- Me perdoe. Eu não sinto o mesmo. -
Essa frase acertou a garota como uma flecha. Suas mãos enfraqueceram tanto que ela quase soltou as flores que segurava e seu estômago afundou completamente. O som das risadas dos amigos dele estavam ardendo os ouvidos dela de forma que ela perdia até a noção de onde estava.
- Ah... Entendo. Tudo bem. Perdão por incomodar.
Sarah sai com as flores o mais rápido que podia. Ela corre pelas ruas tão rápido que nada poderia alcançá-la naquela hora.
Ela chegou na porta de casa e, antes de entrar, tratou de descontar toda aquela confusão de sentimentos no pobre buquê jogando-o no chão e pisoteando-o. Ela esmagou a flor em pedacinhos e nem aquilo foi capaz de apagar o que ela sentia.
Naquela tarde, se escondeu em seu quarto e tudo que sabia fazer era chorar agarrada ao travesseiro. Corações partidos doíam muito. Quem nunca partiu o coração nenhuma vez nunca entenderia, nunca mesmo. Talvez se ela fosse mais bonita, se perguntava. Talvez se ela fosse mais inteligente, ou tivesse o cabelo mais liso ainda, talvez se mudasse a cor dos olhos? Talvez se mudasse seus gostos?
Essas perguntas rondavam sua cabeça como um furacão. Ela precisava de um motivo, uma razão, uma explicação lógica para tamanho sofrimento.
Com o chorar chegou o pesar dos olhos. Aos poucos as lágrimas pararam e seus olhos fecharam em uma difícil noite de sono.
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Todas as Cartas que (Não) Enviei
RomanceApós ser rejeitada, Sarah escreve uma carta para o garoto que gostava sem pretensão alguma de entregar. Ela só não estava preparada para ter uma resposta a essa carta de alguém que sequer conhecia. Ou talvez conhecesse até demais.
