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fuck you in the back on the backseat, babe

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essa história é originalmente uma AU que foi adaptada para fanfic
oneshot + extra
⚠️ : contém sexo, linguagem explícita e palavrões
inspiração: Backseat do Daniel Di Angelo

A noite estava fresca, e o ar carregava aquele cheiro característico de fim de dia, quando as luzes da cidade começam a piscar em meio à escuridão. Sunoo caminhava pela calçada com passos leves, mas firmes, o corpo já vestido para a festa ── calça azul acinzentada cós baixo e uma baby tee preta, alguns acessórios discretos que brilhavam sob os postes. O cabelo, cuidadosamente arrumado, balançava com a brisa.

Ele estava a poucos quarteirões da casa de Niki quando o celular vibrou no bolso. O som de notificação cortou o silêncio da rua, e Sunoo desacelerou o passo, puxando o aparelho com um movimento ágil. Desbloqueou a tela, os olhos percorrendo as mensagens no grupo.

"Porta vai estar aberta, podem entrar. To indo tomar banho."

A mensagem era de Niki, direta como sempre.

Sunoo parou por um instante, os dedos congelados sobre a tela. A frase ecoou na cabeça dele, e então veio a imagem ── involuntária, vívida demais. Niki pelado, a água escorrendo pelos ombros largos, pelo peito... O vapor subindo, os fios de cabelo molhados grudando na testa...

Sunoo sentiu um calor subir pelo peito e desceu a vista para a calçada, mordendo o lábio inferior. Suspirou, um som baixo que quase se perdeu no vento, e guardou o celular de volta.

Andou mais alguns metros, mas os pensamentos insistiram.

Lembrou do dia em que conhecera Niki, há pouco mais de um ano. O garoto japonês que chegara para estudar na Coreia do Sul e, de alguma forma, se encaixara perfeitamente no grupinho que ele tinha com Heeseung e Sunghoon. No começo, foi só mais um amigo.

Mas com o tempo, Sunoo começou a sentir algo diferente ── não um amor romântico, não uma paixão platônica. Era mais físico, mais visceral. Um tesão que crescia sempre que Niki ficava perto demais, ou quando ria daquele jeito meio torto, ou quando passava a mão no cabelo sem querer.

Mas nunca diria nada. Como poderia?

Niki era impenetrável, uma muralha de indiferença afetiva. Nunca demonstrava interesse por ninguém daquele jeito, nunca olhava a mais, nunca dava brecha. E Sunoo sabia que, se abrisse a boca, poderia estragar a amizade, o grupo, a dinâmica que funcionava tão bem.

Chegou em frente ao prédio de Niki. Respirou fundo, tentando desfazer a tensão nos ombros. Subiu os degraus da entrada, e a porta de vidro já estava destravada. Empurrou-a e entrou no corredor silencioso. O elevador demorou, então ele optou pelas escadas ── dois lances, rápidos, o som dos próprios passos ecoando nas paredes.

No andar de Niki, a porta do apartamento estava entreaberta, como prometido. Sunoo colocou a mão na maçaneta e empurrou devagar, entrando no espaço iluminado por uma luz amarelada e suave. O som da água correndo no banheiro vinha lá do fundo.

Parou na sala, a porta ainda entreaberta para os outros amigos que viriam em breve.

Soltou um segundo suspiro, mais longo, enquanto seus olhos vagavam pelo ambiente que cheirava a Niki ── um perfume cítrico e amadeirado, que parecia impregnado nos móveis. Passou a mão no cabelo, sentindo a própria respiração um pouco mais pesada.

Seus dedos tamborilaram distraidamente no bolso da calça. A gata preta, batizada com o nome impronunciável de um demônio menor que Niki insistia em chamar de "Nyx" para facilitar, arqueou o lombo sob os dedos de Sunoo por um segundo antes de ceder, ronronando baixo.

sunki: backseatHistórias para pegar e não largar. Descubra agora