deu conta de seis lobos, mas infelizmente os carnívoros não voltariam com fome, levaram seu braço direito e junto sua dignidade e mais dois soldados de garp...
Querem ouvir mais a respeito de Garp? Eu conto: Garp é o coelhos mais velho e forte dentre todos, possui apenas um filho e cinco netinhos que ama muito!
Querem ouvir mais a respeito de seu unico filho? Eu conto: Monkey D. Dragon é o unico filho de Garp, este cuida de todo o reino na posição de rei, ele é responsável por organizar a vila em raças e suas capacidades, como: Qual raça era mais forte e resistente para proteger a vila, quais eram mais sensíveis para ajudar apenas em tarefas leves e por aí ia. Dragon tinha três filhos... nem todos de sua falecida esposa...
Querem ouvir mais a respeito dos filhos de Dragon? Eu conto também: Ace era o mais velho, com atualmente 23 primaveras, era um alfa e o primeiro orgulho de Dragon, era sardento como sua mãe mas moreno como seu pai, possuía traços finos e maximalistas como seu nariz pontudo e grande e seus olhos afiados. Sabo era o segundo orgulho, também um alfa que completara 21 primaveras, veio completamente da mãe e a parte cognitiva foi tudo que recebeu de herança da parte paterna. Dois coelhos grandes, um se destacava em coragem e o outro em gentileza, dois orgulhos para compensar a terceira decepção...
Não vamos falar muito dele, ele é meio... "Luffy! Seu cabeça de vento!" Era impossível não acordar pela manhã ao ouvir a criada gestante da família gritar e arremessar uma panela. " Desce daí pirralho!!" - Ela gritou vermelha de estresse e Sabo veio correndo, vestido com um calção e tentava vestir uma túnica, era visível que o pobre jovem acabara de sair da cama.
Luffy se pendurava no lustre da sala de jantar com um bolo inteiro na mão rindo como se não houvesse amanhã, se agarrava como um equilibrista.
"Senhorita Koala, não fica se estressando assim... pode ser perigoso para o bebê, deixa que eu cuido disso." Sabo disse ajudando a pobre coelha inchada de cabelos castanho claros a se sentar. O loiro olhou para cima a encarar o irmão que em resposta mostrou a língua. As orelhas negras caídas ao lado da cabeça se balançavam como se estivesse alegre. Sabo balançou a cabeça em negação e mal pode segurar o risinho. "A senhorita ta bem?" Perguntou ao perceber que além de não querer lidar com o pequeno problema Ace ja descia as escadas bocejando e sem camisa, deixaria este responsável pelo caçula.
" Logo cedo!" O sardento disse alto tentando coçar as costas miseravelmente. "Bom dia, o Luffy aprontou de novo?" perguntou coçando também sua longa orelha felpuda.
"Se aprontou?! Aquele selvagem ta no lustre! " respondeu apontando e respirando fundo enquanto Sabo a entregava um copo de água.
"Ta tudo bem, o Ace vai cuidar disso... a senhora não prefere ir se deitar?" Sabo perguntou se preocupando com o nível de estresse da pobre coelha.
"Não, ta tudo bem, só preciso de um tempo desse espoleta" Respondeu se abanando com um lencinho que tirara do bolso do avental. Ace caminhava até a ponta da mesa, bem embaixo do candelabro e olho pra cima ouvindo as risadas travessas de seu irmão caçula.
"Chega Luffy, desce daí." Ace ordenou em tom autoritário e recebeu mais línguas em resposta, apertou os olhos para o mais novo.
"Cê não é o alfa bonzão? Me tira daqui se for capaz!" Respondeu o coelho menor se balançando no grande objeto de metal.
"Como ele chegou lá em cima?" Perguntou incrédulo se virando para a criada.
"Ele subiu na mesa se agarrou naquela lamparina e pulou ali..." A moça respondeu em tom de chateação, Ace sorriu e estralou os dedos.
"Para alguém tão pequeno" ele disse ao segurar na lamparina e se balançar usando apenas os braços fortes e tonificados. "Chegar aí não deve ser tão difícil" Completou enquanto a lamparina agarrada a uma corrente no teto se balançava para frente e para trás, quando fora para frente o suficiente o moreno maior utilizou do impulso para soltar e agarrar o grande lustre, o que o estremeceu e fez o caçula sorrir. Uma vez sobre o lustre ambos os irmãos se entre olharam.
"Bem, como vamos descer agora?" A terceira decepção perguntou rindo e Ace abriu a boca em um O perfeito. Finalmente havia percebido a falta de retorno...
"Me fez subir até aqui! Porque não disse que estava preso?!"Perguntou irritado agarrando o pescoço do mais novo que segurou as mãos que vinham sobre si.
" Eu não tava até você balançar aquilo, bunda mole!" Ele respondeu empurrando o rosto do irmão.
"Bunda mole é você!" Ambos naquela briga minimalista com empurrões e tapinhas e Sabo, que assistia de baixo, levou uma das mãos a testa para pensar.
"Agora são duas princesas em perigo." Sabo disse e riu, agora colocando as mãos na cintura. "Aguardem aí princesas encrenqueiras, vou ir atrás de uma escada." Respondeu enquanto escutava a troca de tapas, beliscões e empurrões. Até que um simples "Crac!" Fez os três pararem estáticos onde estavam. O lustre estava cedendo ao peso dos dois rapazes.
"Ta vendo só o que você fez?!" Ace sussurrou estático sem mover um músculo, qualquer movimento poderia os levar ao chão.
"O que eu fiz não! Você que é gordo!" Luffy disse se virando para ele e cutucando o abdômen definido desnudo bem vulnerável.
