Prólogo

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Adenônia Peçanha tanto perseguiu seus funcionários que nem a morte lhe pôs um freio. Seu espírito mal resolvido continua a vagar pela escola, dando ordens, causando intrigas e interferindo na administração do filho. Alisson dispensou os ladrões responsáveis pela morte da mãe em uma espécie de toma lá da cá, e isso era imperdoável para ela.

O tempo passou, os professores seguiram as suas vidas longe dali, o colégio conseguiu evitar um escândalo e agora faturava mais do que nunca graças ao investimento em propagandas.

Como jovem empresário administrador de escola, pai e divorciado, Alisson não devia mais nada à sociedade. Ele estava livre para esbanjar seu faturamento em festas, viagens, carros e o que mais lhe desse vontade. Nessas aventuras, ele se apaixonou perdidamente por um ex-professor do colégio, mas Adenônia não vai aceitar mais um golpe do destino. Além disso, eles precisam enfrentar a crise econômica gerada pela pandemia.

Um vírus mortal se espalhou pelo mundo e alterou a rotina criando uma série de transtornos. As autoridades obrigaram o fechamento de vários serviços para evitar o contágio através do ar. No Brasil, todas as aulas do ensino básico até o superior foram suspensas. As instituições particulares optaram por aulas virtuais que foram prorrogadas a cada quinze dias. No Colégio Peçanha não foi diferente. As aulas foram adaptadas ao ensino à distância mas os pais não se conformavam em manter as mensalidades pelo mesmo valor, nem os professores por sua vez estavam acostumados a gravarem suas aulas. Alisson tinha que ser firme diante de todos esses problemas.

Você pode ser o diretor, mas eu sou a matriarca!

(Adenônia Peçanha)

Adenônia: A PandemiaStories to obsess over. Discover now