Era quase uma manhã agradável no dia em que meu chefe convocou uma reunião na sede. O clima era fresco e mal haviam nuvens no céu. Enquanto eu lutava para dar um nó decente em minha gravata, em frente ao espelho, mal percebi que o relógio marcava sete e doze (7:12AM) da manhã; quando fiz, deixei de lado a peça que dificultava minha saída e corri para fora do apartamento às pressas, provavelmente deixando para trás um documento ou outro.
— O comitê já está no escritório. — assim fui recebido por Kaoru, uma das gerenciadoras.
— Nem um "bom dia, Joui! Como vai?"? Estou magoado. — brinquei enquanto passava pelo balcão onde ela estava, subindo as escadas com pressa. Quando finalmenete cheguei no escritótio, fechei a porta com silêncio absoluto, me sentei em uma cadeira livre que me aguardava e mantive uma expressão neutra.
— Um ex-agente da Hades Society foi dado como traidor há alguns anos; recentemente fora visto numa suposta organização criminosa. — meu chefe Takishii, um homem alto de cabelos grisalhos penteados para trás e elegante terno azul escuro e3xplicou, fotos do slide passando imagens do tal sujeito. — Um sujeito perigoso, eu posso dizer. Foi comandante de um dos nossos mais poderosos há treze anos. Um de seus subordinados e braço direito da época, — ele fez uma pausa, a imagem trocando para o perfil de um homem americano: pele meio bronzeada, olhos verdes cansados e cabelos loiros até os ombros com uma tatuagem de "X" em seu pescoço, logo acima da clavícula. — seu nome é Chezar. Na época, codenome era "exe" (X). Foi dado como morto há cinco anos, porém, nossos contatos afirmaram tê-lo visto numa cidadezinha no interior. Um dos poucos homens que conhece cada traço do nosso alvo, o Moars. Joui. — eu me levantei ao ouvir meu nome.
— Sim.
— Você está designado a encontrar e trazer o... Chezar — a pausa que ele fez foi como desdém contido. — Vá imediatamente. A localização está sendo enviada para você.
— Sim, senhor.
— E Joui... Não o deixe te enganar.
Eu fiz uma reverência breve e saí do escritório.
Quando cheguei na pequena cidade, um interior com menos de 200 habitantes, próxima a um lago e desprovida de qualquer sinal telefônico, dirigi por menos de dez minutos até uma pequena casa mais afastada da sociedade, me lembrava um chalé, como aqueles na série de Percy Jackson. Ao estacionar ao lado de uma caminhonete azul velha, saí do meu veículo e andei até a porta do "chalé".
Este sujeito é... algo, pensei. Bati à porta três vezes com os nós dos dedos; não havia maçaneta ao lado de fora da porta, o tapete era velho e melado de lama e claramente a casa não via uma reforma há muito tempo. Um momento de silêncio se passou e, quando ergui a mão para bater novamente, uma fresta da porta se abriu, revelando um olho verde cansado e com olheiras profundas, um silêncio como se o próprio ar perguntasse por que eu estava incomodando sem nem dizer nada.
— Senhor Chezar. — mostrei identidade da agência — Precisa me acompanhar.
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Se Você Partir, Te Amo
RomanceEssa história conta o amor entre dois homens muito diferentes e ao mesmo tempo, parecidos. No ponto de vista de Joui, um homem japonês que trabalha para uma organização secreta contra o crime no Japão e está enfrentando uma nova criminalidade. Para...