"Não me cutuca!" Ace respondeu o cutucando no ombro e outra vez começou a pequena briga de cutuca aqui cutuca lá até o lustre desmoronar sobre a mesa de jantar de uma vez levando junto consigo um pedaço do teto e os dois irmãos cutucantes que gritaram em uníssono e Sabo se deu o trabalho de apenas pegar a criada no colo e correr dali.
A poeira subiu e os gemidos baixos de dor também.
"Que droga!" Ace esbravejou levantando o grande pedaço do teto que poderia os esmagar facilmente. "Machucou? Seu idiota!" Perguntou enquanto Luffy tossia afastando a poeira. O pelo negro de ambos estavam empoeirados.
"Vocês estão bem?!" Sabo perguntou se aproximando e abanando a mão para também afastar a poeira.
"Foi muito legal!" Luffy disse se levantando animado. Sempre gostou de perigo e adrenalina
"Não foi não! Caiu o lustre, o teto e você ta estressando a Koala!" Ace disse o chacoalhando.
"Foi sim! Até você se divertiu, fala a verdade." Luffy brincou com um sorriso travesso... Ace não podia negar que, apesar de ter caído um pedaço da camada do teto sobre si, se divertiu por alguns segundos.
"E o bolo?! E-ele ja era?" A castanha clara veio correndo com sua enorme barriga.
"Ja era." Luffy e Ace responderam em uníssono olhando para os restos do bolo esmagados e misturados com poeira no chão.
O lugar estava um caos, Koala havia arrumado tudo antecipadamente e ver toda a algazarra sobre a mesa levou seus hormônios a borbulhar em uma mistura de incapacidade e raiva.
"Seus encrenqueiros! O senhor Dragon vai acordar daqui a pouco para tomar café da manhã e olhem só a bagunça! E-eu desisto! Eu espero que ele dê uma pisa em vocês!" Esbravejava com os ombros tensos, os dedos apertavam o avental e sua feição estava claramente enfurecida. Sabo sentiu na mesma hora toda a tensão e em um sobressalto se atentou
"Senhorita! Deixa que eu cuido disso!" Pediu nervoso dando um passo a frente. Toda a atmosfera foi se alterando aos poucos, o cheiro de trigo fresco do campo invadiu aquele lugar. Os ombros da criada relaxaram, os apertos no avental se afrouxaram e as orelha que antes estavam achatadas para trás agora estavam baixas como a de um coelho normal... Aquilo não passou despercebido pelos dois morenos. "Por favor, descansa. Eu vou cuidar disso e conversarei com meu pai sobre os comportamentos do Luffy." Concluiu segurando os ombros da moça e com um sorriso tranquilizador a soltou e a omega acenou com a cabeça.
"Muito obrigada senhor Sabo." Agradeceu e devolveu o sorrisinho, logo deixando ali para trás um loiro apaixonado que ainda sentira o calor daqueles lábios e aquela voz que ecoava em seu ser e o atraía de maneira exuberante... o loiro e dois morenos que sorriam de ponta a ponta.
"Quem diria, a primavera nem chegou e ja ta em processo de reprodução!" Ace disse zombeteiro levando uma mão a cintura e soltando uma risada alta. O loiro virou um tomate.
"Para Ace, vai constranger o coelhinho apaixonado!"Luffy deu continuidade na zombaria começou a rir em conjunto e o pobre loiro só pode tentar cortar o assunto para sair daquela situação.
" Ahh, seus bestas! P-parem já com isso! Me ajudem com essa bagunça!" Saiu em um tom sem graça, a voz alternando entre os tons e seus irmãos voltaram a rir...
Começaram a arrumar o salão da forma que podiam. Colocaram o lustre e o pedaço do teto em um canto trocaram o forro da mesa de jantar arrumavam os pratos da pior forma possível até que...
"Vrummm" a porta do salão foi aberta e lá estava Dragon, as orelhas compridas e altas com os pelos negros e espetados. Possuía os braços cruzados e o semblante de quem ja estava cansado demais para se estressar outra vez..
" P-pai! Achei que o senhor estivesse dormindo! E-eu achei que_" Sabo começou com as falácias, falácias essas que foram interrompidas pelo mais velho que olhava de um lado para o outro reparando em cada coisa fora do lugar e mal feita, desde o forro da mesa que não combinava com o tapete até as talheres posicionadas erradas ao lado dos pratos errados.
"Por minha honra! Que lugar horrendo! O que houve aqui?! onde está a criada?" Perguntou após passar a mão no rosto para ver se o pesadelo passava... Os irmãos ainda não sabiam mas hoje seria uma manhã especial...
"Houveram alguns problemas cedo, mas fica calmo, ja resolvemos. Só não tem bolo..." Ace argumentou e o coelho mais velho respirou fundo enquanto luffy cutucava o nariz com o mindinho, alheio a todo o resto.
"Isso está um desastre... cadê a criada?" Perguntou pela segunda vez se pondo em frente aos outros três coelhos.
"A Koala estava muito estressada... eu a dispensei para descansar. " argumentou olhando para baixo... não se atreveria a olhar o pai nos olhos.
" Sabo... não se deve dispensar a única criada disponível na casa! Quem vai limpar isso agora?! Vocês não sabem fazer nada!" Respondeu ja impaciente ofendendo todo mundo ali.
"Sim senhor." O loiro confirmou rápido com uma pequena reverência... mas Luffy não gostou daquilo... Koala era sua amiga.
"Ah, não importuna! A menina ta até buxuda!" Luffy respondeu rápido desviando olhar
"O pai não sou eu! E cadê o lustre?!" Perguntou agora surpreendido, teve que encarar cada um de seus filhos para os ouvir contar. "Não vão dizer nada?! Onde raios está o lustre?!" Perguntou pela segunda vez e Luffy fingiu nunca ter ouvido falar de tal objeto.
