Daquele céu límpido e vazio, choveu
assustadoramente em um aquário acinzentado
de angústia e tristeza, afogando as algas e deixando-o
parecer tão assustadoramente frágil.
O céu sem nuvens choveu, tão brilhante
feito uma tarde de verão.
O céu gritou, clareando tão estridente
feito um choro desamparado.
As nuvens há muito se foram,
soprando o sorriso esquelético
"de um fantasma"
tão distante quanto o vento levar.
Nesse céu corrompido e doloroso,
arrepios idealizados em um trovão,
dores e cicatrizes escondidas no além.
O aquário transbordou
e fluiu pelo azulejo encardido e mofado
na penumbra solitária
na frieza do sol.
Ainda quando parou de chover,
a dor continuou lá.
