Interajam, curtam e comentem bastanteee,!!
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Aquele era o casamento mais aguardado pela alta burguesia americana naquela década. A mansão transbordava elegância, riqueza e uma fina sensação de exclusividade. Os convidados moviam-se pelo salão com a naturalidade de quem jamais precisara se preocupar com dividendos. Certamente nasceram cercados por abundância; herdeiros de impérios, sobrenomes centenários e fortunas construídas muito antes do primeiro suspiro. Provavelmente, muitos deles jamais haviam trocado mais do que meia palavra com alguém que flertava com a pobreza.
De Mark Zuckerberg a Barack Obama, todos estavam ali.
Empresários, políticos, investidores, celebridades e magnatas dividiam o mesmo espaço, unidos por um elo em comum: Walter Mashburn.
O noivo não era apenas rico. Riqueza era uma palavra pequena demais para descrevê-lo.
Walter construíra um império que atravessava continentes e setores inteiros da economia. Seus interesses se estendiam da tecnologia à aeronáutica. Desde a extração de matérias-primas até a transformação em produtos acabados.
Seu nome surgia discretamente nos bastidores de Hollywood, em reuniões diplomáticas internacionais e até em projetos de preservação da Floresta Amazônica. Onde havia poder, influência ou dinheiro em larga escala, existia uma boa chance de Walter Mashburn estar envolvido.
Cada bilionário presente naquela celebração lhe devia algo: um favor, uma parceria, uma oportunidade ou uma dívida de gratidão cuidadosamente disfarçada de amizade.
E, embora o salão estivesse repleto dos homens e mulheres mais ricos do planeta, qualquer fortuna reunida ali parecia insignificante quando comparada à dele.
Walter era um homem solitário — não daquela solidão amarga que corrói aos poucos, mas de uma solidão tranquila, quase confortável. Era solitário, mas raramente estava sozinho.
Seu verdadeiro inimigo era o tédio.
Dinheiro jamais lhe faltara. Poder, menos ainda. Viajava demasiado, comprava o que desejava e sentava-se à mesa das pessoas mais influentes do planeta. Ainda assim, frequentemente se pegava entediado, como se o mundo já não lhe reservasse muitas surpresas.
As mulheres mais admiradas da alta sociedade orbitavam sua vida com impressionante regularidade. Eram belas, inteligentes, elegantes e perfeitamente adequadas ao universo que ele habitava. Walter as tratava com cortesia, atenção e generosidade. Não era cruel, porém um tanto vulgar. Era, de maneira rasa, um conquistador movido por vaidade barata.
Por puro capricho, colecionara corações partidos. Não porque prometesse demais, mas porque nunca prometia nada. Chegava, encantava e partia com a mesma facilidade com que assinava contratos ou embarcava em aviões particulares. Para ele, relacionamentos eram acontecimentos agradáveis, jamais compromissos definitivos.
No fundo, sua natureza era boa. Extrovertido, determinado e incapaz de permanecer indiferente diante de um desafio, construíra sua fortuna com talento, disciplina e uma obstinação quase lendária. Era, sob muitos aspectos, digno de tudo o que possuía.
Walter encarava relacionamentos da mesma forma que encarava quase tudo na vida: com um descaso elegante e uma dose constante de humor. Fazia piadas quando o assunto ficava sério demais. Mudava de tema quando percebia sentimentos surgindo. Sorria quando deveria refletir.
Tudo isso, eram características pertencentes ao homem que Walter Mashburn fora antes de Teresa Lisbon.
Seu mundo começou a mudar no dia em que atravessou as portas do CBI, em Sacramento, buscando auxílio para um caso policial. Não esperava encontrar nada além de burocracia e agentes cansados
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Glamour
FanfictionEm uma realidade onde Patrick Jane escolhe partir em uma longa e obsessiva caçada contra Red John, Teresa Lisbon é obrigada a seguir em frente sem seu consultor.