"Lustre? O que é isso? Tínhamos um lustre?" Perguntou olhando para qualquer canto em que não estivesse seu pai presente.
"Ta... sem lustre? Sem almoço pra vocês" Afirmou dando as costas, conhecia seus filhos e sabia muito bem como os convencer.
"NÃO! FOI O LUFFY!" Ace gritou em um sobressalto, Luffy instintivamente chutou a canela alheia e Dragon se virou para os três novamente.
"Traíra!"Disse o pequeno encrequeiro enquanto seu pai se aproximava o olhando do alto...
"Sempre você..." o homem disse alto e grave. "Vai pro seu quarto." Afirmou e luffy cruzou os braços a saiu caminhando em passos pesados. "E não tem almoço pra você hoje!" O puniu e Luffy, ja irritado se virou para o maior outra vez.
"Fala logo que me odeia!" Luffy esbravejou e voltou a caminhar para o seu quarto com toda frustração acumulada em seu peito... Dragon, o ignorou. Revirou os olhos em uma resposta de tanto faz e voltou sua atenção a bagunça no salão.
"Sempre que eu estiver ausente vocês tem que controlar aquela coisa! Olhem só o que deixaram ele fazer! Os lobos chegarão em minutos!" Disse alto retirando tudo da mesa... a palavra lobos chegou aos ouvidos dos dois irmãos como uma ameaça.
"L-lobos?!" Ambos restantes ali perguntaram mudando a postura. "Seremos atacados denovo?!" Ace perguntou encarando o próprio pai que levou a mão a testa.
"Não, iremos tratar do assunto pra acabar com os ataques de uma vez por todas." Respondeu se apoiando na cadeira. "To torcendo pra pedirem um sacrifício e eu dar o irmão de vocês pra eles comerem." Disse olhando para a bagunça e deu uma risadinha vendo os dois irmãos o encararem buscando saber se foi brincadeira ou sério.
"Não diga isso... Luffy pode ser baderneiro mas o amamos." Ace impos e Dragon riu, também amava seu filho, no fundo no fundo... e estava feliz em ver que os irmãos também.
"Vamos... temos que arrumar isso tudo antes deles chegarem." Completou antes de respirar fundo.
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"Pfff" o som de uma flexa atingindo uma galinha se misturou com seu alto e sofrido "pocó" antes dos lobos começarem a rir e seu sangue jorrar sobre a terra arada sob todas as outras galinhas que instantaneamente começaram a correr pelo grande cercado. O sol nascia ao longe trazendo uma luz forte que atingia os rostos dos predadores ali presente.
"Voce viu como ela berrou?? Ahahaha! Galinhas estúpidas!" Disse o primeiro lobo de cabelos negros com pequenos detalhes brancos.
"Oh se vi... vamos depenar e comer logo, to faminto!" O segundo de olhos negros e pelagem alaranjada concordou.
"Ah..." murmurou o grande urso polar segurando as próprias mãos.
"Não sejam tão agressivos, assusta o Bepo..." Disse o terceiro alfa. sobrinho do líder daquele lugar. (denominado assim por ganhar de todos os outros que se opuseram a si em uma luta até a morte.) Seu nome era Donquixote Doflamingo... sua familiaridade com Trafalgar Law, o alfa citado, não é bem... biologica. O pai biológico de Law faleceu quando este era muito jovem, depois de aproximadamente dois anos a mãe biologica de Trafalgar se casou com Donquixote Rosinante, tambem conhecido como Corazon. Irmão de Doflamingo, atual líder de todos os lobos.
"Ah para! Ele é o mais carnívoro aqui!" Disse o moreno sem deixar nem uma mentira no ar. A dieta dos polares eram baseadas em carne e apenas.
"M-Mas eu não como galinhas!" O albino balbuciou escondendo o rosto sentindo todo o constrangimento o invadir.
"Eu também não comeria se pudesse escolher o que comer." Pengui afirmou fazendo todos ali pensarem e sonharem... nenhum banquete era tão prazeroso para um lobo quanto um banquete que servia carne de coelhos...
Os lobos não os consomem apenas por fome... Os consomem para saborear, para degustar. É uma carne ingualavelmente macia e fácil de se ter. Coelhos eram extremamente férteis então a produção sempre foi ininterrupta... e sobre seus pesos... se alimentavam de legumes e folhas, logo comiam bastante o que os engordava sem precisar levar muito tempo... no período de inverno então... eles saem da toca cheios de gordurinhas... qualquer lobo salivaria só de imaginar um coelho pós inverno.
"Por falar em coelhos... Doflamingo foi convidado a comparecer à toca." Trafalgar disse e se aproximou da galinha devagar enquanto a risada alta dava lugar para a curiosidade crescente dentro de seus amigos.
"Como assim?" Shachi perguntou com um sorriso largo.
"Os coelhos o convidaram para o café da manhã." Repetiu e ambos ficaram boquiabertos.
"Que injusto! Eu também quero coelho de café da manhã! Oras!" Penguin esbravejou em mais dúvidas.
"Eu também..." Shachi concordou entre sorrisos deixando as fantasias dominarem.
"É... até eu. O que aqueles herbívoros querem?" Law se perguntou levantando a galinha pela flexa e caminhou até a porta do grande galinheiro. "Espero que ele traga um para o almoço." Completou pensativo e os outros o seguiram.
...
Doflamingo chegou ao portão do pequeno vilarejo dos coelhos, conhecido por ele como "toca", e inalou todo o ar em um só respirar. Todos os moradores viraram os olhares para aquele lobo que abriu um sorriso largo e exibiu todas suas presas ao perceber a mudança do cheiro que anteriormente lembrava terra molhada, plantações e sol para medo absoluto. Ele percebia os coelhos se distanciando conforme passeava a caminho do grande castelo de pedras. Muitos fugiam para suas pequenas casas de barro e outros iam atrás de suas crianças. Guardas pequenos e orelhudos se aproximaram e, engolindo em seco, se apresentaram.
