Era uma vez o encantado Reino de Dahlia, e lá viviam várias pequenas criaturinhas em seu próprio mundo.
Ao entardecer, quando o sol sumia e a lua aparecia, junto com ela portas e janelas se abriam.
As fadas preparavam o café da manhã para suas famílias... ou, bom... haha, o café da noite.
Os duendes começavam a caminhar em direção à horta para começar suas regalias. Todas as noites se esbaldavam nos pés de lichia.
Hahaha... vamos parar com essas rimas.
Bom, a noite dos humanos virava dia para essas criaturinhas. Elas saíam de suas casinhas e começavam suas vidas.
Os duendes eram responsáveis pela horta, enquanto as fadas cuidavam dos jardins.
As fadas eram divididas em categorias. As Fadas da Água eram responsáveis pelo orvalho e por abastecer a pequena vila com a água que traziam dos lagos.
Ainda não descobri todas as categorias de fadas, mas tenho certeza de que, até o fim desta história, vou conhecer cada uma delas.
Os duendes, apesar de serem responsáveis pela horta, adoravam pregar peças nos humanos.
À noite, enquanto eles dormiam, os duendes entravam em suas casas pelas portinhas dos ratos nas paredes e sequestravam suas meias.
Os ratinhos ficavam revoltados.
- Ei! Nessa casa moram humanos bons! Eles deixam legumes e verduras para nós e nunca espalham armadilhas!
Mas os duendes sapecas não queriam saber.
Eles só queriam aprontar.
Na verdade, eles levavam esse assunto muito a sério. Toda semana acontecia o Grande Campeonato de Esconde-Meias. Ganhava quem escondesse uma meia em um lugar tão absurdo que o humano jamais a encontraria.
O prêmio?
Cinco amoras pretas.
Eu sei. Também achei um prêmio estranho. Mas, aparentemente, amoras pretas valem uma fortuna entre os duendes.
As fadas também não gostavam daquela competição.
Não porque, assim como os ratinhos, confiassem nos humanos.
Mas porque havia o risco de algum deles decidir procurar as meias desaparecidas...
...e acabar encontrando a vila.
Bom...
Isso nunca tinha acontecido.
Pelo menos era o que todos acreditavam.
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O encantado reino de dahlia.
Hayran KurguEra uma vez várias pequenas criaturinhas em seu próprio mundo. Ao entardecer, quando o sol sumia e a lua aparecia, junto com ela portas e janelas se abriam.
