Chuva

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Daquele céu límpido e vazio, choveu

assustadoramente em um aquário acinzentado

de angústia e tristeza, afogando as algas e deixando-o

parecer tão assustadoramente frágil.


O céu sem nuvens choveu, tão brilhante

feito uma tarde de verão.

O céu gritou, clareando tão estridente

feito um choro desamparado.


As nuvens há muito se foram,

soprando o sorriso esquelético

"de um fantasma"

tão distante quanto o vento levar.


Nesse céu corrompido e doloroso,

arrepios idealizados em um trovão,

dores e cicatrizes escondidas no além.


O aquário transbordou

e fluiu pelo azulejo encardido e mofado

na penumbra solitária

na frieza do sol.


Ainda quando parou de chover,

a dor continuou lá.

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⏰ Last updated: Jul 03 ⏰

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