"O-ola senhor Donquixote... fomos mandados pelo Dragon para acompanhá-lo até o salão." Apresentou-se rapido um dos soldados e o outro era capaz apenas de tremer.
"Não se preocupem, conheço esse lugar como a palma da minha mão." Respondeu e seguiu rindo, olhando todos os pequenos herbívoros ao redor... quando se trata de um lobo andando em um habitat de coelhos todos parecem minúsculos. Os Guardas, ainda que trêmulos e orando para o fim daquilo, acompanharam o lobo até o salão...
Ao chegar no salão o cheiro de café e massas invadiu as narinas afiadas do loiro e torceu, aquela não costumava ser sua refeição, alimentavam as galinhas com esse tipo de comida. Assim que chegou viu Dragon sentado a ponta da grande mesa e seus dois filhos mais velhos sentados de frente um para o outro.
"Olá, Donquixote." Dragon iniciou olhando para o lobo com confiança, por mais que todos os coelhos lá fora tremessem com a presença daquele lobo, dentro daquele salão ninguém o temia.
"Estão bem confiantes... o que me trás até aqui?" perguntou e se aproximou da cadeira mais próxima e puxou para se sentar e então sentiu... a tensão que vinha tanto de Sabo quanto de Ace. "Ora ora... Os dois rapazes não estão tão tranquilos assim." Afirmou e soltou uma gargalhada alta.
"Eles quiseram participar e são os mais prováveis de assumirem meu posto daqui a uns anos então não vi problema... tem bolo e cereais, se estiver com fome..." Dragon ofereceu enquanto Koala saia da cozinha e aparecia no salão devagar carregando diversas louças.
"Hmm..." murmurou o lobo fungando ao redor.
"Senhorita... permita-me ajudar." Sabo pediu ja de pé correndo em direção a coelha.
"Sabo, isso é inapropriado, volte para a mesa." Dragon pediu mas o loiro não deu ouvidos. Sentiu a tensão se forma dentro da bela moça e quando tomou as torres de louça de seus braços pode ver como tremia.
"Vocês coelhos são tão generosos..."Doflamingo comentou apoiando seu rosto no punho. Conseguia sentir o cheiro do medo e do nervosismo da fêmea... koala ja virava as costas para fugir para a cozinha quando fora chamada. "Espera aí! Mocinha venha aqui!" Chamou a pobre menina que parou no mesmo lugar e se virou tão devagar quanto caminhava.
"Por favor, vamos tratar dos nossos assuntos" Dragon pediu mas foi ignorado. Koala se aproximou apenas o suficiente e com a voz falha e trêmula murmurou.
"S-sim_senhor..." Disse em um soluço, Sabo ja se posicionava em defesa e encarava Doflamingo que nem percebia o desaforo.
"Está grávida... chega mais perto, pirralha, eu não vou morder." Exigiu e agarrou o braço da herbívora e a puxou mais para perto fazendo a mesma e Sabo se sobressaltar. Com as mãos ásperas e suas garras afiadas segurou a barriga como se fosse um rosto. "Que fantástico." Murmurou e começou a alisar a barriga redonda enquanto a donzela tremia sob seus toques...
"Donquixote..." Dragon chamou e pigarreou. "Quero fazer um acordo com seu reino." Disse de uma vez. O que levou o loiro a finalmente prestar atenção no coelho com tatuagens na face a sua frente e tirar a atenção da barriga arredondada.
"Reino? Hahaha! Que fofo! Vocês são mesmo umas gracinhas." Respondeu debochado e Dragon bufou.
"Os ataques dos lobos têm nos prejudicado muito. " Afirmou antes que perdesse a paciência... apesar de ter 47 anos, quando se tem orelhas longas, dentes avantajados e uma altura nada favorável é difícil ser levado a sério.
"Claro, sabemos inclusive e não nos importamos com isso." Doflamingo respondeu com um sorriso desafiador que esbanjava ironia e sarcasmo.
"Eu quero que pare. Estamos dispostos a oferecer o que for necessário para suprir suas necessidades em troca de deixar nossa espécie em paz. Não aguentamos mais temer virar comida." Dragon esclareceu. Doflamingo escutou e riu. Um sorriso largo.
"O que propõe para nos "suprir"?" Perguntou fazendo aspas com as mãos, começando a considerar as palavras do herbívoro.
"Nossas colheitas tem produzido bastante e temos cozinheiros excelentes que podem fazer bolos e pães o suficiente para toda a sua terra." Foi instantaneamente interrompido pelo canino
"Impossível." Respondeu rápido e seco e o coelho se alterou.
"Como assim?!" Perguntou e viu o maior ficar pensativo
"Impossível, Dragon. Somos carnívoros, como você pedirá a um coelho para parar de comer verduras e suprir suas necessidades com terra? Então, dessa mesma forma eu te ouço. " Respondeu rápido com um sorriso. "Era isso? Você me fez perder tempo." Ele disse e se levantou.
"ESPERA!" Gritou alto fazendo Sabo se assustar e Ace, que dormira a algum tempo, despertar. O loiro parou no mesmo lugar. "Digo, um momento... estamos dispostos a mais, e se te entregarmos todos os que falecerem? Vocês podem se alimentar dos mortos, certo?" Dragon perguntou encarando a mesa, tinha vergonha de pensar daquela maneira, mas seu povo precisava de descanso e
sossego Sabo e Ace ficaram estáticos estranhando tudo que ouviram do pai.
