Entre o Amor e a Coroa
Valdoria, inverno de 1298.
Desde o dia em que nasceu, a princesa Lyanna de Valdoria soube que seu destino jamais lhe pertenceria. Como única herdeira do reino, cada passo seu é observado, cada escolha é feita em nome da Coroa...
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Muito antes de esta história começar, existia um reino cercado por montanhas, florestas antigas e penhascos cobertos pela névoa. Um lugar onde os sinos do castelo marcavam o tempo, os cavaleiros juravam lealdade com a própria vida e a Coroa era considerada mais importante do que qualquer desejo humano.
Esse reino chamava-se Valdoria.
Conhecido por sua imponente fortaleza erguida sobre as montanhas e por seu rigoroso código de honra, Valdoria era um dos reinos mais respeitados do continente. Sua riqueza não vinha apenas das minas de prata e das terras férteis, mas da disciplina de seu povo e da força de seu exército.
Naquela época, o mundo era governado por reis e rainhas. Casamentos entre famílias reais eram tratados como alianças políticas, capazes de evitar guerras ou conquistar novos territórios. Princesas não escolhiam com quem se casariam, e cavaleiros dedicavam suas vidas à proteção do reino, jurando fidelidade absoluta à Coroa.
Questionar um rei era considerado traição.
Quebrar um juramento era uma desonra.
E amar alguém que jamais poderia ser amado... era um risco que poucos ousariam correr.
É nesse cenário que nossa história começa.
Uma história sobre dever e liberdade.
Sobre promessas e sacrifícios.
Sobre um amor que nasceu onde jamais deveria existir.
Porque, às vezes, o maior inimigo de um coração apaixonado não é a distância, nem o tempo.