Eu te encontro na próxima vida.

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Dazai...
Eu... não consigo respirar...

Eu também não.

Eu... eu não quero morrer.
Não agora...
Não ao seu lado.

Não pode ser um pouquinho mais gentil? Nem agora?

Osamu, eu...

Chuuya...

Eu te encontro
Na próxima vida.

— Osamu, filho! Ande logo, você tem escola hoje, esqueceu?!
— Ah, mãe~ — o cacheado resmunga, apertando o travesseiro contra o rosto — Por que?!
— Não quero por que, levanta daí!
— Me dê três motivos convincentes.
— Um: é sua obrigação. Dois: você precisa estudar. Três: se não levantar por conta própria, eu te tiro daí!
A mulher bate na porta do quarto com toda força que tinha.

Todo dia, essa mesma história.
Qual o problema desse menino?

Tá bom, tá bom. Eu já estou indo!
— E, é bom se arrumar logo. Seu irmão já está pronto a horas!
Seu irmão está pronto a horas, mi mi mi — debocha, se levantando, contra vontade, para ir ao banheiro. Que, por sinal, poderia ser um pouquinho mais perto do quarto, credo.
— Eu escutei isso, menino!

Mais uma segunda-feira chata. E, só de pensar nas mesmas aulas, com os mesmos professores, conversar com os mesmos alunos — conversar entre muitas e muitas aspas.
Dazai não é um menino tão sociável, além de que, existem pessoas que não merecem o seu tempo.
Pior, ter que ouvir aquele quatro olhos de 1,50m reclamar de seu atraso, ajeitando aquele rabo de cavalo loiro, todo arrumado e...
Eca. Dá raiva só de imaginar.

Eu posso conquistar tudo que eu quero, mas, foi tão fácil pra te controlar — o menino cantarolava enquanto escovava o cabelo.
Ele nunca foi cuidadoso com o cabelo.
Nunca mesmo.
Mas só de ouvir o: "Dazai! Ande logo nesse banheiro!!", saindo da boca do irmão mais novo — e, não. Dois anos de diferença não é pouca coisa, Doppo! — já enchia seu coração de satisfação.
Com jeito de...
— Olha só, seu irresponsável, se não sair daí agora eu vou chamar o papai! — O garotinho batia na porta do banheiro desesperado, afinal, eles já estavam minutos e minutos atrasados!
— Nossa, nem cantar eu posso mais?
— Cinco minutos, se não já sabe!
Ui, que medo.

Os garotos iam caminhando até a escola. Dazai olhava ao redor, com um fone gigante no ouvido tocando qualquer coisa horrível, aos olhos o irmão.
— Você está cheio de trabalhos atrasados, não é? — o loirinho inicia assunto, arrumando a alça da mochila que estava um centímetro maior que a outra.
— Hã? — ele tira o fone, pendurando no pescoço — Ah, sei lá. É que dá tanto trabalho~
— Você é realmente um irresponsável. Os professores falaram de você.
Ah é?
— É! E, deboche o quanto quiser, mas eu ouvi tudo! Você só não é expulso por conta das suas notas que, de algum jeito, são boas.
— Ai, Kunikida, pra que tanta humilhação assim? Eu fico tristinho~
— Como você é infantil.
— Infantil? Não se esqueça que eu estou no primeiro ano do ensino médio, e você é só uma criancinha de quatorze anos.
O menino franze a testa, mostrando-lhe os dentes. Dá um soco na barriga do mais velho, ficando vermelho por pura raiva.
— Olha só, eu sou muito mais responsável que você! Não use a minha idade como argumento, seu idiota!
— Ai! Isso dói!
O garotinho segue em frente, apertando o passo. Diz sem olhar para trás:
— Eu tenho orgulho de não dividirmos o mesmo sobrenome.
— Grosso — Dazai retruca, cobrindo a barriga com os braços

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⏰ Last updated: Jul 01 ⏰

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