"Bem... essa ideia me parece estranha... sei que não estamos em condições de escolher, imagino que os coelhos fiquem bem tristes quando atacamos" deixou uma risadinha escapar " mas você sabe como é. È muito difícil fazer todos aqueles lobos se contentarem com umas carnesinhas velhas... mas agora, se você tiver realmente interesse em fazer esse acordo... mandaria carne... mais fresca." Concluiu com um sorriso largo.
"O que está propondo?" Dragon perguntou sentindo um desconforto que percorreu toda sua espinha, os dois jovens na mesa ficavam cada vez mais tensos e ansiosos com medo da proposta que se formaria ali. Enquanto Doflamingo riu alto em resposta. A excitação do loiro exalava a sala e se misturava com o medo e a tensão deixando o ar ameaçador para as supostas presas.
"Você me ouviu bem. Não dá pra viver de carne velha." Afirmou outra vez e as orelhas de Dragon se atentaram.
"Garantiremos que assim que o sujeito não esteja mais em vida mandaremos para os lobos. Sem assassinato." Afirmou com desconforto na voz... entregar seu povo, mesmo que após a morte, para ser comido e o loiro ficou pensativo outra vez.
"Quantos coelhos levamos nos ataques?" Perguntou e Ace levantou a cabeça automaticamente.
"Cerca de sete coelhos adultos e o que puderem depois disso."Ace afirmou pondo o punho na mesa... o quanto luffy ficou desolado quando descobriu que Shanks perdera o braço para os lobos o tocava. Doflamingo desviou o olhar para o garoto e debochou.
"E em qual período atacamos?" Perguntou diretamente ao moreno que, apesar de miseravelmente assustado, se manteve firme e o olhos nos olhos.
"Praticamente toda semana." Afirmou
"Aí está! Oras! Esse garoto é excelente!" Disse em tom de deboche e voltou a olhar para Dragon. "Precisamos de ao menos sete coelhos por semana. Não nos confunda, não somos monstros que comem coelhos todos os dias... mas adoramos a carne. Vocês não tem idéia do quão saborosa é. Comemos em banquetes, quando comemoramos pequenas coisas e não queremos abrir mão desse costume simplesmente para vocês viverem felizes. Quantos coelhos morrem por dia nesse lugarzinho que mais parece um jardim?" Perguntou cruzando os dedos sobre a mesa pacientemente. Dragon engoliu em seco. Seu vilarejo mal tinha 4 mil habitantes.
"Aproximadamente um a cada treze dias." Respondeu segurando suas mãos para não deixar transparecer a tremedeira.
"Isso não é o suficiente... quantos nascem por dia?" Perguntou observando o suor escorrer a testa do homem.
"C-cerca de 8 a cada sete dias." Respondeu sem olhar para o loiro.
"Ja é um número mais interessante... bem, não podemos ficar sem nossos coelhos." Disse olhando ao redor, como se os três ali o entendessem. "Meus sete coelhos chegarão até mim? Nem todos precisam ser frescos... mas dois ao menos eu exijo." Afirmou olhando as próprias garras e Dragon engoliu em seco.
"C-como acha que vamos fazer isso?!" Sabo perguntou alterado ao se levantar da cadeira e bateu ambas as mãos na mesa.
"Ele é louco!" Ace completou apontando para o lobo e olhou para o pai.
"Meninos, silêncio!... meu real interesse é formar uma aliança, podemos mandar os coelhos, mas e caso haja atrasos? E se nem tudo estiver certo? E se um lobo desobediente vier e comer nossos coelhos? Como vamos resolver esses furos? Apelar para a selvageria é muito simples para vocês... não quero viver com essa insegurança." Respondeu seguro de si. Toda confiança voltou, afinal naquela situação não eram meras presas decidindo quem será devorado primeiro, eram uma potência tentando viver em paz.
"Uuh, quando se trata de uma aliança ja fica bem mais... complexo... teríamos que ver vocês como aliados... vocês tem algo a oferecer? Além da deliciosa carne, claro." Perguntou com um sorrisinho sútil e Dragon se manteve confiante, aquele vilarejo era o mais produtivo.
"Temos ótimos construtores, ótimas plantações..." Começou a dizer e o loiro respirou fundo, nada daquilo era útil.
"Me ajuda a te ajudar." Pediu com mais deboche fazendo mais estresse surgir no tatuado.
"Somos produtores rurais, Donquixote. Tudo o que temos a oferecer vem da terra, tem algo que venha da terra que te agrade?" Perguntou e o loiro passou a mão pelo queixo.
"A olhar por esse lado... gostamos de ervas para tempero e remédio... também tem quem goste de congumelos alucinógenos, vocês podem nos ajudar com isso?" Perguntou e Dragon sorriu.
"Claro, como eu disse, temos tudo que vem da terra." Dragon o lembrou e ele sorriu devolta.
"Talvez isso dê certo. Então vamos fazer assim: para nossa aliança não ter como alicerce a deliciosa carne do seu povo eu vou querer pesca, tempero, materiais e construtores para melhorar nosso lugar e água limpa. Litros de água limpa. Em troca nós não atacamos seu espaço e caso sejam atacados por alguma outra espécie nos oferecemos para ajudar. E, claro, o mais importante:a carne de coelho." Terminou e Dragon ficou pensativo a fazer calculos em sua cabeça enquanto os irmãos apenas encaravam o lobo.
"Muito bem, então é isso." Disse se levantando e caminhando até o grande homem satisfeito, afinal havia conseguido até mesmo proteção. Esticou a mão para o loiro a sua frente e esse apertou.
"Então... para dar início podemos fazer uma festa de casamento entre as espécies. Seria ótimo não acha?" Afirmou pegando um pedaço do bolo e soltando a mão do coelho que o olhou com muitas dúvidas.
