Los Angeles nunca parava.
Enquanto boa parte da cidade ainda começava o dia, Olivia Cooper já estava com o celular nas mãos.
Aos vinte e cinco anos, aquela pequena tela havia se tornado seu escritório, sua câmera, sua agenda e sua principal ferramenta de trabalho.
Ser influenciadora digital parecia fácil para quem assistia aos vídeos prontos.
Não era.
Nascida em Rye, uma pequena cidade no sul da Inglaterra, Olivia era filha única de William e Eleanor Cooper, que ainda moravam no Reino Unido.
Seus pais sempre tiveram uma boa condição financeira, suficiente para lhe proporcionar uma vida confortável e apoiar seus sonhos, embora estivessem longe de ser uma família rica.
Aos dezenove anos, mudou-se sozinha para Los Angeles depois de ser aprovada em uma das universidades de moda mais renomadas da cidade.
No entanto, conforme sua carreira nas redes sociais crescia, decidiu abandonar a faculdade para se dedicar integralmente ao trabalho como influenciadora.
Ainda amava moda e, de vez em quando, pensava em concluir o curso.
Extrovertida, espontânea e dona de um carisma natural, Olivia gostava de conhecer pessoas, viajar e transformar momentos simples em conteúdo.
Apesar da distância, mantinha uma relação muito próxima com os pais, que sempre apoiaram suas escolhas.
Por trás de cada publicação existiam contratos, reuniões, campanhas publicitárias, gravações, horas de edição e uma quantidade quase infinita de notificações que nunca deixavam de chegar.
Além do entretenimento, Olivia também produzia conteúdo sobre lifestyle.
Gostava de compartilhar um pouco da rotina, das viagens, dos restaurantes, dos cuidados pessoais e, sempre que conseguia, também registrava seus treinos.
Não era obcecada por academia.
Mas fazia questão de manter uma vida ativa.
Treinar era uma das poucas coisas que realmente conseguiam desligar sua mente da internet por algum tempo.
Ainda assim, bastava pegar o celular novamente para tudo recomeçar.
Naquela manhã não foi diferente.
Antes mesmo de sair da cama, estendeu a mão até o criado-mudo em busca do aparelho.
A tela iluminou o quarto.
Cento e quarenta e três notificações.
Nada fora do comum.
Mensagens de seguidores, propostas de publicidade, e-mails de empresas interessadas em parcerias e, principalmente, comentários.
Muitos comentários.
Ela deslizou o dedo pela tela enquanto ainda permanecia deitada.
— "Você só fala do Jaafar porque sabe que ele dá engajamento."
— "Procura um emprego de verdade."
— "De novo um vídeo sobre ele? Já deu."
Um sorriso discreto surgiu em seus lábios.
Bloqueou um perfil, respondeu outro com uma ironia educada e deixou o restante para depois.
Já estava acostumada.
Sempre que publicava qualquer conteúdo envolvendo Jaafar Jackson, a reação era exatamente a mesma.
Metade das pessoas concordava com ela.
YOU ARE READING
A Hater
FanfictionEla já foi uma das maiores admiradoras de Jaafar Jackson. Acompanhava cada lançamento. Defendia seu nome sempre que alguém o criticava. Até o dia em que uma única atitude foi suficiente para mudar completamente a forma como o enxergava. Escreveu crí...
