Prólogo

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Os alunos da Academia Arcana tiveram um fim de semana agitado. Depois daquela semana, teriam a interclasse. 

 Meu nome é Lily, Lily Bailey Lorne, e eu estou muito animada para a interclasse deste ano. 

Sou uma menina alta, de quatorze anos, tenho cabelo cacheado castanho-escuro e olhos verdes profundos. Meu rosto é cheio de sardas na região das bochechas e do nariz. 

 Descobri recentemente que, em Ashrend, pessoas têm nascido com poderes desde o início da Geração Nerath. Antes, os testes só eram feitos na região norte do norte e no sudoeste. Mas agora, descobri que os testes serão feitos no sul. Por isso, estou correndo para pegar o primeiro ônibus, já que hoje meus pais farão uma viagem com o resto dos pais da escola para outra região fora do reino. Acho que é um reino chamado Overhad, e eles ficarão lá enquanto estivermos na interclasse. Chique, não? 

 Dou tchau para minha mãe, meu pai e minha cachorrinha, Nyx. 

 — Vai com cuidado, Lily! — minha mãe falou, colocando a outra mala no carro com a ajuda do meu pai, enquanto eu saía pela porta da frente para pegar o primeiro ônibus que levasse para a escola. 

Quando cheguei lá, avistei minhas amigas: Lilian, Mary, Maren, Cathy e Celine. É óbvio que ninguém as chamava assim, principalmente eu. Quando entrei na escola, todos chamavam a Lilian de Lili, mas, com o tempo, eu deformei o nome dela para Lilice. Assim como o de Maren, que eu apelidei de Mar, e o de Celine, que passei a chamar de Ceci. Elas também estavam bem animadas com a interclasse e o teste. 

 Mas eu ainda tinha que enfrentar um problema... os garotos que fazem bullying conosco: 

 — Oi, esquisitonas! — exclamou um deles, fazendo uns movimentos estranhos.

 — Vocês são totalmente estranhas. Aberrações! — berrou outro, tentando jogar uma bola na gente. Nós desviamos e tentamos ignorar, mas Lilice, sempre sem paciência, virou-se para trás e rebateu: 

 — Tentando treinar para não perder na interclasse, idiota? 

 Eles calaram a boca, se entreolharam e foram embora. Lilice deu risada junto com todas nós e fomos para a sala. Lilice é uma menina baixinha, que tem 1,68 m de altura. Ela tem cabelos castanhos escuros, olhos da mesma cor e o rosto lotado de sardas, como eu. Quando chegamos à sala, Sophie foi logo conversar com a gente: 

 — Gente! Vocês não fazem ideia de como eu estou animada! Eu sempre quis ter poderes, e agora que os testes estão vindo para cá, eu estou muito feliz! 

 — Ah, imagina eu! — Isabelly se meteu no meio da conversa

 —  A gente vai dormir na escola! Gente, vai ser incrível! - Ravenna chegou na sala superanimada. Ninguém chamava a Isabelly de Isabelly, e muito menos a Ravenna de Ravenna. Todos as chamavam de Isa e Rafa. Por que Rafa e não Rave? Eu não tenho a menor ideia.

Enquanto isso, eu vi que os meninos estavam conversando sobre a interclasse e, sempre do meu jeito, fui dar oi:

— Oi, gente! Vocês estão falando sobre a interclasse?

Os meninos que tinham apelidos eram: Blake, Leon, Miles e Tom. Todos os chamavam de B, L, Mi e Toninho. Por que? Eu não sei.

— Sim. A gente estava se perguntando se poderíamos usar magia — falou B, um dos meninos.

— Olha, sinceramente, eu acho que estamos nos preocupando com o futuro. A gente nem sabe se é verdade que os testes virão para cá — falou Toninho, com a maior sinceridade do mundo.

— Hum, eu acho que os jornais não mentiriam assim... — disse Joca, olhando para a tela da TV da sala.

Todos olharam para a tela. Quando vi a notícia, fiquei ainda mais feliz:

"Agora é oficial! Os testes estão vindo aqui para Ashrend. Hoje, a única escola que receberá os testes é a Academia Arcana!..."

— Aí meu... — falei, mas logo fui interrompida.

— Então a gente vai fazer os testes hoje?! — interrompeu L.

— ...Deus! — terminei minha frase, finalmente.

— Gente! Eu descobri uma coisa! — berrou Henrique.

Todos pararam de olhar para a tela e se viraram para ele, incluindo minhas amigas.

— O quê? — perguntou Mi.

— Ele descobriu sobre o poder mais raro da escola.

— Tá, e qual é? — perguntou Léo.

— É a eletricidade azul e branca. Ela é uma das eletricidades mais poderosas e raras. Mas tem uma que é mais ainda, que é a vermelha.

— Também tem os Da Vinci, que controlam os desenhos, tirando-os do papel — falou B, mostrando a reportagem no celular. — É raro, mas não como a eletricidade.

Então, todos começaram a falar sobre as magias épicas e raras. Ler mentes, invisibilidade, telepatia, eletricidade azul e branca e poderes psíquicos eram consideradas muito raras; outras, como metalurgia viva ou curandeirismo, eram consideradas épicas.

— Ah, eu descobri sobre a magia de metamorfose, que é épica também! — Henrique aproveitou o gatilho da conversa para falar.

A gente conversou mais um pouco antes de a professora entrar na sala. Quando ela entrou, disse animada:

— Boa tarde, turma! Como todos sabem, hoje faremos os testes de poderes. O Jardim, o 1º, 2º, 3º e 4º ano já fizeram os testes e já têm seus poderes definidos. Até as professoras ganham poderes! Agora, falta o sexto e o sétimo do Fundamental 2. Sentem-se nos lugares, porque eles já vão chegar!

A gente sentou e obedeceu à professora. Logo depois, o povo dos testes chegou:

— Boa tarde, gente! Vocês são o 5ºC, né? — perguntou a mulher, passando o olho pela turma.

— Não, não somos nós — respondeu L, tentando acelerar tudo.

— Ok. Independentemente disso, os testes vão ser aqui. Vocês são do oitavo, né? 14 anos... a melhor época da minha vida. Então vamos começar. Primeiro faremos uma série de perguntas e, ao fim, daremos três opções para vocês escolherem entre elas.

— BORA DECIDIR OS PODERES! — berrou o homem ao lado da mulher, levantando a prancheta.

— AÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ! — berrou a turma, explodindo em vivas e alegria.

— Mas o ponto ruim é que vai ser em ordem alfabética... primeiro os meninos e depois as meninas.

— Ah... — estremeceu a turma e, principalmente, as meninas.

— Não para mim, né, gente? — Riu B. 

— Primeiro o Blake!

Blake se levantou e foi com os dois até uma salinha.


Os ImperdoáveisHistórias para pegar e não largar. Descubra agora