"C-casamento?" Perguntou incrédulo, nunca passou isso pela cabeça do pobre herbívoro.
"Isso, eu tenho apenas um sobrinho, é um alfa." Respondeu com um sorriso confiante.
"Quer casar duas espécies diferentes?" Dragon perguntou ainda em dúvida, por mais que não achasse tão estranho assim nunca imaginou ter que concluir isso de maneira formal.
"O que tem? Meu sobrinho fica o dia inteiro pra baixo e pra cima com a matilha dele, ele precisa de responsabilidades, se é que você me entende." Afirmou e mordeu a massa alaranjada.
"Então você precisa de um omega?" Perguntou olhando ao redor, só possuía um filho ômega, mas este certamente destruiria a aliança se fosse entregue para casamento... Luffy nunca se submeteu a nada nem ninguém, era livre e solto e se fosse para casar que fosse com alguém muito paciente e que soubesse se impor.
"Isso." Afirmou após engolir o bolo e os irmãos ao redor encararam o pai... este devolveu os olhares aos irmãos...
"... você pode levar a Koala. Ela é uma ótima cozinheira e" fora interrompido pelo irmão loiro que se alterou.
"A-a Koala não pode!" Disse alto e o senhor dos lobos deixou escapar uma risadinha.
"Não mesmo, ela está até prenha..." Respondeu com um balançar de mão. "E bem, você deve ter algum parente de sangue ômega, não tem? Algum que seja puro, de preferência." LUFFY! era tudo que passava nas mentes tensas daqueles coelhos que só conseguiam pensar em milhares de lobos devorando seu pobre irmãozinho.
"Na verdade eu..." nem sequer deu tempo de responder.
"Gente, gente, gente! Olha o que eu achei! Olhem olhem!" Disse o rapaz correndo pelo salão. "É um besouro gigantesco!! Ele tava na minha janela!" Gritou segurando o pequeno inseto quando algo incomodou seu nariz e ele levantou o rosto e reconheceria esse cheiro, cheiro de lobo... era tão familiar quanto o seu próprio.
" Hmm, seu filho?" Perguntou o loiro, demonstrando todo seu interesse no pequeno herbívoro que torceu o nariz em rejeição e fez dragon respirar fundo tentando manter a calma.
"Por que tem um lobo na cozinha de casa?!" Luffy perguntou olhando para todo mundo ali presente.
"Sim... é meu caçula..." Respondeu pensativo imaginando a grande oportunidade que acabou de receber... dois coelhos numa cajadada só.
"O cheiro dele me é familiar e ele parece fazer o tipinho do Law... ótimo, vamos casar eles!" Afirmou empolgado e Luffy deu dois passos para trás.
" Casar quem?? O que ta acontecendo aqui?" Perguntou o mais novo em dúvidas, Dragon massageava a tempora devagar.
"Casar você." Respondeu o mais velho e Luffy arregalou os olhos instantaneamente.
"Olha... Ele da trabalho e não cresceu ainda... realmente quer ele com seu filho ou sobrinho?" Dragon disse e Luffy encarou um e depois o outro, a confusão dentro de si estava intensa e o instinto que sempre predominou seu ser dizia 'corre que a coisa não ta boa'.
"Tem um lobo na cozinha querendo me casar." disse o caçula com os olhos estáticos como quem calcula uma rota de fuga. Bem... ele estava.
"Meu sobrinho saberá lidar com ele, ele é um ótimo alfa." Afirmou se levantando e esticando o corpo. Dragon olhou para Luffy e depois para o lobo. Luffy aguardou apenas seu pai virar os olhos.
"Vão perder a paciência com ele." Dragon afirmou cruzando os braços enquanto Luffy saía porta a fora.
"Talvez. Mas ele aprenderá com o tempo." Afirmou confiante e todos ouviram a porta enorme ser batida e dragon levou ambas as mãos ao rosto. "Ele acabou de fugir?" Perguntou incrédulo, era de muita ousadia. Dragon ja esperava tal reação.
"Vão atrás, por favor. Tragam ele até aqui nem que seja amarrado." Dragon ordenou aos filhos mais velhos que hesitaram, Ace se aproximou de seu pai o suficiente para tirar suas dúvidas que estavam o torturando.
"Não vai entregá-lo aos lobos, vai?" Perguntou baixo... mas obviamente a ótima audição de Doflamingo capitou.
"Ace, vai atrás dele e traga-o para cá." Pediu pela última vez e ambos irmãos saíram do salão. "Depois que levar não tem volta." Afirmou outra vez chegando mais perto do loiro, garantindo que ninguém escutaria.
"Está com medo de comermos seu filho ou está tentando se livrar dele?" Doflamingo perguntou exibindo seus dentes em um sorriso debochado.
"Ele é meu unico ômega, seria aquele que entregamos pra formar aliança, mas ele é pequeno e o que tem de pequeno tem de terrível. Se não aguentarem comam ele e mandem carta dizendo que ele fugiu, eu não quero devolta." Afirmou encarando o lobo que ficou surpreso com tal frieza dita pelo dentuço.
"Uau. Você é bem cruel com seu filho para quem faz tanta questão do povo." Comentou encarando o homem a sua frente.
"Ele conta como risco pro resto da população. Boa sorte." Respondeu rápido se sentando novamente.
"Como assim?" Perguntou estranhando toda aquela desfeita.
"Nada importante. Quando e onde será o casamento?" Perguntou com o olhar frio e Doflamingo não tardou a responder.
"Amanhã a noite, no nosso reino." Respondeu rápido. "Vocês serão bem recebidos." Deixou claro e Dragon o olhou suspeito.
...
Luffy corria rápido, o vento batia em seu rosto e o cheiro da terra molhada empregnava suas narinas, todos os coelhos estavam escondidos, não sabia exatamente para onde ir mas precisava chegar a algum lugar, algum lugar longe.
Shanks
Correu rumo a grande taberna, se conhecia alguém que sabia como lidar com lobos certamente era o ruivo. Afinal, nunca conhecera alguém tão sábio quanto este. Viu de longe a taberna onde os coelhos riam alto e não hesitou em entrar.
"Shanks!" Gritou como se fosse a última chance de sua vida de continuar vivendo, olhou tudo ao redor transtornado quando ouviu a resposta.
"Fala Luffy!" Respondeu acenando de um banquinho no balcão e luffy o encontrou, continuava mono braço, ruivo e com a barba por fazer. Havia escutado os rumores sobre o lobo que andara pelo vilarejo, mas ja tinha conhecimento sobre ser convidado do mandante.
"Lobo! Eu preciso matar um lobo! O que eu faço?!" Perguntou correndo até o ruivo com o coração acelerado, sentia que estava na hora de agir.
"Ora essa, Luffy! Que lobo?! Eu o mato." Disse rápido. "Se refere ao lobo que foi conversar com o Dragon? Ele veio em paz. Não vou atacá-lo." Disse acalmando o rapaz que parecia desesperado.
"Como assim em paz?! Ele é um lobo!" Afirmou com veracidade e ouviu risadas ao seu redor.
"Bobão, seu pai fará uma aliança, um acordo para eles não nos atacarem mais." Respondeu o rapaz que não acreditava que sua única esperança havia trocado de lado.
"Que droga! Eu vou matá-lo!" Luffy disse rápido e tentou se virar mas o homem o segurou.
"Ei ei ei, ele fez algo?" Perguntou segurando o mais novo pelo ombro.
"Ele quer me casar! E-eu não quero casar!" Luffy respondeu irritado e shanks parou e ficou pensativo e então caiu na risada.
"Comemora, garoto. Se vão te casar é porque vão oficializar a aliança, não seremos mais atacados." Shanks disse e pegou a garrafa do balcão para dar um gole. "Parece que esse velho vai poder só beber daqui em diante." Finalizou a conversa voltando a encher a cara.
"Shanks! Não seja covarde! Vá a luta!" Luffy disse puxando o ruivo pelo unico braço que tinha. E esse puxou de volta e o olhou.
"Luffy, é só um casamento! Você não vai morrer." Disse debochado e o mais novo cruzou os braços e respirou fundo fazendo seu peito subir e descer. "A não ser que seu marido te faça de prato principal." Petelecou o nariz do menor. "Mas isso é menos provável... cumpra seu papel de único filho ômega do rei." Concluiu voltando a bebedeira. Luffy sentiu seu chão desabar... ser um omega sempre fora um incômodo, não só para si mas também para sua família... e agora isso? Jurou a si mesmo que nunca deixaria seu subgênero dizer algo sobre si, mas agora seria forçado a casar? Não entendia porque acontecia logo com ele. Seu estômago revirava só de imaginar um alfa mandando em sua vida, ele não viveria a merce de ninguém, não conseguia. Era dono de si mesmo. Um coelho livre.
"Eu não vou casar." Afirmou estufando o peito. Shanks o encarou com certa preocupação.
"Se casa logo, estará ajudando todo mundo aqui." Disse o ruivo que encarava o pequeno surto do pequeno ser. "Se não casar, seremos todos devorados." Finalizou e Luffy ficou pensativo... não casaria. Todos tão preocupados em não serem comidos e não dão s mínima para suas vontades. Saiu da taverna frustrado, agora sim sem um rumo de fato. Olhou para um lado, olhou para o outro e caminhou devagar ao perceber a barra limpa. Barra limpa por pouco tempo.
"Você precisa voltar." Ace declarou pulando do teto de uma das pequenas casas de barro.
"Não vou." Luffy teimou e Sabo apareceu na frente dele o assustando.
"Luffy, me escuta. Se você não for não dá pra fechar a aliança!" Sabo insistiu e Ace abaixou a cabeça, não estava de acordo com nada daquilo e não imagina seu irmão vivendo em meio a lobos. Pensar que isso pode despertar algo ruim dentro do moreno...
"Vocês são uns egoístas! Todos vocês!" Luffy reclamou e virou o rosto, estava irritado, frustrado. A
Só queria continuar sua vida da forma que era. Não faz sentido ter que ter um casamento para ter uma aliança... e porque precisam tanto assim de uma aliança?! Bando de covardes.
"Não acha que o egoísta é você colocando suas vontades acima da vida de todos que moram aqui? Se tivéssemos feito isso muito antes o Shanks ainda teria os dois braços." Sabo citou sem grosseria na voz, queria apenas convencer o mais novo. Luffy ficou pensativo, de fato talvez estivesse sendo egoísta... mas não quer casar. Seu estômago revirou outra vez só de pensar.
"Porque tem que ser eu?" Luffy perguntou com os braços cruzados.
"Porque você é o único ômega do pai." Ace respondeu seco e Luffy olhou para os dois.
"Eu não quero casar." Explicou devagar e olhou para a direção do lugar escuro onde viviam os lobos. "Aqui eu ja me sinto desconcertado, imagine entre os lobos." Concluiu deixando suas dúvidas e insegurança do futuro exalarem o ar.
"Também não queremos, mas as vezes é necessário pensarmos olhando ao redor." Sabo disse e segurou o ombro do irmão. "Pense nas pessoas que morreram nas garras deles, Luffy." Sabo repetiu e o pequeno moreno sentiu-se injustiçado. Era como se estivessem todos dizendo "va embora! Se sacrifique por nós!" Nunca querem saber como ele se sente sobre isso... bem, que seja assim. Não vai se submeter a alfa algum independente do contexto. Não vai se tornar um omegazinho obediente e ridículo.
"Eu não vou casar." Afirmou e sentou no chão. Fechando os olhos com os braços cruzados.
"Você vai." Sabo afirmou e agarrou o braço do mais novo. "Suas orelhas são grandes o suficiente para ouvir meus apelos e eu não argumentei atoa." Sabo respondeu e o mais novo não pensou duas vezes antes de abrir a boca e cravar seus dentes compridos no pulso do loiro que puxou a mão na mesma hora. "Ah! V-voce me mordeu?!" Perguntou vendo a marca perfeita dos dos dentes maiores e Ace riu.
"Ele ja ta agindo feito um lobo." Disse em meio as risadas. "O papai me deu uma ordem, Luffy. Eu sinto muito." Disse e puxou um grande lençol que estava em um varal ali perto. Enrolou o mais novo no mesmo enquanto este se debatia e jogou por cima do ombro.
...
Algumas horas depois.
...
A grande matilha desorganizada, formada por três lobos e um polar, estavam sentados a margem de um lago, um lago sujo que guardava mágoas de todos os ossos que ali foram descartados. Um lago que não servia mais como fonte de água, então fora transformado em um abismo, sempre disposto a guardar os restos mortais não muito apetitosos das presas dos lobos e também seus rancores... Acreditem, lobos podem ser muito rancorosos. Os quatro jovens conversavam próximos ao lago, quando sentem a aproximação de um nervosismo familiar, uma ansiedade reprimida e não demorou para Bellona, a loba morena omega, também conhecida como baby five, sair do meio dos arbustos ofegante.
"Parem de sumir assim! Ninguém nunca sabe onde encontrar vocês!" Disse após alguns arfares cansados. Enquanto todos, que ja sentiam sua aproximação, tentavam imaginar o motivo desta estar atrás deles e o principal, tão nervosa como estava.
"O que houve?" Penguin se adiantou nas perguntas enquanto a bela moça recuperava o ar.
"Aconteceu algo?" Shachi Indagou torcendo para que não fosse nada. Gostavam de ficar de bobeira a margem do lago. Raros eram os momentos que conseguiam paz para isso.
"Sim... Doffy retornou da reunião com os coelhos e quer conversar." Disse cessando a respiração ofegante e então sentiu o revirar do estômago quando se lembrou do assunto principal.
"Conversar?" Bepo perguntou pendendo a cabeça para o lado. Trafalgar não deu a mínima, só desejava aproveitar a sensação de estar a margem do lago.
"Com você, Law."Chamou e esse revirou os olhos antes de se virar ao longe para a morena.
"Não me diga." Ironizou se levantando e recebeu olhares de preocupação dos amigos. Ja havia recebido sermões de seu tio o orientando a se portar como futuro líder... a matilha foi aos poucos saindo daquele lugar distante pela trilha que Baby abriu.
"Ele trouxe uma baita novidade..." Comentou baixo para todos que suspiraram.
"Novidade boa ou ruim?" Shachi perguntou temendo toda a tensão que amulher sofria.
"Péssima." Respondeu seguindo a matilha ao lado de Trafalgar.
"Por que está incomodada dessa forma? O que aconteceu?" Perguntou e recebeu um olhar doloroso da morena.
"V-você vai saber... é melhor Doffy te contar." Afirmou e engoliu em seco. Law observava a forma que a cauda abraçava a cintura da loba e como mordia o lábio sem cessar.
"Se for diminuir seu estresse é melhor que conte agora." Aconselhou preocupado e a menina respirou fundo.
"Fecharam uma aliança..."
....
"E será você quem vai trocar a aliança para eu realizar minha aliança vantajosa!" Disse Doflamingo com certa empolgação... naquela sala, só ele e o loiro... Trafalgar não soube como reagir.
" Então essa é a solução deles? Me casar com um herbívoro?" Trafalgar perguntou e Doflamingo balançou a cabeça em confirmação.
"Na verdade quem propôs isso foi eu! Acho que ja ta na hora de você sucegar Law, chegar de passear com seus amigos, chega de farra." Disse mechendo a mão como quem dispensa algo.
"... não acha isso perigoso? Se ele sequer caminhar por esse lugar com certeza vão devorar ele, eu vou ficar viúvo em menos de um mês." Argumentou não entendendo como Doflamingo controlaria o desejo dos lobos.
"E não é o que você quer? Seria perfeito. Após isso eu posso punir de maneira rígida quem triscasse no seu noivo e deixar de aviso para o restante." Argumentou logo após fazendo Law o olhar com desdém
"Me parece cruel. Tanto para o coelho quanto para os lobos, não pode os impedir de fazer o que gostam. O que lhes é permitido por natureza." Trafalgar repetiu e Doflamingo puxou do canto a grande bolsa que trouxera da aldeia herbivora... Ali contia dois corpos de coelhos adultos... pareciam ter por volta de 46 e 52... Ambos faleceram afogados no rio onde lavam roupas. Trafalgar olhou boquiaberto e voltou os olhos para o loiro, ja conseguia imaginar os combinados da aliança.
"Eles mandarão essas belezinhas para nós. Teremos água potável e casas descentes, Law... e você só precisa beijar um coelhinho na frente de outros coelhos e lobos daqui a dois dias." Concluiu convencendo de uma vez por todas o mais novo.
"Céus... como quiser, Doflamingo... só tenta impor as regras antes dos coelhos virem..." Pediu caminhando para a saída.



Entre Presas e Orelhas - LawluPovești de care să fii obsedat. Descoperă acum